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Secretaria-Geral une escuta e capacitação para fortalecer organizações de agricultores e quilombolas no Baixo Parnaíba
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A Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil da Secretaria-Geral da Presidência da República realizou uma série de encontros e visitas técnicas na região do Baixo Parnaíba, no Maranhão, com o objetivo de escutar as demandas locais e fortalecer a atuação das organizações sociais. A agenda, articulada a convite de Dom José Valdeci, bispo da Diocese de Brejo, percorreu diversos territórios para compreender de perto as pressões enfrentadas por populações tradicionais e agricultores familiares.
Durante a imersão, a equipe do Governo Federal esteve no Quilombo Saco das Almas, onde dialogou sobre a histórica luta pela titulação territorial, e visitou os municípios de Tutóia, Magalhães de Almeida e São Bernardo, mantendo conversas diretas com associações de agricultores. Para Dom José Valdeci, essa aproximação é fundamental para o fortalecimento das comunidades: “A presença da Secretaria-Geral em nossa Diocese foi um alento para o nosso esperançar. Além de proporcionar o conhecimento técnico sobre o Marco Regulatório, esse encontro permitiu ouvir a voz de quilombolas, pescadores e camponeses que resistem a diversas pressões territoriais. Esse diálogo é salutar para buscar caminhos em defesa da vida digna e um despertar para que o Governo Federal continue buscando soluções a partir das inspirações do povo”. Reforçando esse compromisso de escuta, Eduardo Brasileiro destacou que a iniciativa segue as diretrizes da gestão: “O encontro com as organizações de agricultores, de pastorais, de quilombos para nós da Secretaria-Geral está em sintonia ao que o Ministro Guilherme Boulos nos solicitou: conversar com aqueles que nas periferias, nos territórios do mar ou das florestas constroem políticas públicas mas precisam de fomento, de prioridade nossa ao escutar e auxílio em destravar políticas”.
Dando continuidade ao esforço de integração, foi realizada em Brejo uma oficina de elaboração de projetos para mais de 80 pessoas de 25 municípios, focada em viabilizar o acesso a recursos públicos por meio do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). Conduzida pela coordenadora de projetos Lindrielli Rocha, a atividade funcionou como um espaço de suporte para que a atuação das entidades não seja barrada por entraves burocráticos. Na ocasião, a coordenadora ressaltou que a conexão com o território deve ser a prioridade da gestão: “O Estado tem o dever de desburocratizar a linguagem e simplificar os seus processos para que o serviço público chegue aos municípios sem excluir quem detém essas tecnologias sociais. Saímos com demandas que extrapolam as parcerias. Nos conectamos com estruturas sobre garantia de direitos, de vida digna de forma ampla”.
A imersão no Baixo Parnaíba permitiu colher um diagnóstico das principais dificuldades enfrentadas pelas organizações e movimentos da região. Como resultado direto desse processo, a Secretaria-Geral recebeu ofícios e relatórios que detalham desafios estratégicos, incluindo a mediação de conflitos territoriais, a proteção contra o uso abusivo de agrotóxicos e o fortalecimento de políticas de regularização fundiária. Esses documentos e as demandas coletadas agora auxiliam o Governo Federal na compreensão das necessidades locais, servindo de base para o aperfeiçoamento das relações institucionais e para o planejamento de ações que busquem respeitar as particularidades e garantir a segurança das famílias tradicionais que vivem e produzem no território.
Fonte: Secretaria-Geral
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Governo do Brasil realizará estudo para impulsionar soberania e abastecimento alimentar no país
Um Acordo de Cooperação Técnica assinado na tarde de hoje (18) entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vai garantir a realização de estudos que contribuam para fortalecer o setor de abastecimento alimentar. A iniciativa prevê a avaliação de dados e informações e a proposição de ações para inovação e aprimoramento das políticas públicas existentes. Também deverão ser identificadas potenciais parcerias relacionadas ao abastecimento alimentar no Brasil.
O documento foi assinado pela ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, pelo diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, pelo superintendente da Área de Soluções de Infraestrutura do BNDES, Ian Ramalho Guerriero, pelo diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, pelo diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo Anacleto de Campos, e pela secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar, Ana Terra.
“Estou bem entusiasmada com os próximos passos da nossa política de abastecimento, vamos conseguir um avanço bem expressivo. Essa parceria entre o MDA e o BNDES é bem importante, e nós estamos muitos satisfeitos em poder contar com a expertise do banco para avançar na modernização das nossas estatais”, declarou a ministra Fernanda Machiaveli. “A partir desse aporte nós pretendemos modernizar as infraestruturas, fazer melhor aproveitamento dos nossos ativos, pensar na estrutura de armazenagem e na estratégia para conseguir avançar ainda mais na política de abastecimento”, concluiu.
A atuação do BNDES se dará no âmbito do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). “O Banco irá realizar um estudo com recursos próprios sobre o sistema de abastecimento no Brasil. Vamos avaliar como melhorá-lo, usando não só as referências que a gente tem aqui no Brasil, mas também experiências internacionais. Nós vamos analisar o que os outros países fazem e se isso pode ou não ser feito no Brasil”, explicou diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.
Para o diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, a relação com o BNDES tem sido bastante positiva. “Estamos dando passos importantes. Toda essa estruturação, esses estudos, esses subsídios que o BNDES vai gerar em termos de oportunidade serão fundamentais para que consigamos planejar e ter uma política bastante robusta, com uma intervenção muito concreta, no sentido de reduzir o preço dos alimentos, criar uma logística mais eficiente e, principalmente, fazer uma mudança fundamental nos sistemas alimentares do Brasil, garantindo comida de verdade, alimentação saudável para o povo brasileiro”.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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