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CORRUPÇÃO

MP apura fraudes em licitações e afasta servidores públicos

Mandados foram cumpridos em Cuiabá e Campo Verde durante a segunda fase da Operação Gomorra, que investiga irregularidades em contratos

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POLÍTICA

As medidas foram cumpridas em Cuiabá e Campo Verde e atingem tanto agentes públicos quanto particulares

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a segunda fase da Operação Gomorra para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos firmados com a administração pública. A Justiça determinou o afastamento de servidores públicos, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos telemático e fiscal e bloqueio de bens dos investigados.

As medidas foram cumpridas em Cuiabá e Campo Verde e atingem tanto agentes públicos quanto particulares suspeitos de envolvimento nas irregularidades.

Em Cuiabá, as equipes estiveram em residências e empresas ligadas aos investigados. Já em Campo Verde, as diligências incluíram a sede da Prefeitura e as casas de dois servidores públicos que são alvos da investigação.

Segundo o Ministério Público, a nova fase da operação busca reunir provas para esclarecer a atuação dos investigados e verificar a existência de fraudes em procedimentos licitatórios e na execução de contratos administrativos.

A ofensiva foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Até o momento, o Ministério Público não divulgou a identidade dos investigados nem detalhes sobre os contratos que estão sob apuração. As investigações seguem em andamento.

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POLÍTICA

Mauro rebate investigação e fala em “fábrica de fake news”

Ex-governador nega favorecimento ao Banco Master, diz que credenciamento seguiu a legalidade e afirma ser alvo de adversários políticos

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O ex-governador disse não se opor às investigações, desde que sejam conduzidas de forma técnica

Um dia após vir a público a informação de que é alvo de uma investigação sigilosa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o credenciamento do Banco Master para operar o programa Credcesta em Mato Grosso, o ex-governador Mauro Mendes (União) divulgou um vídeo nas redes sociais em que nega qualquer irregularidade, atribui o caso a uma “fábrica de fake news” e afirma ser alvo de uma articulação política para desgastar sua imagem após o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado.

Na gravação publicada na noite desta quarta-feira (25), Mauro sustenta que o credenciamento do Banco Master ocorreu dentro das normas estabelecidas pelo Estado e afirma que a instituição financeira foi apenas uma entre as 24 habilitadas para oferecer o cartão-benefício aos servidores públicos estaduais.

“O Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar. Quando ele entrou, já havia outros quatro bancos autorizados a prestar esse serviço. Onde está o favorecimento?”, questionou.

A investigação, revelada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Metrópoles, foi instaurada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tramita sob sigilo no STJ. A apuração busca esclarecer se houve favorecimento ao Banco Master no credenciamento do Credcesta, programa de crédito consignado voltado aos servidores estaduais.

Segundo Mauro, a criação da margem consignável adicional de 10% ocorreu em 2023 por iniciativa da Assembleia Legislativa e foi regulamentada dentro da legalidade. Ele também afirmou que programas semelhantes já existiam em diversos estados brasileiros.

O ex-governador disse não se opor às investigações, desde que sejam conduzidas de forma técnica.

“Se a investigação for séria, pode fazer. Não tem problema nenhum. Os atos de credenciamento foram corretos e praticados por servidores públicos de carreira, que estão lá para esclarecer qualquer dúvida.”

Além de negar irregularidades, Mauro levantou suspeitas sobre a motivação da divulgação do caso. Sem apresentar provas, afirmou ter ouvido “nos bastidores da política” que um ex-governador, também pré-candidato ao Senado e ex-integrante do Ministério Público Federal, estaria utilizando influência em Brasília para tentar provocar investigações que prejudiquem sua candidatura.

O ex-governador também voltou a citar uma operação realizada em 2014, quando era prefeito de Cuiabá. Segundo ele, a inclusão de sua residência em uma ação de busca e apreensão lhe causou prejuízos políticos, embora o procedimento tenha sido posteriormente arquivado.

“Estão tentando aplicar o mesmo golpe novamente para me prejudicar. O comitê da maldade e das fake news está muito bem organizado em Mato Grosso e também em Brasília”, declarou.

A investigação no STJ apura o processo de credenciamento do Banco Master para operar o Credcesta em Mato Grosso. Conforme as reportagens de O Globo e Metrópoles, o procedimento analisa a rapidez do trâmite administrativo que autorizou a instituição a oferecer o serviço aos servidores estaduais, além das circunstâncias envolvendo a criação da modalidade de crédito consignado em 2023. Até o momento, não há acusação formal contra Mauro Mendes, e o procedimento permanece em fase de investigação sob sigilo.

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