BRASIL & MUNDO
Região Norte registra alta de 12,85% na movimentação portuária no 1º bimestre
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A movimentação portuária da Região Norte cresceu 12,85% no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Segundo o levantamento, entre janeiro e fevereiro, 24,2 milhões de toneladas de cargas passaram pelos portos nortistas. Os números foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
O desempenho foi alavancado principalmente pelos granéis sólidos, que responderam por 18,4 milhões de toneladas, com expansão de 15,28%, refletindo o avanço da produção agrícola e mineral e a crescente utilização do Arco Norte como alternativa mais eficiente para o escoamento da produção brasileira. A movimentação de contêineres também avançou, alcançando 2 milhões de toneladas, com alta de 15,8%, enquanto a carga geral somou 1 milhão de tonelada, crescimento de 4,5% no período.
Para o ministro Tomé Franca, o resultado confirma a transformação da infraestrutura logística da região em um ativo estratégico para o país. “O crescimento dos portos do Norte mostra que o Brasil está avançando na diversificação de suas rotas de escoamento. Com mais eficiência, menor custo logístico e proximidade com mercados internacionais, a região se consolida como eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país”, afirma.
Entre as cargas com maior participação, soja e bauxita lideraram a movimentação regional. A soja atingiu 8,6 milhões de toneladas, com crescimento de 8,2%, enquanto a bauxita alcançou 4,1 milhões de toneladas, alta de 7,1%. Juntas, as duas commodities responderam por 52,5% de toda a carga movimentada nos portos do Norte.
Outro destaque foi o milho, com 3 milhões de toneladas movimentadas, que registrou crescimento superior a 114% no período, evidenciando o fortalecimento da região como corredor logístico para o agronegócio brasileiro.
Comércio exterior
O avanço portuário foi acompanhado pelo crescimento do comércio exterior. As exportações aumentaram 16,9% no primeiro bimestre, reforçando a importância da Região Norte para a competitividade da balança comercial brasileira.
Na navegação de longo curso, realizada entre portos de diferentes países, a movimentação atingiu 9,1 milhões de toneladas, alta de 11,9%. Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 2 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período de 2025.
Integração entre portos
Os terminais privados responderam pela maior parte da movimentação regional, com 17,1 milhões de toneladas, crescimento de 10,4%, representando mais de 70% do volume total movimentado no Norte.
Entre os principais destaques do segmento estão o Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 2,2 milhões de toneladas, e alta de 19%; o Terminal Trombetas (PA), com 1,9 milhão de toneladas e crescimento de 5%; e o Porto Chibatão (AM), que movimentou 1,5 milhão de toneladas, avançando 24,6%.
Com forte atuação no escoamento de granéis sólidos, que somaram 12,9 milhões de toneladas e cresceram 14%, os terminais privados impulsionaram a exportação de commodities como soja, bauxita e milho. No segmento, as importações cresceram 14%, enquanto as exportações avançaram 8,37%.
Nos portos públicos, a movimentação alcançou 7,1 milhões de toneladas, com crescimento de 19,3%, enquanto as exportações subiram 34%, reforçando o papel complementar dessas estruturas no atendimento à demanda regional.
Entre os destaques estão o Porto de Vila do Conde (PA), com 3,1 milhões de toneladas movimentadas e alta de 8%, e o Porto de Santarém (PA), que movimentou 2,9 milhões de toneladas e registrou crescimento expressivo de 51,8%.
Para o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os dados são um reflexo direto de um ambiente de negócios seguro e atrativo. “O crescimento simultâneo de portos públicos estratégicos, como Vila do Conde e Santarém, e a forte expansão dos terminais privados mostram que estamos no caminho certo. Ao garantir esta sinergia, modernizamos a infraestrutura e integramos o Norte, especialmente a região amazônica, de forma definitiva à rota do desenvolvimento econômico global”, ressalta Ávila.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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Ministra reforça compromisso com a reforma agrária em sessão solene na Câmara
A tarde desta quinta-feira (16) foi marcada por um momento simbólico no plenário da Câmara dos Deputados, onde parlamentares, representantes de movimentos sociais e autoridades se reuniram para a sessão solene em homenagem ao Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. A cerimônia ganhou destaque com a participação da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.
Em sua fala, a ministra resgatou o significado do 17 de abril como marco de luta e resistência no campo brasileiro. “Há 30 anos, 21 trabalhadores que marchavam pacificamente foram tombados pela mão do Estado num massacre que marcou a nossa história”, afirmou, relembrando o episódio que motivou a criação da data. Segundo ela, três décadas depois, o compromisso permanece vivo: “Trinta anos depois, nós nos reunimos aqui na Câmara dos Deputados para lembrar dessa data, a memória desses companheiros e reafirmar o nosso compromisso. Compromisso de seguirmos firmes nessa marcha por terra, reforma agrária, por direitos”.
Ao abordar os desafios estruturais, Machiaveli chamou atenção para a persistência da concentração fundiária. “1,5% dos imóveis rurais concentram 60% de toda a área agricultável”, destacou, reforçando que o problema segue como um dos principais motores da desigualdade e dos conflitos no campo.
A ministra também apresentou um balanço das ações recentes do MDA. Desde a recriação da pasta, em 2023, ela aponta uma reestruturação significativa. “O INCRA estava desmantelado. As políticas públicas para agricultura familiar, da mesma forma. Nós reestruturamos o INCRA, criamos duas diretorias, uma delas de obtenção de terras, contratamos servidores, melhoramos os salários desses servidores e voltamos a ter orçamento”, afirmou.
Entre os resultados, Machiaveli destacou a inclusão de 230 mil famílias no programa de reforma agrária e a retomada de políticas consideradas essenciais. “Mais de R$ 1,2 bilhão foi aplicado no crédito de instalação, aquele apoio inicial que muitas famílias esperaram por décadas. Voltou o PAA, compras públicas e a Conab voltou, em parceria com MDS e MDA, a fazer as compras dos assentados da reforma agrária. Voltou a ter assistência técnica, a presença das universidades, voltou a ter apoio, a gestão das cooperativas da agricultura familiar”, disse. Ela também citou a reativação do Pronaf A, com R$ 500 milhões já aplicados, além da retomada de compras públicas e da assistência técnica.

- Foto: Albino Oliveira, Ascom MDA
O discurso também enfatizou uma nova visão para a reforma agrária, conectada à inovação e à sustentabilidade, com agroecologia, acesso a maquinários, bioinsumos e tecnologia para a agricultura familiar. Ao olhar para o futuro, a ministra reforça que a política agrária vai além da distribuição de terras. “Hoje, são mais de 1 milhão de famílias que vivem em assentamentos da reforma agrária, são mais de 10 mil assentamentos existentes, são 97 milhões de hectares que já estão nas mãos dos assentados e assentadas, mas há muito a caminhar e é por isso que nós seguiremos em marcha”, afirmou.
Encerrando sua participação, Machiaveli sintetizou o tom da sessão e da política que defende. “Seguiremos firmes nessa marcha, firme em direção a um Brasil mais justo, mais solidário, mais fraterno, com mais igualdade, com justiça e alimento saudável na mesa de todas as famílias brasileiras”.
Texto: Diana do Vale / Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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