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CLIMA TENSO

PSD se irrita com nota de PT e PV contra Emanuel

Lideranças teriam contido tom mais agressivo de nota assinada por Valdir Barranco e Aluisio Leite, mas crise se instalou

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A reação de lideranças do PT e do PV contra uma possível pré-candidatura de Emanuel Pinheiro (PSD) ao Governo do Estado acirrou o clima nos bastidores políticos e abriu uma nova frente de tensão entre partidos.

A movimentação, capitaneada pelo deputado Valdir Barranco (PT) e por Aluísio Leite (PV), gerou incômodo dentro do PSD, que viu na articulação uma tentativa de interferência externa em decisões internas da legenda. Nos bastidores, interlocutores apontam que a nota da federação chegou a ser suavizada após a atuação de lideranças consideradas mais moderadas, que evitaram um tom ainda mais duro.

Mesmo assim, a iniciativa foi classificada por integrantes do PSD como um gesto de “autoritarismo descabido”, sobretudo por partir de atores políticos sem vínculo com o partido. Há ainda a leitura de que Aluísio Leite estaria alinhado a outros grupos políticos, o que reforçou o desconforto interno.

A resposta veio de forma imediata. Uma fonte graduada do PSD, sob reserva, reagiu com dureza e cobrou limites na atuação dos dirigentes.

“Barranco é do PT e Aluísio é do PV. Eles não têm que opinar sobre um partido ao qual não pertencem. Que tratem das discussões internas das suas siglas”, afirmou.

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Dentro do partido, a avaliação é de que há nomes competitivos para a disputa estadual e que qualquer tentativa de cerceamento não será tolerada. A mesma fonte reforçou que a legenda pretende conduzir de forma autônoma a construção de seu projeto político.

“Emanuel e Natasha são dois grandes nomes que o PSD tem orgulho de ter em seus quadros”, completou.

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Wellington não tem motivo pra reclamar de Flávia, Cláudio e Abílio

Wellington tenta se desfocar na articulação, em que na verdade é protagonista, em uma controversa união entre PL e MDB

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Prefeitos das principais cidades de MT não querem união com MDB, trabalhada nos bastidores pelo veterano.

O atual senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), e o comandante partidário da sigla liberal no estado, Ananias Martins, estão furiosos com a postura de Abílio Brunini, Cláudio Ferreira e Flávia Morettiprefeitos do PL em Cuiabá, Rondonópolis e Várzea Grande, respetivamente – que não só não declararam apoio ao seu projeto na busca do Executivo Estadual como estão muito próximos do grupo político que tentará manter Otaviano Pivetta (REPUBLICANOS) na cadeira maior do Palácio Paiaguás. Todavia, o que de longe pode parecer um ato de rebeldia e até infidelidade partidária por parte dos prefeitos, na verdade, é uma crise que o próprio Wellington fez de tudo pra criar para si.

Ao se movimentar nos bastidores para literalmente aproximar a nora, Janaína Riva, e o MDB que a mesma lidera no estado, do pré-candidato a presidente da República e seu amigo pessoal no Senado Federal, Flávio Bolsonaro (PL), visando culminar em uma aliança partidária no estado com a legenda símbolo do centrão e historicamente muito mais à esquerda do que direita, Fagundes construiu um cenário de constrangimento aos aliados que são gestores das principais cidades do estado.

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Isto porque, do ponto de vista prático, se a aliança com MDB se efetivar, atendendo o objetivo de criar espaço na chapa para a nora disputar o Senado Federal, Wellington forçaria, por exemplo, Cláudio e Abílio a subirem no palanque ao lado de Thiago Silva e Eduardo Botelho, ambos do MDB e que buscarão a reeleição ao cargo de deputado estadual em 2026. Os dois emedebistas foram adversários nas urnas dos bolsonaristas há dois anos atrás em disputas intensas nos pleitos municipais. O mesmo vale para Flávia, que sairia na foto ao lado de Kalil Baracat, também do MDB, e que deve liderar em sua cidade a campanha de Janaína.

Mais do que serem fugirem do julgamento popular sobre a incoerência, os três prefeitos sabem que o MDB provavelmente será novamente adversário de seus prováveis projetos de reeleição em 2028 e certamente os nomes que disputarão com eles os votos populares contarão novamente com Janaína Riva como principal cabo eleitoral, coisa que ela já fez em 2024 e não teve êxito em nenhum dos projetos citados. A mesma avaliação faz boa parte da militância, que não vê sentido do PL dar as candidaturas do MDB um “verniz bolsonarista”, força política majoritária no estado, quando não há qualquer entrosamento ideológico e de militância.

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A tática definida por Wellington para tentar se desfocar na articulação em que, na verdade, é protagonista, é a de usar uma possível aproximação nacional entre PL e MDB, que de fato é construída por Flávio, pra justificar e defender no discurso de “alinhamento”. O senador fez questão de ressaltar à imprensa, recentemente, o encontro entre Flávio e Baleia Rossi, líder do MDB, e classificou Janaína como “um nome que desponta”, esquivando com sua fala característica de que “tudo será pelos partidos nas convenções”.

Para os prefeitos e bolsonaristas mais atentos, contudo, o que Fagundes tenta é só achar uma brecha mínima para executar aquilo que pessoalmente deseja: estar com o MDB ao lado e emplacar uma narrativa que o afaste do desgaste de ser o responsável pela união. Ao que tudo indica, porém, Wellington não conseguirá convencer ninguém que essa aliança não é de sua lavra e, para muitos, isso pode custar caro ao veterano, inclusive acentuando o risco de perder um Governo do Estado praticamente ganho. 

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