DINHEIRO SOB SUSPEITA
Grupo do tráfico é investigado por ocultar dinheiro em contas
Justiça determinou prisões, buscas e bloqueios financeiros; entre os alvos está um homem que escapou de atentado em hotel
POLÍCIA
Um grupo suspeito de tráfico de drogas é investigado por utilizar pessoas físicas e empresas para movimentar e esconder dinheiro ligado à atividade criminosa. Segundo a Polícia Civil, as apurações identificaram transações incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos. Nesta quinta-feira (08.10), os investigados foram alvo de mandados em Mato Grosso e no litoral sul de São Paulo.
Entre os alvos está um homem que teria deixado a região de Cuiabá depois de sobreviver a uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Homens armados invadiram o estabelecimento e dispararam contra ele, mas não o atingiram. A possível ligação do atentado com o tráfico permanece sob investigação.
A Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros. As medidas são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol d’Oeste e no litoral paulista, na Operação Fio.
Os bloqueios têm critérios diferentes para cada investigado. Em alguns casos, a autorização alcança todos os ativos financeiros encontrados. Para outros, foram fixados limites individuais de aproximadamente R$ 300 mil, chegando a R$ 1,4 milhão para um dos alvos. Os valores não representam necessariamente quantias já localizadas ou bloqueadas.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apura tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
O material recolhido nas buscas será analisado para esclarecer a participação dos suspeitos e o caminho percorrido pelos recursos. O balanço de prisões e apreensões não foi informado.
POLÍCIA
Idoso perde R$ 14 mil em golpe de carro anunciado em rede social
Dinheiro foi enviado a uma conta em nome de jovem de VG, que admitiu ter vendido os dados bancários por R$ 400
Um homem de 61 anos perdeu R$ 14 mil ao tentar comprar um veículo anunciado em uma rede social, em Macapá (AP). A vítima fez o pagamento por Pix, mas descobriu que o negócio era uma fraude. O dinheiro foi transferido para uma conta em nome de uma mulher de 23 anos, moradora de Várzea Grande, presa nesta quarta-feira (07.10).
Em depoimento, a jovem confessou ter vendido os dados da própria conta por R$ 400 a um indivíduo que anunciava a compra de contas bancárias de terceiros pelo Instagram. Ela é suspeita de ceder a conta utilizada para receber o valor retirado da vítima.
A investigação começou depois que o idoso registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Amapá. Ao identificar que a titular da conta morava em Mato Grosso, os investigadores acionaram a polícia do Estado, e o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.
A suspeita foi localizada no bairro Jardim dos Estados e presa em flagrante. Não foi arbitrada fiança, e ela aguarda audiência de custódia. A Polícia Civil não informou se os R$ 14 mil foram recuperados ou se o responsável pelo anúncio fraudulento foi identificado.
O delegado Ruy Peral, responsável pelo caso, alertou para as consequências de disponibilizar contas bancárias para receber dinheiro de origem criminosa.
“Você pode se tornar investigado por fraudes das quais sequer participou diretamente, mesmo sem intenção de lesar a vítima final”, afirmou.
-
ESPIA AÍ3 dias atrásLula vence em apenas nove dos 142 municípios de MT
-
POLÍTICA6 dias atrásCâmara de Cuiabá terá R$ 117,5 milhões no orçamento de 2027
-
POLÍTICA6 dias atrásPivetta chega a 50,6% e aparece na frente em pesquisa ao Governo
-
POLÍCIA6 dias atrásTrio é condenado a 68 anos pela morte de advogado em Cuiabá




