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Análise da CGU contribui para operação do MPF e da PF contra corrupção e lavagem de dinheiro em Goiás

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A Controladoria-Geral da União (CGU) participou de investigação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), que resultou na realização da segunda fase da Operação Sepse em Goiás, na última quinta-feira (23/4). O objetivo foi cumprir 15 mandados de busca, apreensão e medidas de sequestro de bens e bloqueio de valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas por crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais.

A operação desarticulou um suposto esquema criminoso infiltrado na organização social (OS) responsável pela gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP), com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Os fatos investigados foram praticados de 2020 até o início de 2023.

Entre os alvos da segunda fase da operação estão o núcleo diretivo da suposta organização criminosa, os sócios das empresas beneficiadas e os operadores financeiros responsáveis pela lavagem de capitais. No total, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiânia e um em Anápolis.

De acordo com as apurações, os controladores da organização social direcionavam contratos superfaturados e fraudulentos de gestão de leitos de UTI para as empresas investigadas. Em contrapartida, os sócios dessas empresas estariam repassando cerca de 10% dos valores recebidos à cúpula da OS.

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O trabalho investigou fraudes no fornecimento de materiais hospitalares e revelou, por meio da apreensão de cheques milionários que estavam com operadores financeiros, os primeiros indícios de irregularidades.

A CGU forneceu cruzamentos de dados essenciais para a análise, verificando que a mesma organização social possui histórico de irregularidades em outros estados. Estas informações contribuíram para que a Justiça Federal ficasse responsável pelo caso.

Como denunciar

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias.

Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio do sistema.

A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada.

Fonte: Controladoria-Geral da União

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INTEGRideias destaca uso de inteligência artificial e gestão de riscos para fortalecer a integridade pública

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O uso da inteligência artificial aliado a ações de integridade e monitoramento de riscos foi o principal destaque do webinar INTEGRideias, realizado na última quarta-feira (23) pela Controladoria-Geral da União (CGU). O evento reuniu gestores, servidores públicos e especialistas para compartilhar experiências práticas voltadas ao fortalecimento da integridade no setor público.

A diretora de Integridade Pública da CGU, Simone Gama, ressaltou a importância do encontro como um local de diálogo e de compartilhamento de soluções. “O INTEGRideias é um espaço criado para promover a troca de experiências voltadas à gestão da integridade no setor público, com diálogos sobre as diferentes possibilidades de implementação dessas iniciativas em nossos órgãos ou entidades”, destacou.

O chefe do Núcleo de Governança e Integridade do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Bruno Cabral, destacou que a integridade pública moderna exige uma abordagem estratégica e integrada com ferramentas que possam auxiliar os administradores, baseadas em análise de riscos. “Não se trata apenas de controle, mas de criar mecanismos que permitam identificar riscos e agir preventivamente. A governança precisa estar conectada aos processos e às decisões”, afirmou.

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Em sua palestra sobre o “Radar de Integridade do IFPB: Modelo de monitoramento da Integridade”, Cabral analisou a importância da gestão de riscos estratégica e o mapeamento de processos como ferramentas essenciais para a administração pública.

Para Bruno, a compreensão e o gerenciamento adequado dos riscos trazem mais segurança para os servidores e eficiência para os processos. “O risco sempre vai existir. O que precisamos é conhecê-lo, tratá-lo e, em muitos casos, conviver com ele de forma controlada”, explicou. Para ele, o mapeamento de processos permite maior clareza das atividades, padronização e redução de falhas, além de facilitar a identificação de pontos críticos.

Na sequência, o diretor da Secretaria de Governança da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Jonatan Soares, apresentou a experiência “Processos que pensam, riscos que se antecipam: o poder da IA na gestão pública”.

O destaque de sua fala foi a aplicação da inteligência artificial no apoio às atividades de governança e integridade, incluindo a análise de documentos normativos, o preenchimento automatizado de formulários para mapeamento dos processos e a identificação de riscos com base em dados históricos. “Quando o processo está bem desenhado, qualquer pessoa consegue executá-lo com mais segurança. Isso reduz retrabalho e melhora a qualidade das entregas”, destacou Jonatan.

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O diretor também enfatizou o potencial da tecnologia para transformar rotinas administrativas, ao automatizar tarefas e ampliar a produtividade das equipes. Apesar dos benefícios, alertou para a necessidade de uso responsável das ferramentas, destacando que a validação humana e a normatização institucional são fundamentais para garantir a confiabilidade dos resultados. “A inteligência artificial não substitui o julgamento técnico. Ela precisa ser utilizada com critério, revisão e responsabilidade”, afirmou.

Ao final, Soares reforçou que o futuro da gestão pública está na integração entre processos, pessoas e tecnologia. “Quem conseguir fazer isso estará à frente”, concluiu.

Fonte: Controladoria-Geral da União

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