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Massacre de Eldorado dos Carajás: Atuação do MDA impulsiona queda histórica da violência no campo

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Trinta anos após o massacre de Eldorado dos Carajás, o Brasil registra uma inflexão importante no cenário da violência no campo, impulsionada pela retomada das políticas públicas de acesso à terra coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam que, em 2024, foram registrados 13 assassinatos no campo, o menor número dos últimos dez anos. A redução ocorre mesmo diante do aumento dos conflitos por terra, resultado da reativação das disputas fundiárias que permaneceram reprimidas em anos anteriores, especialmente em um período marcado pelo incentivo ao armamento no meio rural até 2022.

Desde 2023 o MDA e o Incra retomaram instâncias de mediação de conflitos, fortalecendo a atuação do Estado nas regiões mais tensionadas. A estratégia tem priorizado o diálogo, a negociação e a presença institucional como formas de prevenir a escalada da violência.

A ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, destaca o papel dessa retomada institucional: “A retomada do Ministério do Desenvolvimento Agrário em 2023 trouxe de volta como prioridade impulsionar as políticas de acesso à terra. O MDA, que foi criado em resposta ao massacre de Eldorado dos Carajás, primeiro como Ministério da Política Fundiária, depois como Ministério do Desenvolvimento Agrário, tem como missão precípua fazer essa coordenação, a governança da terra no nosso país.”

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Paralelamente, a reforma agrária passou a ser direcionada para áreas com maior incidência de conflitos. Desde a retomada dessas políticas, cerca de 230 mil famílias foram incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária, com a criação de aproximadamente 27 mil novos lotes.

Os investimentos também foram ampliados para garantir condições de permanência e produção nos assentamentos. Mais de R$ 1,2 bilhão foi destinado ao crédito de apoio inicial, enquanto R$ 1,5 bilhão foi aplicado no Pronaf A, linha específica para agricultores da reforma agrária, além de outras políticas de fortalecimento da produção familiar.

Atualmente, cerca de 1,2 milhão de famílias vive em assentamentos distribuídos por mais de 10 mil áreas em todo o país, ocupando aproximadamente 97 milhões de hectares. Esses territórios têm papel relevante na produção de alimentos e no desenvolvimento rural.

Com a retomada do protagonismo institucional, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar reforça sua atuação na governança da terra, contribuindo para a redução das mortes no campo e para a construção de soluções estruturantes para os conflitos agrários no Brasil.

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Texto: Diana do Vale / Ascom MDA

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

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Obras no Aeroporto do Recife e entorno serão acompanhadas por grupo com prefeitura, concessionária e MPor

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou, nesta sexta-feira (17), da formalização do Grupo de Trabalho (GT) que acompanhará os investimentos em infraestrutura no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes Gilberto Freyre (PE) e em seu entorno. A iniciativa reúne a Prefeitura da capital pernambucana, a concessionária Aena Brasil e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para garantir a integração das ações e a viabilização dos projetos previstos para o terminal.

Com foco na expansão da aviação e no fortalecimento da logística do Recife, o grupo atuará no desenvolvimento dos acessos ao novo complexo aeroportuário e no acompanhamento das intervenções urbanas ligadas ao terminal. A proposta é aproximar o aeroporto da cidade e transformar a área em um novo polo de mobilidade, serviços e negócios.

Segundo o ministro Tomé Franca, a iniciativa representa um marco para Pernambuco e reforça a visão integrada adotada pelo Governo do Brasil para o setor aéreo. “Esses investimentos representam melhorias não apenas para quem viaja, mas também para quem trabalha, produz e vive aqui. Um aeroporto moderno é mais do que uma porta de embarque: é um motor de desenvolvimento econômico, de turismo e de geração de oportunidades para a população”, afirmou.

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Os investimentos previstos estão divididos em duas frentes principais: o Plano de Desenvolvimento Imobiliário, com aporte de R$ 580 milhões, e o Terminal Intermodal, com R$ 60 milhões. Juntos, os projetos têm potencial para gerar cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos. As obras serão executadas pela Aena Brasil em parceria com o Governo Federal, com início previsto ainda no segundo trimestre deste ano.

O projeto prevê um espaço de múltiplos usos, integração com a Praça Salgado Filho, reorganização dos fluxos para veículos por aplicativo, vans e ônibus de turismo, além de áreas de convivência, equipamentos culturais e soluções voltadas à mobilidade sustentável. A intenção é qualificar a experiência dos passageiros e fortalecer a conexão entre o aeroporto e a capital pernambucana.

“O sucesso do aeroporto é também o sucesso da cidade. Atuaremos juntos, com muita energia, para garantir um ambiente moderno, saudável e bem planejado”, afirmou o prefeito do Recife, Victor Marques.

Composto por representantes da Prefeitura do Recife, da Aena Brasil e do MPor, o Grupo de Trabalho acompanhará a implementação das ações de infraestrutura e dos processos de licenciamento urbano vinculados ao Plano de Desenvolvimento Imobiliário. O plano prevê o aproveitamento de 543 mil metros quadrados de áreas subutilizadas, com 1,3 milhão de metros quadrados de potencial construtivo, destinados à instalação de centros logísticos, empreendimentos comerciais, hotelaria e serviços.

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Para o diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, o GT permitirá um acompanhamento mais eficiente das obras. “É fundamental termos uma forma de monitorar o projeto de maneira integrada, ao mesmo tempo em que as intervenções avançam”, destacou.

Aeroporto estratégico para o Nordeste

Atualmente, o terminal do Recife é o 5º maior do país em volume de cargas transportadas e um dos principais hubs aéreos do Nordeste. Em 2025, 9,7 milhões de passageiros passaram pelo terminal, que hoje oferece voos para dez destinos internacionais, incluindo Argentina, Estados Unidos e Portugal.

Com a ampliação da infraestrutura e as melhorias no entorno, a expectativa é que o principal terminal de Pernambuco ultrapasse a marca de 10 milhões de passageiros, consolidando-se como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico para o estado.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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