Geral
Brasil e OIT fortalecem a cooperação Sul-Sul na economia do cuidado
Geral
O Governo do Brasil e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil lançaram novo projeto para promover o intercâmbio de conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e fortalecimento de políticas de cuidado em países do Sul Global.
Desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT “Justiça Social para o Sul Global”, a iniciativa tem como objetivo fortalecer o intercâmbio de conhecimentos para formulação de políticas públicas, programas e iniciativas que ampliem o direito ao cuidado às pessoas que dele necessitam e às pessoas que cuidam, ao mesmo tempo em que promovam a igualdade de gênero e o trabalho decente.
O projeto foi lançado em Brasília pela diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Ana Virgínia Moreira Gomes, pelo ministro em exercício do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Osmar Júnior, e pela responsável pela CSS trilateral da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Cecília Malaguti.
Juntos, estamos construindo soluções coletivas que fortalecem nossas políticas sociais de cuidado”
ministro em exercício do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Osmar Júnior
“A Cooperação Sul–Sul não se limita ao intercâmbio de experiências entre países do sul global. Trata-se também de se construir uma agenda regional compartilhada para promover o trabalho decente e a justiça social para todas as pessoas.”, afirmou a diretora regional da OIT. “Ao aprenderem uns com os outros, os países podem cocriar soluções que respeitem os contextos nacionais, ao mesmo tempo em que avançam o direito ao cuidado para todos. Isso está alinhado à plataforma Global South4Care.”
Para o ministro em exercício Osmar Júnior, a cooperação internacional tem sido um pilar fundamental para a construção e implementação da Política e do Plano Nacional de Cuidados. “Este acordo é mais um marco fundamental nesse sentido. Não apenas reforça nosso compromisso com o direito ao cuidado em nosso país, mas também possibilita um rico intercâmbio entre países sobre experiências de cuidado”, afirmou. “Juntos, com nossos parceiros, estamos construindo soluções coletivas que beneficiarão nossas populações e fortalecerão nossas políticas sociais de cuidado”, completou.
“A pauta de cuidados é prioritária para o governo do Brasil. Nesse sentido, a ABC está atualmente engajada em trabalhar economia do cuidado, tanto pelo viés da promoção do trabalho decente, em parceria com a OIT, quanto pelo viés de gênero, apoiando a territorialização da política nacional de cuidados ao mesmo tempo que promove trocas qualificadas com países do Sul global, em parceria com ONU Mulheres”, ressaltou Cecília Malaguti.
Uma abordagem horizontal para os desafios globais
O projeto intitulado “Políticas de Cuidado na América Latina: Cooperação Sul–Sul ” conecta o Brasil a países parceiros da América Latina e do Caribe que enfrentam desafios semelhantes, incluindo o envelhecimento populacional, altos níveis de informalidade e a distribuição desigual do trabalho de cuidado não remunerado.
Ao reconhecer desafios estruturais comuns, a iniciativa promove o intercâmbio direto de conhecimentos entre os países da região.
O projeto será implementado durante o biênio 2026–2027 e reunirá países da América Latina e do Caribe. A iniciativa incluirá diálogos sobre políticas públicas, missões técnicas e oficinas regionais. Esse projeto surge como uma continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido em parceria pelas duas organizações, no âmbito do projeto “Promovendo a Justiça Social e a Igualdade de Gênero por meio de Políticas Inovadoras de Cuidados”.
Impulsionar mudanças por meio da Cooperação Sul–Sul
A iniciativa se baseia nos avanços institucionais recentes do Brasil, especialmente na Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), para apoiar o desenvolvimento de políticas na região. O objetivo do projeto é apoiar países parceiros a fortalecerem marcos legais, mecanismos de governança e modelos de financiamento para políticas de cuidado.
A iniciativa também envolverá parceiros de desenvolvimento e instituições regionais para promover o intercâmbio de conhecimentos e o fortalecimento de capacidades.
O projeto está estruturado em quatro pilares:
-
Identificação dos países e/ou grupo de países interessados em aderir à iniciativa;
-
Implementação dos projetos-país e atividades de cooperação Sul-Sul em uma ou mais áreas pré-estabelecidas;
-
Promoção de encontros regionais com países envolvidos nos temas do projeto;
-
Sistematização das experiências desenvolvidas no projeto de forma a fortalecer as capacidades para a promoção da cooperação técnica entre países em desenvolvimento.
Além das fronteiras: um modelo para o Sul Global
O projeto reflete a estratégia da OIT sobre Cooperação Sul–Sul e Trilateral, que reconhece a capacidade do Sul Global de impulsionar a inovação no mundo do trabalho.
Ao promover esses intercâmbios, o programa busca garantir que as lições aprendidas contribuam para o desenvolvimento de normas do trabalho regionais e internacionais. Espera-se que a iniciativa produza ferramentas práticas e orientações de políticas que possam ser adaptadas em outros países do Sul Global.
Essa parceria destaca o compromisso do Governo do Brasil e da OIT em enfrentar o déficit de cuidados por meio de abordagens coordenadas e sustentáveis.
Sobre a parceria Brasil–OIT
Lançado em 2009, o Programa de Cooperação Sul–Sul Brasil–OIT tem sido exemplo de cooperação internacional para o desenvolvimento há mais de 15 anos. A iniciativa promove parcerias na América Latina, África e Ásia para avançar a Agenda de Trabalho Decente, a proteção social e os direitos fundamentais no trabalho.
O ciclo atual do programa (2023–2027), intitulado “Justiça Social para o Sul Global”, concentra-se em quatro áreas prioritárias: eliminação do trabalho infantil e do trabalho forçado, segurança e saúde no trabalho, igualdade de gênero e racial, e sistemas de proteção social.
