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Oficina internacional realizada pelo Consea promove diálogo sobre sistemas alimentares e governança global

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A governança alimentar global e seus desafios diante de um cenário internacional marcado por desigualdades, conflitos e mudanças climáticas estiveram no centro dos debates da Oficina Sobre Reformas da Governança Alimentar Global, realizada na última quarta-feira (29), no Instituto Rio Branco, em Brasília, em formato híbrido, com participação presencial e virtual de representantes de diversos países.

O primeiro dia do evento, realizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em conjunto com o Institute for Agriculture and Trade Policy (IATP), contou com uma mesa de abertura e três mesas de debate, reunindo representantes da sociedade civil, especialistas, representantes de organismos internacionais e integrantes do governo brasileiro. A abertura foi mediada pela presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine, e incluiu espaço para contribuições dos convidados.

Trocas internacionais e fortalecimento da governança

A diretora-executiva do IATP, Sophia Murphy, destacou a importância do intercâmbio de experiências e do diálogo entre diferentes atores para o avanço da governança alimentar.

“Nós estamos aqui nesse espaço para refletir, escutar e aprender. Acredito que as nossas ideias atravessam as instituições e contribuem com a nossa habilidade de fazer acordos, tomar decisões e encontrar caminhos para seguir em frente e avançar”, afirmou.

Ela também ressaltou o papel de espaços institucionais participativos, citando experiências como o Consea e o Comitê de Segurança Alimentar (CSA), e reforçou a importância da articulação entre governança global e sociedade civil para discutir políticas alimentares, climáticas e agrícolas.

Não é possível discutir governança em qualquer esfera sem a participação social. Os recursos técnicos e financeiros para erradicar a fome já existem, o que falta é decisão política. Josué Rocha, secretário-executivo da SGPR.

Governança como instrumento para políticas públicas

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A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Burity, enfatizou o papel estratégico da governança na definição e implementação de políticas públicas voltadas à segurança alimentar.

“Governança é onde a gente discute repartição de poder, decisão, é onde a gente transforma ações concretas em políticas públicas e define a finalidade dessas políticas, que para nós é a garantia do direito humano à alimentação”, destacou.

A secretária chamou atenção para o cenário global de agravamento das desigualdades, riscos à soberania alimentar e impactos de conflitos internacionais, ressaltando a necessidade de fortalecer a cooperação internacional. Também apontou avanços no Brasil, como a saída do Mapa da Fome e a melhoria de indicadores sociais, ao mesmo tempo em que destacou desafios como ampliar o acesso à alimentação adequada e integrar políticas nos territórios.

Complexidade dos sistemas globais

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, ressaltou a complexidade envolvida na transformação dos sistemas de governança alimentar em nível global.

“Temos que compreender que o fortalecimento do sistema da governança alimentar global é uma tarefa titânica, não somente pela quantidade de membros envolvidos, mas pelos impactos sociais, econômicos e ambientais que estão em jogo”, afirmou.

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Ele destacou ainda a importância da participação social e da atuação das organizações no processo de construção dessas mudanças, além da necessidade de aprofundar o debate para alcançar uma compreensão mais sistêmica e coerente sobre o tema.

Participação social e decisões políticas

O secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Josué Augusto do Amaral Rocha, reforçou que a participação social é elemento essencial para a construção de uma governança efetiva.

“Não é possível discutir governança em qualquer esfera sem a participação social. Os recursos técnicos e financeiros para erradicar a fome já existem, o que falta é decisão política”, afirmou.

Ele também destacou os esforços para ampliar e territorializar a participação social no Brasil, além da importância de fortalecer e reformar espaços multilaterais. Segundo ele, o Comitê de Segurança Alimentar se destaca como um dos principais fóruns internacionais que incorporam a sociedade civil nas discussões sobre governança.

