Geral
Do AM ao FM: entenda as diferenças entre as transmissões de rádio
Geral
O rádio passou por diferentes transformações tecnológicas ao longo de sua história no Brasil. Uma delas é a migração de emissoras da faixa de Amplitude Modulada (AM) para a Frequência Modulada (FM).
As duas tecnologias utilizam ondas de rádio para transmitir o áudio da emissora até o aparelho do ouvinte, mas empregam formas diferentes de modulação do sinal.
Na transmissão AM, a informação é transmitida por meio da variação da amplitude da onda. Na FM, a informação é transmitida pela variação da frequência da onda.
De forma simplificada, é possível comparar as duas tecnologias observando uma onda: na AM, varia a amplitude, enquanto na FM varia a frequência. Essas características influenciam aspectos como alcance da transmissão, qualidade do áudio e comportamento do sinal diante de interferências.
A faixa AM possui características de propagação que podem permitir a cobertura de distâncias maiores em determinadas condições. A FM, por sua vez, apresenta características que podem proporcionar melhor qualidade de áudio e menor suscetibilidade a determinados tipos de interferência.
Processo de migração
No Brasil, determinadas emissoras que operam na faixa AM podem migrar para a faixa FM, conforme os requisitos e as condições estabelecidos na regulamentação.
A mudança envolve a utilização de uma nova frequência para a transmissão do serviço. A programação da emissora não precisa ser alterada em razão da mudança de faixa.
Como solicitar a migração de AM para FM?
As emissoras que atendam aos requisitos previstos na regulamentação podem solicitar a migração da faixa AM para FM.
O pedido deve seguir os procedimentos e as condições estabelecidos pelos órgãos competentes.
Como solicitar: o requerimento pode ser realizado por meio da página de serviços do Gov.br.
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628
Fonte: Ministério das Comunicações
BRASIL & MUNDO
Rota dos Pioneiros: a maior trilha aquática do Brasil navega pelas águas e história do Rio Paraná
As águas do oitavo maior rio do mundo guardam segredos de batalhas, missões jesuíticas e a definição das fronteiras do Brasil. É nesse cenário de natureza e história que se desenha a Rota dos Pioneiros; banhada pelo Rio Paraná e considerada a maior trilha aquática do país. Com um traçado que varia entre 388,8 km e 407 km de extensão e exige de 16 a 27 dias de expedição completa, o itinerário integra o circuito dos Caminhos do Peabiru.
A marca que orienta os aventureiros ao longo do trajeto traz o desenho de um bote ou caiaque atravessado por um remo na transversal, inserido no contorno da tradicional pegada de bota. O símbolo resume a essência da rota, que combina travessias aquáticas com trechos de caminhada e mountain bike, conectando o Parque Estadual do Morro do Diabo, em São Paulo, ao Lago de Itaipu, no Paraná.
Muito antes de se tornar um destino de ecoturismo, a região do Rio Paraná e de seus afluentes (como Ivinhema, Piquiri e Paranapanema) pertenceu à Coroa espanhola e foi habitada por povos indígenas como guaranis, caiouás e caingangues.
A Rota dos Pioneiros convida o visitante a reviver marcos históricos:
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As Reduções Jesuíticas: Em 1556, foi fundada a Ciudad Real del Guairá junto à foz do Rio Piquiri. A partir de 1610, padres jesuítas criaram missões fixas (como San Ignacio Miní e Loreto). A região do Guairá chegou a abrigar 18 missões jesuíticas e cerca de 200 mil indígenas.
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O Êxodo Guairenho (1631): Diante dos ataques violentos de bandeirantes paulistas (como Raposo Tavares e Manuel Preto), cerca de 12 mil indígenas e 700 embarcações protagonizaram uma das maiores jornadas pelos rios das Américas, viajando rio abaixo pelo Paranapanema e pelo Paraná, em busca de abrigo.
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Marcos Militares e Revoluções: No século 18, os portugueses ergueram o Posto Militar de São José da Pedra Furada do Piquiri (1772-1773). Já no século 20, o rio foi palco de batalhas da Revolução de 1924, cujos naufrágios de embarcações deixaram relíquias submersas até a chegada dos “novos pioneiros”, imigrantes e cafeicultores do noroeste paranaense.
Extensão
A Rota dos Pioneiros inclui três regiões, divididas em oito setores, permitindo que o viajante percorra o trajeto na íntegra ou escolha seções específicas de acordo com seu ritmo e tempo disponível.
A trilha perpassa 18 municípios, distribuídos por três estados do Sudeste e do Centro-Oeste:
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São Paulo: Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha Paulista e Rosana.
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Mato Grosso do Sul: Taquarussu, Jateí, Naviraí, Itaquiraí, Eldorado e Mundo Novo.
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Paraná: Terra Rica, Diamante do Norte, Marilena, São Pedro do Paraná, Querência do Norte, Icaraíma, Altônia, Guaíra e Mercedes.
Ao longo do percurso, o visitante atravessa sete Unidades de Conservação: o Parque Estadual do Morro do Diabo, a Estação Ecológica do Caiuá, a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, o Parque Natural Municipal de Naviraí, o Parque Nacional de Ilha Grande e a RPPN Ernesto Vargas Baptista.