Assessoria de Comunicação – MDS, em parceria com OIT e ABC
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Geral
Comitiva do MinC visita equipamentos culturais em Belo Horizonte
Uma comitiva do Ministério da Cultura (MinC) visitou, na segunda-feira (27), em Minas Gerais, a rede de equipamentos culturais de Belo Horizonte. A iniciativa buscou aproximar a gestão federal da experiência municipal, permitindo conhecer de perto o modelo adotado na capital mineira.
O grupo passou pelos centros culturais São Geraldo e Vila Fátima, pelo Cine Santa Tereza e pelo Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (Nufac). A rede de equipamentos culturais é gerida pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC).
A subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais (SEEC) do MinC, Cecília Sá, destaca a diversidade da rede descentralizada de Belo Horizonte e o modelo de gestão compartilhada com a comunidade. “A PBH acumula décadas de experiência nesse arranjo entre poder público, comunidade e organizações da sociedade civil. Viemos conhecer esses espaços e aprender com essa experiência participativa, já consolidada”, observa.
Entre as 34 unidades culturais que compõem a rede atualmente, estão bibliotecas, centros culturais, centros de referência, arquivo público, cinema, museus e teatros, distribuídas por todas as regionais do município de Belo Horizonte. A cidade de Belo Horizonte conta também com dois CEUs das artes que integram a rede Territórios da Cultura, capitaneadas pela Subsecretária de Espaços e Equipamentos da Cultura.
A visita também teve como objetivo fortalecer a interlocução entre as esferas de governo. “A ideia é entender se as diretrizes da política cultural estabelecidas pelo governo federal estão alinhadas às dinâmicas municipalistas. Isso garante continuidade, aprofundamento e ampliação de uma relação territorial que acontece na base. Ao conhecer nossos equipamentos, é possível observar como a arte e a cultura se manifestam nesses espaços e como podemos ampliar esse alcance diante da complexidade e da potência desse sistema”, explica a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.
MinC Destaca programas de Infraestrutura cultural
Durante a visita, Cecília Sá apresentou uma série de projetos que estão sendo elaborados no intuito de fortalecer o trabalho que vem sendo desenvolvido nos munícipios. Infracultura, Cultura Por toda parte e MovCEU flutuante são alguns dos projetos com foco na democratização do acesso aos equipamentos culturais em todo o país.
Um dos locais também visitados pela comitiva foi o Centro Cultural Lá da Favelinha, uma organização artística-cultural localizada na Vila Novo São Lucas, no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, que desenvolve ações de educação, cultura e desenvolvimento humano, sobretudo para crianças e jovens da comunidade. A organização tem uma atuação importante no território com projetos que fazem a relação entre cultura e natureza, pensando a sustentabilidade e melhoria na qualidade de vida das pessoas.
Reforçando a prioridade do Governo do Brasil em fomentar a cultura nas periferias e territórios populares, a subsecretaria Cecília Sá falou sobre o Projeto Territórios Verdes, que pretende promover ações de melhorias nos equipamentos culturais a partir dos Soluções Baseadas a Natureza. Já o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção, pontuou os programas que vêm sendo desenvolvidos pela Sefli, como a integração das bibliotecas comunitárias ao SNBC para que possam receber livros do programa Nacional do Livro didático (PNLD) e a articulação junto à Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) para o chamamento dos Pontos de Cultura com biblioteca e para que bibliotecas se tornem pontos de cultura.
A coordenadora de Produção do Centro Cultural Lá da Favelinha, Ester Teixeira, comentou sobre a importância de estar integrada a outras ações desenvolvidas pelo poder público. “Ações e programas como estes só fortalecem as ações que a gente vem fazendo dentro da comunidade. Projetos como o nosso vem atuando desde o centro da periferia, criando soluções criativas a partir das produções que relacionam cultura e natureza, oficinas em diversas áreas artísticas e incentivo à leitura”.
Rede de bibliotecas de BH inspira políticas nacionais
As bibliotecas públicas municipais que integram a rede da Fundação Municipal de Cultura também estiveram entre os temas abordados durante a agenda, evidenciando o papel desses espaços na política cultural de Belo Horizonte.
Jéferson Assumção destaca a necessidade de garantir equipamentos culturais nos territórios que mais precisam, com acervos atualizados e ações conectadas à população. Segundo ele, o dinamismo e a articulação da rede em Belo Horizonte se destacam como referência e inspiram iniciativas semelhantes em todo o país. “A rede de bibliotecas públicas da Fundação Municipal de Cultura é referência há muito tempo pela qualidade, pela quantidade de equipamentos no território e pela articulação em rede. Também é possível perceber que são espaços com programação, atividades e atuação na comunidade, o que é essencial”, afirma Assumção.
Com 22 bibliotecas distribuídas por todas as regiões da capital, a rede oferece acesso gratuito a um acervo integrado de cerca de 202 mil livros. Integram o sistema a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil (BPIJ-BH), bibliotecas dos centros culturais e unidades em espaços como o Museu da Moda, o Cine Santa Tereza, o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado e a Escola Livre de Artes Arena da Cultura. O atendimento é integrado, permitindo reservar obras, retirar livros em uma unidade e devolvê-los em outra. O acervo pode ser consultado online, e o empréstimo é feito mediante cadastro gratuito.
* com informações da Ascom da PBH
Fonte: Ministério da Cultura
-
AGRO6 dias atrásPreço da carne bovina dispara e atinge recorde histórico em 2026: alta de 45% em dois anos acende alerta no agro
-
POLÍTICA5 dias atrásGovernador quer limitar uso de emendas para shows e feiras
-
ESPIA AÍ6 dias atrásSilval e Nininho viram réus por suposta propina de R$ 7 milhões
-
POLÍCIA5 dias atrásForagido por homicídio é preso com identidade falsa