Entre os convidados que participaram de forma remota no primeiro dia do evento estiveram: Sofia Monsalve, recém-nomeada Relatora Especial da ONU para o Direito Humano à Alimentação, Carla Carneiro Barroso, Embaixadora do Brasil junto à ONU em Roma, Nosipho Jezile, Embaixadora da África do Sul em Roma e Anna Paskal, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Continuidade das atividades

A programação da Oficina Sobre Reformas da Governança Alimentar Global segue nesta quinta-feira (30/04), com a realização de novos debates e a sistematização das discussões realizadas ao longo do encontro.

Fonte: Secretaria-Geral

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Governo Federal e Defensorias do Ceará, Paraíba e Pernambuco articulam apoio jurídico ao terceiro setor

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A Secretaria-Geral da Presidência da República realizou agenda de articulação institucional no Nordeste para fortalecer o acesso à assistência jurídica de organizações da sociedade civil. No dia 16 de abril de 2026, o Diretor de Parcerias com a Sociedade Civil, Eduardo Brasileiro de Carvalho, e a Coordenadora de Projetos, Lindrielli Rocha, reuniram-se no Governo do Brasil na Rua com a Defensoria Pública do Estado do Ceará. A equipe federal estabeleceu o alinhamento de procedimentos relativos ao Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil em diálogo com a Assessora, Camila Vieira, e a assessor Cláudio Silva. O encontro estruturou abordagens para garantir atendimento e segurança jurídica às entidades locais para fortalecer a implementação da Lei Federal nº 13.019/2014 no estado. 

Já no dia 23 de abril de 2026, em João Pessoa, na Paraíba, Eduardo Brasileiro de Carvalho e o Coordenador-Geral de Parcerias com a Sociedade Civil, Ramon Jung Pereira, reuniram-se na sede da Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB). No encontro liderado pela Defensora Pública-Geral, Maria Madalena Abrantes Silva, e composto por um grupo relevante de Defensoras, Ouvidoras e lideranças femininas da sociedade civil paraibana, alinhou-se estratégias de atuação e comunicação para início imediato do apoio as organizações da sociedade civil. Cientes dos desafios, as participantes protagonizaram muito vigor para garantir os diretos de organizações da sociedade civil do estado, principalmente àquelas periféricas e com menos acesso a recursos. 

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A iniciativa teve continuidade no dia 24 de abril, em Recife, Pernambuco, com a participação de Ramon Jung Pereira e da Analista Técnica de Políticas Sociais, Fernanda Botelho. A reunião na sede da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco (DPPE) contou com o Defensor Público-Geral, Henrique Costa da Veiga Seixas, além de outros membros da Defensoria. O foco dos debates em ambos os estados foi a construção de uma rede interinstitucional de apoio para organizações que executam políticas públicas. 

Um objetivo central destas reuniões foi a articulação do protocolo de intenções que estabelece a assistência jurídica gratuita às organizações da sociedade civil (OSCs). O documento, firmado entre o Governo Federal e o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), visa o assessoramento técnico para a regularização institucional e o fortalecimento das parcerias com o Estado. 

Sobre a relevância da ação, a Analista Técnica de Políticas Sociais, Fernanda Botelho, destacou: “A articulação com as defensorias estaduais representa um avanço estruturante para o fortalecimento das organizações da sociedade civil no Brasil. Muitas OSCs enfrentam obstáculos jurídicos e institucionais que comprometem sua capacidade de acessar políticas públicas, firmar parcerias e ampliar seu impacto social. Ao articular o assessoramento jurídico com uma atuação interinstitucional coordenada, estamos criando condições concretas para que essas organizações alcancem maior segurança jurídica, regularidade institucional e autonomia. Trata-se de uma iniciativa fundamental para consolidar o direito de associação e fortalecer a capacidade democrática e transformadora da sociedade civil brasileira”.  
 
A iniciativa consolida um canal de comunicação permanente entre a União e as instâncias estaduais, com o intuito de expandir o suporte técnico e assegurar a plena execução das políticas de parceria em todo o território nacional. A Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil, nesse sentido, incentiva que OSCs de todo o Brasil procurem as devidas Defensorias do seu estado para este suporte tão necessário à sua segurança jurídica. 

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Fonte: Secretaria-Geral

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