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MDA executa R$ 1 bilhão em financiamentos do Crédito Fundiário em menos de 4 anos
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Desde o seu retorno, em 2023, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) voltou para o comando do Programa Nacional de Crédito Fundiário e já coleciona marcas significativas: foram mais de R$ 1 bilhão de reais em financiamento para mais de 5,6 mil famílias entre janeiro de 2023 e março de 2026. Ao todo, as famílias passaram a ser donas de mais de 90 mil hectares, o equivalente a 2 vezes o tamanho da ilha de Florianópolis, ou a mais de 140 mil campos de futebol oficiais da FIFA.
O Crédito Fundiário, no entanto, vai para além da democratização do acesso à terra: ele ainda garante condições muito facilitadas. Também há a obrigação do fornecimento de Assistência Técnica e Extensão Rural, que, nos últimos anos, aumentou de valor e ganhou bônus para projetos agroecológicos, coletivos, entre outras.
O secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental (SFDT/MDA), Moisés Savian, lembra também da Terra da Juventude, uma nova linha com as melhores condições do programa, criada para jovens de 18 até 30 anos. “Um dos grandes desafios do campo, hoje, é reverter a evasão de jovens que buscam melhores oportunidades nas cidades. Queremos oferecer condições para que eles permaneçam com qualidade de vida e geração de renda”, explica. Moisés ressalta aspectos importantes da nova linha, como o reconhecimento do tempo de escola para cumprimento do requisito de 5 anos de experiência. “Nós também facilitamos a transferência de patrimônio entre parentes, para facilitar a sucessão.”
Crédito Fundiário Social e Terra da Juventude
Desde 2023, cerca de 57% dos beneficiários e beneficiárias são do PNCF Social e da Terra da Juventude, linhas que possuem as condições mais vantajosas do programa: juros de 0,5% ao ano, com descontos de até 40% nas parcelas pagas em dia. Ao todo, são 3.232 famílias de jovens e/ou pessoas inscritas no CadÚnico, demonstrando a efetividade da geração de renda e oportunidades para populações rurais vulneráveis.
O estudo “Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF): uma avaliação de seus impactos regionais”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), aponta o programa como a segunda melhor política pública no aumento de renda das famílias rurais, atrás apenas do Bolsa Família. “O Crédito Fundiário gera renda especialmente para as famílias sem terra, meeiros ou assalariados com renda baixíssima”, explica Shirley Abreu, diretora de Governança Fundiária. Ela ressalta que o estudo aponta um aumento na renda bruta familiar de até 177% para esse grupo ainda no primeiro ano de adesão ao programa.
Outro aspecto importante do atual Crédito Fundiário é a sua atuação em áreas de conflito, como o caso das famílias do assentamento Antônio Tilingo, no Agreste Central de Pernambuco, que há 18 anos lutavam para ter acesso à terra, e através do Crédito Fundiário puderam ter seu sonho realizado. Esse foi o primeiro contrato firmado com o Movimento Sem Terra em mais de 20 anos de existência do programa.
Texto e foto: Jerônimo Calorio, Ascom SFDT/MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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Feira Brasil na Mesa abre as portas
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) participou, nesta quinta-feira (23), da abertura da Feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados, em Planaltina. O evento, que ocorre entre os dias 23 e 25 de abril, reúne instituições públicas, produtores, pesquisadores, com foco na valorização da produção de base familiar e dos povos e comunidades tradicionais. A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, entre outras autoridades.
Em sua fala, Lula ressaltou a importância de expandir o cultivo de frutas e de produtos característicos de cada região do país, com o objetivo de fortalecer sua distribuição em todo o território nacional e incentivar o consumo entre os próprios brasileiros. “O que eu quero é isso, é diversificar, porque isso vai gerar emprego, isso vai gerar oportunidade de produção, vai aumentar a escala, vai aumentar e melhorar a pesquisa, vai melhorar a qualidade e nós sabemos que não basta produzir. Pra gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade.”

- Foto: Elio Rizzo, Ascom MDA
A ministra Fernanda Machiaveli destacou a importância da realização da feira Brasil na Mesa para a agricultura familiar. “Essa feira está mostrando a potência da nossa agricultura, a diversidade da nossa agricultura, as cores, os sabores, os saberes que estão aqui representados na força da agricultura familiar”, comentou. “Esse Brasil que chega na mesa é um Brasil que tem agroecologia, as mulheres rurais valorizadas, a juventude rural empoderada e que vai, por meio desse fortalecimento da produção, gerar renda e prosperidade no campo brasileiro.”

