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FLÁVIO EM MT

Flávio visita MT e sinaliza aproximação com grupo de Mauro

Presidenciável participa de agenda com indígenas Haliti-Paresi e produtores rurais, enquanto ausência de lideranças do PL chama atenção

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POLÍTICA

Reprodução

O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), desembarca em Mato Grosso nesta segunda-feira (31) para uma agenda voltada ao agronegócio e à produção desenvolvida pelos povos indígenas Haliti-Paresi, em Campo Novo do Parecis (a 400 km de Cuiabá).

Além de conhecer as atividades agrícolas realizadas nas terras indígenas, com destaque para o cultivo de soja e arroz, o presidenciável terá encontros com produtores, famílias e lideranças das comunidades.

Um dos aspectos que chama atenção na visita é a presença do empresário Cidinho Santos ao lado de Flávio. Primeiro suplente do ex-governador Mauro Mendes (União) na disputa pelo Senado, Cidinho possui forte ligação com o setor produtivo e mantém trânsito entre representantes do agronegócio mato-grossense.

Também acompanham a agenda o candidato a deputado federal Tiago Boava e o senador José Medeiros (PL), um dos principais aliados da família Bolsonaro em Mato Grosso.

A presença de Cidinho ao lado do presidenciável ocorre em um momento de intensa movimentação entre grupos da direita no Estado. Flávio não realiza a agenda desta segunda-feira acompanhado de algumas das principais lideranças do PL que disputam espaço no cenário estadual, entre elas o senador Wellington Fagundes e o empresário Odílio Balbinotti.

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A aproximação com Cidinho ganha, portanto, contornos que ultrapassam a pauta relacionada à produção indígena. Confirmado em agosto como primeiro suplente de Mauro Mendes, o empresário representa uma conexão direta com o grupo político que tem como principais nomes o ex-governador e o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Produção indígena

A visita aos Haliti-Paresi também faz parte da estratégia de Flávio de ampliar o diálogo com o setor agropecuário e conhecer experiências de produção desenvolvidas por comunidades indígenas.

A comunidade se destaca pelo cultivo de grãos, especialmente soja e arroz, em áreas indígenas. A proposta da agenda é apresentar ao presidenciável um modelo que alia atividade econômica, geração de renda e preservação das tradições culturais.

Disputa pela direita

A composição da agenda também evidencia as diferentes articulações que começam a se formar para as eleições de 2026 em Mato Grosso.

De um lado, Flávio amplia o diálogo com produtores e lideranças indígenas. De outro, a presença de Cidinho em sua comitiva aproxima o presidenciável do grupo ligado a Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, que possui interesses próprios na disputa estadual.

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No cenário atual, Pivetta e Wellington Fagundes aparecem como adversários na corrida pelo Governo de Mato Grosso, enquanto diferentes grupos da direita buscam consolidar alianças para a eleição.

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POLÍTICA

Natasha recebe R$ 4,5 milhões do PSD e lidera arrecadação

Pivetta declarou R$ 1,7 milhão em receitas, enquanto Wellington Fagundes já soma R$ 5,4 milhões para disputar o Governo de Mato Grosso

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A candidata do PSD ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko, recebeu R$ 4,5 milhões do diretório nacional do partido para financiar sua campanha eleitoral. O repasse consta na prestação de contas disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do sistema DivulgaCand.

Além dos recursos provenientes do fundo eleitoral, a médica declarou outros R$ 52 mil em receitas, referentes a recursos próprios destinados à campanha.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição, também recebeu dinheiro do fundo eleitoral, mas em valor significativamente menor. Até o momento, foram destinados R$ 1 milhão à campanha.

Com os recursos do fundo eleitoral, o candidato declarou ainda R$ 500 mil em autofinanciamento e doações de apoiadores. Entre os doadores estão Osmar Ribeiro Mello e Adecrescio Pedro de Aguiar, que contribuíram com R$ 100 mil cada. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, destinou R$ 50 mil.

Ao todo, a campanha de Pivetta registra R$ 1,7 milhão em receitas declaradas.

Wellington lidera

Entre os candidatos ao Palácio Paiaguás, quem aparece até agora com o maior volume de recursos declarados é o senador Wellington Fagundes (PL).

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O candidato recebeu R$ 4,8 milhões do diretório nacional do Partido Liberal, comandado por Valdemar Costa Neto. O diretório estadual da sigla, presidido por Ananias Filho, acrescentou outros R$ 240 mil.

Com os demais recursos declarados, Wellington já contabiliza R$ 5,4 milhões em receitas para a campanha.

O limite de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral para os candidatos ao Governo de Mato Grosso no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões.

Os valores podem sofrer alterações conforme novas receitas e despesas sejam declaradas e atualizadas no sistema oficial da Justiça Eleitoral.

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