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Mata Atlântica: Patrimônio Mundial reúne florestas, cavernas e ilhas entre São Paulo e Paraná

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Entre montanhas cobertas pela Mata Atlântica, rios, cachoeiras, cavernas, manguezais, estuários e ilhas, um conjunto de áreas protegidas, entre São Paulo e Paraná, conserva algumas das paisagens mais diversas do bioma. São as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste, reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco.

O sítio reúne 25 áreas protegidas que, juntas, somam cerca de 470 mil hectares. O território se estende da Serra do Mar à planície costeira e inclui ambientes que vão das áreas de montanha ao complexo estuarino de Iguape-Cananéia-Paranaguá, formando um grande corredor de biodiversidade.

Reconhecidas como Patrimônio Mundial em 1999, as reservas abrigam espécies raras e típicas da região e algumas das maiores áreas preservadas da Mata Atlântica do Brasil. Para o visitante, essa diversidade se traduz em diferentes experiências de turismo de natureza, com trilhas, cavernas, cachoeiras, praias, ilhas e áreas de observação da fauna e da flora.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste pela importância de suas paisagens, biodiversidade e processos ecológicos. A região conserva um dos maiores conjuntos contínuos de Mata Atlântica associados a ecossistemas costeiros, em uma área que vai das montanhas ao mar.

A riqueza natural aparece também nos números. Em algumas áreas, podem ser encontradas mais de 450 espécies de árvores por hectare. A região abriga cerca de 120 espécies de mamíferos e 350 espécies de aves, além de animais ameaçados de extinção, como a onça-pintada e o muriqui-do-sul – espécie de macaco nativa da Mata Atlântica e um dos maiores primatas das Américas.

Outro destaque está no patrimônio geológico. O território possui mais de 300 cavernas, além de rios, cachoeiras, manguezais, estuários e ilhas costeiras. Essa combinação de ambientes foi um dos fatores considerados para a inclusão das reservas na Lista do Patrimônio Mundial.

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O que fazer

Como o patrimônio abrange diferentes áreas de São Paulo e Paraná, os passeios variam conforme a região escolhida. Entre as experiências estão:

  • Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em São Paulo: trilhas, rios, cachoeiras e algumas das cavernas mais conhecidas da região, como a Caverna de Santana.

  • Caverna Casa de Pedra, em São Paulo: conhecida pelo enorme pórtico de entrada, que chega a 215 metros de altura.

  • Região de Cananéia, em São Paulo: Mata Atlântica, manguezais, estuários e ilhas, com passeios de barco e oportunidades de observação da natureza.

  • Ilha do Cardoso, em São Paulo: praias, trilhas, manguezais e áreas preservadas de Mata Atlântica.

  • Região de Guaraqueçaba, no Paraná: áreas de floresta, manguezais, baías e comunidades tradicionais em uma das porções mais preservadas do litoral paranaense.

  • Complexo estuarino de Iguape-Cananéia-Paranaguá: ilhas, canais, manguezais e outros ambientes costeiros, que ajudam a explicar a diversidade natural do patrimônio.

Quando visitar

As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste podem ser visitadas durante todo o ano, mas as condições variam de acordo com a área e o tipo de passeio.

  • Outono e inverno: temperaturas mais amenas podem favorecer trilhas e atividades ao ar livre em diferentes áreas do patrimônio.

  • Primavera e verão: a vegetação fica ainda mais exuberante, mas o período também pode registrar maior volume de chuvas.

  • Passeios em cavernas, trilhas e unidades de conservação: é importante consultar previamente as regras de visitação, horários, necessidade de guias e condições de acesso de cada área.

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Como o patrimônio se espalha por diferentes municípios e unidades de conservação, o ideal é escolher previamente qual região será visitada e organizar o roteiro a partir dela.

Como chegar

As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste estão distribuídas pelos estados de São Paulo e Paraná, por isso não há um único ponto de acesso ao patrimônio.

Em São Paulo, algumas das principais áreas podem ser acessadas a partir das regiões do Vale do Ribeira e do litoral sul. Para quem pretende conhecer o PETAR, por exemplo, os municípios de Iporanga e Apiaí estão entre as principais bases para a visita. Já Cananéia é um dos pontos de partida para conhecer áreas costeiras e insulares.

No Paraná, o litoral e a região de Guaraqueçaba concentram parte das áreas protegidas. Curitiba pode funcionar como uma das principais portas de entrada para quem chega de avião ao estado, enquanto São Paulo oferece conexão com os destinos paulistas.

Como os acessos mudam conforme a unidade de conservação escolhida, é recomendável consultar as condições das estradas, horários de funcionamento e regras específicas antes da viagem.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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Confira resultado parcial do Edital Rio Doce Participativo e Comunitário

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A Fundação Banco do Brasil e a Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) publicaram o resultado parcial da Chamada Pública nº 2026/001 do Edital Rio Doce Participativo e Comunitário. A iniciativa selecionou projetos comunitários que vão atuar na reparação integral dos atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Ao todo foram contemplados 751 projetos nos 49 municípios atingidos. Outros 631 projetos estão em um cadastro reserva por limitação orçamentária. Os contemplados vão dividir o valor de R$ 224.995.876,37.

O edital segue o previsto no instrumento de orientações para a Aplicação de Recursos do Fundo Rio Doce nº 01/2026, celebrado entre a União (por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República), o Banco do Brasil e a Fundação Banco do Brasil.

Os projetos aprovados estão enquadrados em cinco linhas de ação temáticas: Economia Popular e Solidária, Reabilitação Territorial e dos Modos de Vida, Resiliência Comunitária e Transição Climática, Autonomia dos IPCTs e Igualdade e Não-Discriminação. O processo seletivo garante, ainda, que, no mínimo, 50% das propostas tenham mulheres na coordenação e 5% tenham jovens na coordenação.

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Projetos selecionados: https://fbb.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Resultado_Parcial_%E2%80%94_Edital_0011_2026_17.09.2026.pdf

RECURSOS

Agora segue a etapa de recursos do Edital Rio Doce Participativo e Comunitário. Os inscritos têm até 22 de setembro para cadastrar o recurso que é enviado obrigatoriamente por meio do SISTEMA (https://riodoce.fbb.org.br), utilizando o login do representante legal ou procurador autorizado da instituição proponente. Fique atento: Se o recurso não for interposto dentro do período fixado no cronograma, a entidade perde o direito de contestação e a Comissão de Seleção dá prosseguimento regular ao processo. Caso o recurso seja aceito, a Comissão de Seleção realiza uma nova análise das pontuações do resultado parcial.Somente após a apreciação de todos os recursos, O resultado parcial pode ser consultado por meio do link abaixo no portal da Fundação Banco do Brasil.

Para mais informações sobre o edital, acesse https://fbb.org.br/edital-publico/editalriodoce/

Fonte: Secretaria-Geral

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