- Foto: Elio Rizzo, Ascom MDA
A presidente da Embrapa, Silvia Maria Fonseca, frisou que para gerar avanço é necessário trabalho em conjunto e investimento. “A gente tem trabalhado com todos os ministérios e tem avançado cada vez mais, mas a gente precisa de mais investimento em pesquisa e inovação. O Brasil é referência na agricultura tropical, e se a gente não investir, daqui a pouco perdemos esse protagonismo. Então precisamos muito do apoio de todos os ministérios para que a gente possa avançar.”
Trabalho que gera resultados
Desde 2022, o crédito rural contratado pelo Pronaf praticamente dobrou, alcançando R$195 bilhões financiados entre 2023 e 2026. Esse crescimento se reflete diretamente na produção: o volume contratado para o cultivo de feijão aumentou 92%, enquanto o de arroz cresceu 30%. Apenas na produção de frutas já são R$1,4 bilhão investido nesta safra, com aumento de 10,7% no número de operações, indicando que mais agricultores familiares estão produzindo e diversificando a oferta que chega à mesa dos brasileiros.
Além disso, na abertura da Feira realizada pela Embrapa, o MDA protagonizou importantes entregas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, da assistência técnica e dos povos e comunidades tradicionais. São elas: a assinatura da Portaria que institui a Estratégia Minha ATER Digital, a assinatura da Portaria de criação do Programa Jandaíras II e a assinatura do TED de lançamento do Projeto Salvaterra para Povos e Comunidades Tradicionais na Ilha do Marajó.
Jandaíras II
Durante o primeiro dia da feira foi firmada a parceria para implementação do Projeto Jandaíras II, resultado dos avanços do Jandaíras I e das demandas de organizações da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais. A iniciativa será executada por meio de cooperação entre o MDA, via Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais (SETEQ), e a Universidade Federal Rural de Pernambuco, com apoio de instituições como Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal de Sergipe e Universidade Estadual de Feira de Santana.
“O que o Jandaíras tem feito enquanto projeto, na verdade, faz parte de uma estratégia abrangente que é fortalecer a organização produtiva econômica das mulheres rurais com foco específico em comunidades tradicionais”, frisou Fernanda Machiaveli.

- Foto: Elio Rizzo, Ascom MDA
O projeto prevê o atendimento a 130 grupos produtivos e agroindústrias familiares, beneficiando cerca de 3.400 famílias e 390 jovens, com ações de fortalecimento das redes sociotécnicas, qualificação de processos e produtos, além de apoio à identidade visual, rotulagem e estratégias de acesso a mercados.
Minha ATER Digital
Também foi assinada a Portaria que institui a estratégia Minha ATER Digital, iniciativa voltada à inclusão digital produtiva de agricultores familiares e a modernização da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) por meio de tecnologias integradas e inteligência artificial.
“Essa iniciativa tem um potencial gigantesco e só está começando. Lá dentro está todo o conhecimento que foi produzido pela Embrapa em várias plataformas que agora podem ser acessadas de forma aberta. Além disso, foram construídas trilhas de aprendizagem. Cada extensionista vai poder percorrer a trilha que quiser para se aperfeiçoar numa determinada técnica, num determinado produto, na agroecologia, na produção orgânica”, destacou a ministra do MDA.
O programa é desenvolvido pelo MDA em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a Embrapa e o Ministério da Agricultura e Pecuária, com apoio de instituições como BNDES, CNPq, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco Mundial. Como parte do lançamento será disponibilizada uma plataforma de capacitação EAD com 12 mil vagas para agentes de ATER no Brasil e mil vagas para profissionais de países africanos de língua portuguesa.
“Temos a oportunidade de fortalecer e criar multiplicadores, e que eles levem essas tecnologias para o pequeno e médio agricultor familiar, para as comunidades tradicionais quilombolas e indígenas. Então eu acredito muito que o Minha ATER é um novo marco da extensão rural, da assistência técnica levando o conhecimento da Embrapa, da ciência, para a agricultura familiar”, comentou a presidente da Embrapa.
Projeto Salvaterra
Outra assinatura firmada durante o evento foi a do TED para o lançamento do Projeto Salvaterra, voltado a povos e comunidades tradicionais na Ilha do Marajó (PA), com investimento de R$5,2 milhões. A iniciativa, conduzida pela SETEQ/MDA em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, beneficiará 360 famílias por meio da implantação de quatro Centros de Referência, com foco na formação de capacidades locais, conservação e manejo agroecológico e valorização dos conhecimentos tradicionais, promovendo a produção sustentável com valor agregado.
Texto: Beatriz Mendes, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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