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MME publica diretrizes para temporadas de acesso da PNAST
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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta segunda-feira (27/4), as diretrizes que regulamentam as Temporadas de Acesso dentro da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). A portaria estabelece critérios claros para o cadastramento de agentes interessados, o cálculo das capacidades disponíveis nos pontos de conexão e as regras de classificação em casos de processos competitivos, quando há mais de um interessado no mesmo ponto.
Além de definir a destinação das receitas obtidas nessas disputas, a publicação prevê que as Temporadas de Acesso podem ser utilizadas como uma etapa preliminar para leilões de energia e de reserva de capacidade, utilizando a margem de escoamento como um dos principais filtros de seleção.
Os agentes que desejarem acessar a rede básica de forma permanente ou aumentar seu montante de uso contratado devem realizar o cadastramento junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esse processo ocorrerá em períodos específicos, com instruções publicadas no site do ONS com pelo menos trinta dias de antecedência. Após o fechamento das inscrições, o órgão terá até quinze dias para validar as solicitações. Para garantir o rigor técnico, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o ONS desenvolverão, em conjunto, uma nota técnica detalhando a metodologia e os critérios para calcular a capacidade disponível em cada ponto da rede durante as temporadas.
A portaria prevê também que os resultados obtidos em cada Temporada de Acesso servirão de subsídio para que a EPE identifique as reais necessidades de expansão do sistema de transmissão, orientando os estudos para o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE). Na prática, a configuração da rede para o cálculo da capacidade disponível levará em conta os empreendimentos vencedores de leilões de geração realizados até o fechamento do período de cadastro, garantindo segurança jurídica. Caberá ao ONS enviar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propostas de ajustes nas regras da rede para atender ao que foi definido nesta portaria.
Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão
Instituída em dezembro de 2025, a PNAST foi elaborada pelo MME em articulação com agentes do setor e diferentes órgãos do Governo do Brasil. A política surge como uma resposta ao expressivo avanço das fontes renováveis – especialmente eólica e solar – e ao crescimento acelerado do Ambiente de Contratação Livre (ACL) a partir de 2019.
Além disso, nos últimos anos, a fila de acesso tem sido fortemente pressionada por solicitações de conexão de grandes empreendimentos industriais, como projetos de hidrogênio de baixo carbono e data centers, que demandam cargas elevadas, frequentemente na ordem de centenas ou até milhares de megawatts, concentradas em regiões específicas. A nova forma de contratação desburocratiza e racionaliza o acesso às redes de transmissão, dando mais transparência e previsibilidade aos interessados e ao planejamento setorial.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Novos decretos ampliam a reforma agrária e reforçam o acesso à terra no país
O Governo do Brasil anunciou, na segunda-feira (27), um conjunto de medidas para ampliar a reforma agrária e fortalecer a agricultura familiar, com investimentos que somam mais de R$ 909 milhões. As ações foram apresentadas durante cerimônia em Andradina (SP) e incluem desapropriações, crédito rural e incentivos à cadeia produtiva do leite.
Entre os destaques, estão os decretos de desapropriação de duas áreas por interesse social: a Fazenda Sítio Boa Vista, em Americana (SP), com capacidade para cerca de 70 famílias, e a Fazenda Caraúbas, em Santa Quitéria (CE), que pode beneficiar 48 famílias. As áreas devem ser destinadas à criação de assentamentos voltados à produção sustentável.
As iniciativas fazem parte do Programa Terra da Gente, criado em 2024 para ampliar o acesso à terra. Nos últimos três anos, o programa já incluiu cerca de 230 mil famílias na reforma agrária, com a destinação de 27 mil lotes e a criação ou reconhecimento de 144 assentamentos em todo o país.
No mesmo período, foram pagos mais de R$ 1,7 bilhão em crédito de instalação para aproximadamente 78 mil famílias assentadas, garantindo condições iniciais de moradia e produção. Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, afirmou:
“É uma reforma agrária que gera a renda, que tem acesso a maquinários e implementos agrícolas, que produz bioinsumos, que faz restauro ambiental, que produz agrofloresta, que trabalha com a agroecologia, que estimula a transição agroecológica, que cuida dos nossos recursos naturais. Essa reforma agrária que traz bem viver para o rural brasileiro, para o povo do campo, para os homens e mulheres que acordam debaixo de sol, debaixo de chuva e trabalham para produzir o alimento saudável que chega nas mesas”.
Além disso, o governo anunciou novos investimentos, como R$ 450 milhões para o Pronaf Mais Leite, R$ 100 milhões em leite em pó para cozinhas solidárias, R$ 28,5 milhões para assistência técnica e mais de R$ 155 milhões em créditos para assentados. As medidas reforçam a estratégia de integrar acesso à terra, produção e agroindustrialização, ampliando oportunidades no campo.
Texto: Diana do Vale / Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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