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INCÊNDIO CRIMINOSO

Família que perdeu casa recebe apoio da Prefeitura de Cuiabá

Mãe e três filhos receberam alimentos e foram encaminhados para atendimento médico e acompanhamento da rede de proteção

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POLÍCIA

A Prefeitura de Cuiabá mobilizou a rede municipal de assistência social para auxiliar uma mulher e os três filhos, de 13, 8 e 3 anos, que ficaram sem moradia após um incêndio criminoso registrado na madrugada de sábado (22), no bairro Residencial Altos do Parque.

O atendimento foi iniciado após a identificação da situação de vulnerabilidade enfrentada pela família, que perdeu a residência e parte dos pertences durante o incêndio.

Equipes da Coordenação de Proteção Especial, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, foram acionadas para prestar atendimento à mãe e às crianças.

Conforme o relato da vítima, o fogo teria sido provocado pelo ex-companheiro dela. Após o crime, o suspeito fugiu e, até o momento, não foi localizado.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, afirmou que a equipe especializada foi acionada assim que tomou conhecimento do caso.

“Assim que fomos acionados, mobilizamos a equipe da Proteção Especial, que acompanhou a família e realizou os encaminhamentos necessários. Também disponibilizamos benefício eventual para garantir a segurança alimentar nesse primeiro momento”, explicou.

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Família recebe alimentos

Como medida emergencial, a família recebeu uma cesta básica e caixas de leite. Também foram realizados encaminhamentos para atendimento médico-hospitalar e para acompanhamento junto aos serviços que integram a rede de proteção.

O caso continuará sendo acompanhado pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). As equipes deverão avaliar as necessidades da família e verificar quais outros benefícios podem ser concedidos, conforme os critérios da política de assistência social.

A Prefeitura também iniciou os procedimentos necessários para inserir a mãe no Ser Família Mulher, programa de aluguel social destinado a mulheres vítimas de violência, desenvolvido em parceria com o Governo de Mato Grosso.

Atendimento às vítimas

O acompanhamento relacionado à violência será realizado em conjunto com a Secretaria Municipal da Mulher. A pasta deverá oferecer acolhimento especializado e acompanhamento psicológico para a mulher e os filhos, utilizando a estrutura destinada ao atendimento de vítimas de violência.

Ainda abalada pela perda da casa, a mãe ressaltou a importância do auxílio recebido logo após o incêndio, principalmente diante da necessidade de garantir alimentação para as crianças.

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“A ajuda chegou em uma boa hora e foi muito importante para nós. Sou muito grata por esse apoio, porque estamos sendo acolhidos por uma família que também tem suas necessidades. Nesse momento, qualquer ajuda faz muita diferença”, relatou.

A atuação conjunta das secretarias busca ir além do atendimento emergencial. A proposta é acompanhar a família durante o processo de reconstrução das condições de moradia, segurança, renda e suporte psicossocial.

Com os primeiros encaminhamentos concluídos, a rede municipal continuará monitorando a situação e articulando os serviços necessários para reduzir os impactos provocados pela violência e garantir assistência à mãe e aos três filhos.

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POLÍCIA

Polícia desarticula grupo suspeito de desviar veículos e lavar R$ 50 milhões

Operação Pátio Paralelo cumpre mais de 20 ordens judiciais em Sorriso e investiga prejuízo de pelo menos R$ 2 milhões a clientes

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (26), em Sorriso, a Operação Pátio Paralelo, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por suposto envolvimento em desvio de veículos, fraudes em negociações comerciais, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 50 milhões em apenas um ano.

A apuração é conduzida pela Delegacia Municipal de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato e Lavagem de Dinheiro. As investigações começaram depois que foram identificadas irregularidades financeiras e comerciais relacionadas às atividades de uma concessionária do município.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos teriam utilizado a estrutura e a credibilidade da empresa para conquistar clientes durante aproximadamente um ano. Além da própria concessionária, considerada uma das vítimas, entre 15 e 20 clientes já foram identificados como possíveis prejudicados.

Até o momento, o prejuízo diretamente constatado ultrapassa R$ 2 milhões, mas o valor pode aumentar conforme novas vítimas sejam identificadas e as diligências avancem.

Veículos eram desviados

De acordo com a investigação, o grupo recebia veículos usados entregues pelos clientes como parte do pagamento na compra de automóveis novos. Os carros, que deveriam ser considerados no valor da entrada, seriam retirados do fluxo normal da concessionária e encaminhados para outras garagens ligadas aos investigados.

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Com isso, os veículos não teriam sido devidamente abatidos dos valores devidos pelos clientes, contrariando o que havia sido estabelecido durante as negociações.

Os investigadores também identificaram o direcionamento de pagamentos realizados pelos clientes para contas bancárias de pessoas físicas e empresas relacionadas aos suspeitos.

Ainda conforme a apuração, os envolvidos teriam recorrido a contas próprias, de terceiros e de pessoas jurídicas para receber e transferir os recursos obtidos nas operações. Empresas ligadas ao grupo também seriam utilizadas para dar aparência de regularidade ao dinheiro movimentado.

Mais de 20 ordens judiciais

Ao todo, foram expedidas mais de 20 ordens judiciais para a operação. Entre as medidas estão um mandado de prisão preventiva, sete de busca e apreensão, nove determinações para quebra de sigilo bancário e cinco ordens de bloqueio de ativos financeiros.

Durante o cumprimento das buscas, os policiais estão autorizados a apreender celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, pendrives, cartões de memória, documentos, contratos, comprovantes de transferências, registros financeiros, veículos e outros materiais que possam contribuir para a investigação.

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A Justiça também autorizou o acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos dos investigados. A medida permitirá aos investigadores reconstruir o caminho percorrido pelos recursos, identificar a origem e o destino dos valores e analisar comunicações e dispositivos utilizados pelos suspeitos.

No âmbito patrimonial, foi determinado o bloqueio de recursos, além do sequestro de bens e da indisponibilidade patrimonial de até R$ 2 milhões. Veículos eventualmente encontrados durante as buscas também poderão ser apreendidos caso existam indícios de ligação com os crimes investigados.

Suspeita de liderança

Uma das investigadas teve a prisão preventiva decretada. Conforme a decisão judicial, ela teria desempenhado papel considerado central na execução do esquema.

A mulher é apontada como responsável por atividades como captação de clientes, negociação, recebimento dos veículos usados, direcionamento dos pagamentos e movimentação dos recursos financeiros.

Origem do nome

O nome Pátio Paralelo faz referência à suspeita de que os veículos entregues pelos clientes como parte do pagamento eram retirados do circuito comercial convencional da concessionária e direcionados para uma estrutura paralela.

A investigação continua com o objetivo de descobrir o destino final dos veículos e dos valores movimentados, além de verificar a eventual participação de outras pessoas físicas e empresas no esquema.

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