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BABA YAGA

Grupo criminoso monitorava a polícia e autorizava execuções

Investigação aponta que grupo controlava o tráfico, aplicava torturas e utilizava estabelecimentos comerciais para ocultar dinheiro do crime

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POLÍCIA

Os suspeitos também alteravam frequentemente apelidos, perfis e nomes de usuário nos aplicativos de mensagens

Uma facção criminosa instalada em Campos de Júlio mantinha uma estrutura organizada para controlar o tráfico de drogas, monitorar a movimentação policial, planejar homicídios, aplicar torturas e recrutar adolescentes para atividades criminosas. As informações são resultado de uma investigação da Polícia Civil, que aponta a atuação do grupo de forma permanente no município e em cidades da região.

Segundo as apurações, a organização exercia domínio territorial por meio da violência e de uma rígida hierarquia. Os integrantes eram obrigados a seguir um estatuto interno, pagar contribuições periódicas à facção e cumprir determinações disciplinares impostas pelas lideranças.

As investigações revelaram ainda diálogos sobre planejamento de homicídios, ocultação de cadáveres, aplicação de torturas e autorizações para execuções determinadas pela cúpula da organização criminosa. Também foram identificados indícios de recrutamento de adolescentes para o tráfico de drogas e do uso de estabelecimentos comerciais para ocultar a origem de recursos obtidos com atividades ilícitas.

Outro mecanismo utilizado pelo grupo era o monitoramento constante das forças de segurança. Conforme a investigação, integrantes compartilhavam em tempo real informações sobre o deslocamento de viaturas e utilizavam grupos de mensagens com nomes que faziam referência a supermercados, escolas, lojas e outros estabelecimentos comerciais para dificultar a identificação pelas autoridades.

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Os suspeitos também alteravam frequentemente apelidos, perfis e nomes de usuário nos aplicativos de mensagens, além de apagarem conversas de forma padronizada para evitar o rastreamento das comunicações.

As informações reunidas pela Polícia Civil permitiram identificar a estrutura hierárquica da facção, incluindo lideranças, responsáveis pelo setor financeiro, gerentes do tráfico, operadores logísticos e integrantes encarregados da disciplina do grupo.

Com base nas investigações, iniciadas em setembro de 2024, a Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Baba Yaga para cumprir 33 ordens judiciais em Campos de Júlio, Comodoro e Cuiabá. Durante a ação, sete pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas, além da apreensão de diversas porções de entorpecentes.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura financeira e operacional da facção.

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POLÍCIA

Grupo invade festa de aniversário e mantém 10 reféns em MT

Vítimas foram ameaçadas de morte e algumas sofreram agressões; grupo só se rendeu após cerca de 30 minutos de negociação

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Os suspeitos devem responder por roubo, sequestro e cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo

Um assalto a uma festa de aniversário terminou com 10 pessoas mantidas reféns na madrugada desta quinta-feira (9), em Pontes e Lacerda. Segundo a Polícia Militar, quatro homens encapuzados invadiram a residência, renderam os participantes e chegaram a apontar armas para a cabeça de algumas das vítimas durante a ação criminosa.

Conforme as informações, os assaltantes pretendiam deixar o local levando uma caminhonete da residência, mas foram cercados por equipes policiais antes de conseguirem fugir.

Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram as vítimas sob ameaça. Algumas apresentavam lesões na cabeça provocadas durante o roubo, enquanto outras eram mantidas sob a mira de armas de fogo.

Os criminosos permaneceram com os reféns por cerca de 30 minutos e iniciaram uma negociação com as equipes policiais. Durante o impasse, exigiram a presença da imprensa e a transmissão ao vivo da ocorrência para que aceitassem se entregar.

Após a negociação, os quatro suspeitos, com idades entre 18 e 22 anos, se renderam e foram presos. Com eles, foram apreendidas duas armas de fogo e munições.

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As vítimas foram libertadas sem ferimentos graves. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil e devem responder por roubo, sequestro e cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo.

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