A diversidade de ambientes garante uma ampla oferta de atividades, como observação de aves (birdwatching), contemplação de faunas raras, paradas em mirantes e picos, banhos de rio e cachoeira, visitas a grutas, museus locais, cidades históricas e vivências de turismo rural.
Trechos
A navegação e os trechos terrestres da Rota dos Pioneiros reservam surpresas únicas e curiosidades culturais que enriquecem a expedição:
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Morro do Diabo: Destacando-se a 600 metros acima do nível do mar na paisagem plana do Pontal do Paranapanema. Moradores e antigos caminhantes contam que, no topo da elevação, existe uma formação rochosa esculpida no formato de um trono.
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Trópico de Capricórnio: Durante a navegação, os viajantes cruzam a linha do Trópico de Capricórnio, uma das principais marcações geográficas do planeta, que delimita a Zona Tropical Sul.
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O “Fundão” e a Revolução de 1924: Em Porto São José (São Pedro do Paraná/PR), o rio esconde o “fundão”, uma fenda subaquática que atinge até 18 metros de profundidade. Nessa região e nas proximidades de Porto Rico (PR), equipes de mergulho encontraram restos de embarcações, fuzis e grilhões da Revolta Paulista de 1924.
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A Ka’á’i (Água de Erva): A região de Guaíra é a terra nativa da erva-mate (Ilex paraguariensis). Conhecida pelos guaranis como Ca’á, a planta era usada como tônico natural por guerreiros. Embora tenha chegado a ser proibida pelos jesuítas, sob pena de excomunhão, a tradição prevaleceu e, hoje, se expressa na hospitalidade local por meio do chimarrão e do tereré gelado.
Orientações
Para quem pretende colocar o caiaque ou o bote na água para conhecer as correntes do Rio Paraná, a segurança e o respeito às normas ambientais são prioridades absolutas:
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Apoio em Portos Fluviais: A rota conta com portos e pontos de apoio estratégicos para acampamento, abastecimento de água potável e alimentação, como o Balneário Municipal de Rosana (SP), Porto Maringá (Marilena/PR), Porto São José (PR), Porto Caiuá (Naviraí/MS) e o Centro Náutico Marinas, em Guaíra (PR).
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Navegação Segura: Recomenda-se não navegar sozinho, realizar o trajeto acompanhado por guias experientes ou em expedições organizadas, monitorar constantemente a previsão do tempo e evitar a navegação em momentos de tempestade ou baixa visibilidade.
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Equipamentos Essenciais: É obrigatório o uso de colete salva-vidas, apito de emergência, remo reserva, GPS com mapa salvo, carta náutica da AHRANA, kit de primeiros socorros, proteção solar e material de camping adequado (incluindo o uso de shit tube para gestão de resíduos nas áreas protegidas).
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Respeito às Unidades de Conservação: Consulte previamente órgãos como o ICMBio e o IMASUL para verificar os locais autorizados para visitação e pernoite em camping. Acampar em locais proibidos no interior dos parques gera multas e danos ambientais.
Como chegar
A flexibilidade logística é um dos pontos fortes da Rota dos Pioneiros. Como o percurso pode ser acessado, iniciado ou interrompido a partir de qualquer um dos portos fluviais ao longo do Rio Paraná, o visitante tem a liberdade de planejar sua chegada de acordo com o trecho desejado:
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Início pelo Norte (São Paulo): Para quem começa pelo Parque Estadual do Morro do Diabo, no município de Teodoro Sampaio (SP), o acesso aéreo de referência é o Aeroporto de Presidente Prudente (SP), a cerca de 110 km. A partir dali, segue-se por via terrestre pelas rodovias SP-563 e SP-613. Já o acesso aquático pelo extremo paulista se dá no Balneário Municipal de Rosana (SP).
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Acessos aos Trechos Intermediários (Paraná e Mato Grosso do Sul): Cidades de médio porte servem como excelentes portas de entrada para os portos fluviais intermediários:
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Pelo Paraná: Cidades como Maringá e Umuarama dão suporte viário para chegar aos portos de Marilena (Porto Maringá), São Pedro do Paraná (Porto Eucalipto e Porto São José), Querência do Norte (Porto Natal e Porto Felício) e Icaraíma (Porto Camargo).
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Pelo Mato Grosso do Sul: O acesso viário aos portos do MS (como a Sede do PE Várzeas do Rio Ivinhema, Porto Caiuá em Naviraí, Praia da Amizade e Porto Santo Antônio em Itaquiraí e Porto Morumbi em Eldorado) se dá facilmente pela BR-163 e rodovias estaduais conectando a Dourados ou Campo Grande.
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Chegada ao Sul (Paraná / Lago de Itaipu): O trecho final tem como polo estratégico a cidade de Guaíra (PR) (acessível no Porto do Cano e Centro Náutico Marinas) pelas rodovias BR-272 e BR-163. Para viajantes de outros estados, o ponto aéreo mais conveniente é o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR), próximo ao encerramento do circuito no Lago de Itaipu.
Trilhas de Longo Curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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