OPERAÇÃO FAKE EAGLE
Polícia Civil prende suspeitos de golpes virtuais em Cuiabá
Investigação aponta que grupo usava identidades falsas, contas de terceiros e números de outros estados para aplicar fraudes
POLÍCIA
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, nesta terça-feira (1º), sete ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por golpes praticados pela internet. A ação faz parte da Operação Fake Eagle, coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, e ocorre simultaneamente em Cuiabá.
Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. Os alvos estão ligados a um grupo suspeito de utilizar falsas identidades e contas bancárias de terceiros para receber e movimentar valores obtidos por meio de fraudes eletrônicas.
As prisões foram determinadas contra três investigados apontados como integrantes do núcleo responsável pela execução das atividades criminosas. Já as buscas ocorrem em quatro imóveis relacionados aos suspeitos.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE/DERCC), da Polícia Civil gaúcha. Em Mato Grosso, a operação conta com policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Golpe de R$ 29 mil
O caso começou depois que uma empresa localizada em Esteio, no Rio Grande do Sul, sofreu uma tentativa de fraude. Uma funcionária do setor financeiro recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número que utilizava a foto do diretor da empresa.
O criminoso se passou pelo executivo e solicitou uma transferência de aproximadamente R$ 29 mil. A transação, porém, não foi realizada porque a funcionária percebeu que a forma de abordagem era diferente do comportamento habitual do diretor.
Para receber o dinheiro, os suspeitos haviam indicado uma conta bancária registrada em nome de outra pessoa.
Investigação chegou a Cuiabá
A partir dos dados da conta informada pelos criminosos, os investigadores passaram a cruzar informações bancárias, telefônicas, digitais e de conexão à internet. O levantamento apontou que parte da estrutura utilizada nas fraudes estava concentrada em Cuiabá.
Segundo a investigação, os suspeitos recorriam a contas cadastradas em nome de terceiros, chaves Pix, diferentes endereços eletrônicos, celulares e linhas telefônicas com DDDs de outros estados.
A estratégia, conforme os investigadores, tinha como finalidade criar obstáculos para identificar os responsáveis pelas operações e acompanhar o caminho percorrido pelo dinheiro.
Números com DDD 51
Entre os elementos analisados está um telefone com DDD 51, utilizado para entrar em contato com a vítima no Rio Grande do Sul. Apesar do código de área indicar um número gaúcho, dados obtidos por meio das antenas de telefonia apontaram que o aparelho estava sendo utilizado em Cuiabá.
Durante o trabalho investigativo, outros 14 números com o mesmo DDD foram identificados. A suspeita é de que os telefones fossem utilizados repetidamente para transmitir aos moradores do Rio Grande do Sul a aparência de que as abordagens partiam de contatos locais.
Contas eram usadas para pulverizar valores
Os investigadores também encontraram indícios de que o grupo mantinha diversas contas bancárias e plataformas digitais, algumas abertas em nome de terceiros, para receber os valores provenientes das fraudes.
O dinheiro, de acordo com a apuração, era rapidamente transferido entre diferentes contas, dificultando a identificação da origem e do destino dos recursos.
Informações fornecidas por empresas de tecnologia também ajudaram a estabelecer vínculos entre diferentes contas. Os dados indicaram que várias delas eram acessadas a partir dos mesmos aparelhos e estruturas de conexão.
Com o cruzamento das informações, três suspeitos foram individualizados como integrantes do núcleo operacional do grupo. Eles teriam funções relacionadas ao gerenciamento de contas digitais, disponibilização de infraestrutura de conexão e acesso às contas bancárias empregadas nas fraudes.
Ainda conforme a investigação, os integrantes se alternavam no acompanhamento das contas, enquanto aguardavam a confirmação de eventuais transferências realizadas pelas vítimas.
Celulares e computadores são alvos das buscas
Além das prisões, os mandados de busca têm como objetivo recolher celulares, computadores, chips, cartões bancários, documentos, dispositivos de armazenamento e equipamentos utilizados para autenticação.
O material apreendido poderá ajudar os investigadores a identificar outras possíveis vítimas, descobrir novos integrantes e dimensionar a participação de cada suspeito no esquema.
Os investigados são apurados, inicialmente, por suspeita de estelionato cometido por meio de fraude eletrônica, na modalidade tentada, e associação criminosa. A análise dos materiais apreendidos poderá levar à identificação de outros crimes.
POLÍCIA
Dupla é presa com 10 tabletes de maconha e cocaína em Sinop
Suspeitos foram abordados durante patrulhamento na MT-140; drogas, cocaína e três balanças de precisão foram apreendidas em uma residência
Dois homens, de 21 e 28 anos, apontados como integrantes de uma facção criminosa, foram presos pela Polícia Militar por tráfico de drogas na noite desta segunda-feira (31), em Sinop. Com eles, os policiais apreenderam 10 tabletes de maconha, além de porções da mesma droga e de cocaína.
A ocorrência teve início durante patrulhamento da Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio) pela MT-140. Os militares avistaram um motociclista trafegando em alta velocidade e perceberam que ele carregava um volume sob a roupa.
Diante da suspeita, a equipe iniciou o acompanhamento e determinou que o condutor parasse. Inicialmente, ele não obedeceu à ordem, mas acabou parando alguns metros adiante e se entregou aos policiais.
Durante a revista, os militares encontraram uma sacola com um tablete de maconha, dois pedaços maiores da droga e outras porções.
Suspeito indica endereço
Questionado sobre a procedência do entorpecente, o motociclista relatou aos policiais que havia buscado a droga em uma residência utilizada, segundo ele, para armazenar os entorpecentes. O material seria levado até Santa Carmem para ser entregue.
Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão. Em seguida, os policiais foram até o endereço indicado por ele e localizaram um segundo suspeito.
O homem que estava na residência não ofereceu resistência à abordagem e também foi detido.
Durante as buscas no imóvel, foram encontrados mais nove tabletes e porções de maconha, além de porções de cocaína. Os policiais também apreenderam três balanças de precisão, que seriam utilizadas para pesagem dos entorpecentes.
Os dois suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Sinop, onde a ocorrência foi registrada e os procedimentos legais foram adotados.
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