FIDELIDADE APÓS CONVENÇÕES
Wellington minimiza apoio de prefeitos do PL à Pivetta
Segundo o senador, a definição oficial das candidaturas ainda depende das convenções e, até lá, não há motivo para cobrança de fidelidade
POLÍTICA
O senador Wellington Fagundes (PL), que tenta consolidar sua pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, minimizou nesta sexta-feira (3) a declaração de apoio de prefeitos filiados ao Partido Liberal ao projeto eleitoral do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo o parlamentar, a definição oficial das candidaturas ainda depende das convenções partidárias e, até lá, não há motivo para cobrança de fidelidade política.
A manifestação ocorre após o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL), anunciar apoio à pré-candidatura de Pivetta ao Palácio Paiaguás. Antes dele, os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis, também declararam alinhamento ao projeto do atual governador, mesmo com o PL mantendo Wellington como pré-candidato ao Governo do Estado.
Questionado se a movimentação dos prefeitos enfraquece sua pré-campanha, Wellington afirmou que o período ainda é de articulações e destacou que os gestores municipais têm a obrigação de buscar recursos para suas cidades, independentemente de disputas eleitorais.
“Nós teremos as convenções do dia 15 ao dia 5 de agosto. Daqui até lá não existe candidato. Ontem foi o último prazo para que o governo pudesse fazer os convênios. Eu penso que é obrigação de todos os prefeitos buscar recursos”, declarou.
O senador citou como exemplo o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, que recentemente esteve em seu gabinete em Brasília.
“Eu vou exemplificar o prefeito Pia, do PL. Ele esteve no meu gabinete há 15 dias, gravou agradecendo os recursos alocados pelo senador Wellington Fagundes. E depois ele foi ao Palácio buscar também mais recursos”, afirmou.
Para Wellington, somente após a realização das convenções os partidos poderão exigir alinhamento político de seus filiados.
“Até o dia da convenção não tem candidatos. Depois das convenções é que os partidos poderão cobrar fidelidade”, completou.
POLÍTICA
Suspeita de sedação indevida leva à prisão de marido de paciente
Mulher apresentava evolução clínica e tinha previsão de receber alta nos dias seguintes, mas quadro piorou após cuidados do marido
Um homem de 49 anos foi preso nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa enquanto ela estava internada em um hospital. Segundo a Polícia Civil, ele teria administrado medicamentos sedativos sem autorização médica para agravar o quadro clínico da vítima e impedir sua recuperação.
O caso passou a ser investigado após profissionais da unidade de saúde perceberem uma mudança repentina no estado da paciente. De acordo com a investigação, a mulher apresentava evolução clínica satisfatória e tinha previsão de receber alta nos dias seguintes, mas seu quadro piorou depois de permanecer sob os cuidados exclusivos do marido.
As suspeitas aumentaram quando o homem foi visto manipulando o soro intravenoso da esposa, retirando e recolocando o equipamento durante a internação.
A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou uma investigação que incluiu depoimentos, apreensão de materiais para perícia e exames laboratoriais. Os primeiros resultados apontaram a presença de substâncias com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a suspeita de que ela teria recebido medicação de forma indevida.
Com base nas provas reunidas, a Vara Única de Guarantã do Norte decretou a prisão preventiva do investigado por tentativa de feminicídio. A ordem judicial foi cumprida nesta sexta-feira por policiais da delegacia do município.
Além da prisão, a Justiça também concedeu medidas protetivas em favor da vítima.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar outros elementos que possam reforçar a responsabilização do suspeito.
O delegado Mauro Apoitia destacou que muitos casos de violência contra a mulher chegam ao conhecimento da polícia por meio de denúncias de familiares, testemunhas ou profissionais da saúde, especialmente quando a vítima não tem condições de pedir ajuda.
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