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RECORDES NEGATIVOS

Mauro expõe fracasso de Taques e contrapõe gestão de resultados

Mendes classificou o adversário como o pior governador da história com prisões de secretários por corrupção calotes e salários atrasados

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POLÍTICA

Mauro lembrou que Pedro Taques deixou o Estado com R$ 4 bilhões em dívidas e o atraso repasses aos 141 municípios

Calote no salário de dezembro de 2018 e o 13º salário, a maior greve do funcionalismo público em 2016, secretários presos por corrupção ou por escutas ilegais, calote nas prefeituras, viaturas das polícias paradas por falta de pagamento, dívidas de 4 bilhões. Esses foram algumas das marcas da gestão de 4 anos do ex-governador Pedro Taques (PSB) de 2015 e 2018 que o candidato ao Senado Mauro Mendes lembrou em sua rede social nesta quinta-feira (10.09).

“Mato Grosso tem um recordista mundial. É o meu adversário: Pedro Taques. Olha só esses recordes: 22 liminares e sentenças concedidas pela Justiça Eleitoral por ele mentir e fazer acusações falsas contra mim, minha esposa, meus filhos e até a minha filha de 11 anos. Sete secretários presos por corrupção ou por grampear adversários, quatro secretários afastados por corrupção. Trocou de secretários mais de 60 vezes em 4 anos.
Ele foi citado em 4 delações, desde caixa dois pra ganhar eleição até esquema pra desviar dinheiro da Educação pra pagar quem doou pra campanha dele em 2014”, enumerou.

Na área financeira, Mauro lembrou que Pedro Taques deixou o Estado com R$ 4 bilhões em dívidas e o atraso repasses aos 141 municípios, impactando especialmente na área da saúde.

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Em relação aos servidores públicos, ele voltou a bagunçar os salários, mudando as datas de pagamento. Em 1995, Dante de Oliveira colocou os salários dos servidores públicos em dia, pagando no mês subsequente. Em 2003, o ex-governador Blairo Maggi passou a pagar os salários dos servidores dentro do mês trabalhado. Mas em 2016, Pedro Taques jogou para o dia 10. Conseguiu piorar em 2018, escalonando os salários em quatro datas de pagamento, dependendo do valor dos salários, e saiu do cargo deixando a folha de dezembro de 2018 sem pagar e o 13º dos servidores estaduais.

“Deu calote até nas produtoras das últimas duas campanhas que ele fez. Já foi até condenado por isso e está devendo. Quem estiver na campanha dele… fica de olho. Além disso, fez Mato Grosso ir parar no Fantástico por causa das escolas de lata que deixou pros alunos, além de educação sucateada. Pedro Taques bateu o recorde de pior governador da história de Mato Grosso. Foi um péssimo senador, em quatro só aprovou uma mísera alteração de lei”.

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Mauro contrapôs os resultados que atribui à própria gestão e como consequência, teve a sua gestão aprovada em mais de 80% seja quando deixou a Prefeitura de Cuiabá em 2016, e no primeiro e segundo mandato como governador do Estado. Foram 7 mil quilômetros de asfalto novo, seis grandes hospitais, 40 mil casas, menor índice de desemprego do país, redução da desigualdade de renda, melhora na gestão fiscal e avanço de Mato Grosso da 22ª para a 6ª posição em indicadores de educação e o maior investimento da história em Segurança, Esporte, Cultura e Turismo da história do Estado.

“Nessa campanha, ele tá cheio de ódio, rancor e inveja e muita dor de cotovelo, porque não tem o que mostrar e passa o tempo todo me atacando, mesmo depois de tomar 22 decisões judiciais por conta disso. Pedro Taques, você poderia fazer um favor pra si mesmo e pra população, parando de mentir e acumular tantos recordes negativos. Para cada mentira que você falar, vou esfregar na sua cara mais de 100 obras e ações que fizemos”.

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POLÍTICA

TRE nega pedido para retirar matérias sobre acusações de propina

Coligação tentou remover reportagens sobre declaração de ex-prefeito de Juara, que acusa senador de cobrar 20% para liberar emendas

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Os sites MidiaNews e Olhar Direto reproduziram uma acusação de cobrança de propina feita pelo ex-prefeito de Juara, Priminho Riva

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso negou o pedido da coligação do senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), para retirar do ar reportagens dos sites MidiaNews e Olhar Direto que reproduziram uma acusação de cobrança de propina feita pelo ex-prefeito de Juara, Priminho Riva.

A decisão é da juíza auxiliar da propaganda eleitoral Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Para a magistrada, não havia, neste momento, elementos suficientes para concluir que a acusação divulgada pelos veículos fosse objetivamente falsa.

Priminho afirma que Wellington teria condicionado a liberação de emendas para Juara ao pagamento de 20% dos valores. Segundo o ex-prefeito, o dinheiro teria sido destinado a um assessor. A declaração foi apresentada pela coligação como falsa e sem comprovação.

Além da retirada das reportagens, a defesa de Wellington pediu que Priminho fosse impedido de repetir a acusação. O pedido também não foi acolhido em caráter liminar.

Na decisão, Glenda destacou que, embora a denúncia seja grave, a análise sobre sua veracidade exige produção e avaliação mais aprofundada de provas. A juíza também considerou que o fato de Priminho afirmar ter presenciado diretamente o episódio impede, neste momento, que a Justiça conclua pela falsidade objetiva do relato.

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A defesa de Wellington apresentou, entre os argumentos, uma certidão do Supremo Tribunal Federal (STF) indicando a inexistência de processo criminal de competência originária contra o senador. Para a magistrada, porém, o documento não é suficiente para comprovar que o episódio narrado pelo ex-prefeito não tenha ocorrido.

“Tal circunstância, por si só, não constitui prova de que o episódio narrado pelo primeiro representado não tenha ocorrido”, registrou Glenda.

Outro ponto analisado foi o intervalo de mais de 20 anos entre o suposto episódio e a acusação pública. Conforme a decisão, o tempo transcorrido pode ser considerado posteriormente na avaliação da credibilidade do relato, mas não permite, por si só, afirmar que a acusação seja falsa.

A magistrada também diferenciou a forma como os dois sites apresentaram as informações. No caso do Olhar Direto, destacou que a reportagem atribuiu expressamente as declarações ao ex-prefeito, utilizando termos como “acusou” e “segundo Riva”.

Já em relação ao MidiaNews, Glenda observou o uso de expressões mais assertivas, como “extorsão”, “propina” e “valores desviados”, mas considerou que o conteúdo estava relacionado à entrevista e às declarações atribuídas a Priminho.

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Para a juíza, a retirada integral das reportagens antes da apresentação das defesas seria uma medida excepcional. Ela citou ainda o princípio da intervenção mínima da Justiça Eleitoral no debate público e no ambiente digital, previsto na Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A gravidade da imputação não se confunde com a demonstração inequívoca de sua falsidade”, afirmou a magistrada.

Com a negativa da liminar, os representados foram citados para apresentar defesa no prazo de dois dias. Na sequência, o processo será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que terá um dia para emitir parecer. O mérito da representação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

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