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SAÚDE

Em Grajaú (SP), Padilha acompanha vacinação contra o sarampo e visita hospital de referência em traumato-ortopedia

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou neste sábado (15), em Grajaú (SP), a vacinação contra o sarampo na AMA UBS Jardim Castro Alves. A ação ocorre diante da identificação de casos relacionados à importação do vírus em algumas regiões do estado. Para reforçar a resposta, o Ministério da Saúde destinou 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para o reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo. Durante a agenda, o ministro também realizou visita técnica ao Hospital do Grajaú, unidade de alta complexidade em traumato-ortopedia.

Entre junho e julho de 2026, foram confirmados 21 casos de sarampo em São Paulo: 18 no município de São Paulo, um em Guarulhos e dois em São Bernardo do Campo.

A vacinação é a principal medida para prevenir a circulação e a transmissão do sarampo. Nos municípios destacados, incluindo a capital São Paulo, o Ministério da Saúde ampliou temporariamente a estratégia de vacinação, com orientação para a imunização de pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme as recomendações específicas para cada faixa etária e o histórico vacinal.

“O Brasil é um país que reconquistou o seu certificado de país livre do sarampo em 2024. Em 2025 nós chegamos a ter 38 casos importados no Brasil que só não viraram surtos no Brasil por conta de toda a mobilização do SUS, do enfrentamento de desinformação sobre vacinas e conscientização de todos. Em 2019, quando começou um surto assim, tivemos 20 mil casos da doença. Hoje, nosso esforço é para repetir o que fizemos em 2025, para conter esses casos importados, que tem cepas que circularam nos EUA e no Canadá. Com essa ação forte do SUS, de vacinar e orientar pessoas, vamos vencer essa batalha de novo e manter o país sem sarampo”, pontua o ministro.

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Para crianças de 6 a 11 meses, a dose aplicada durante a estratégia é considerada dose zero e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses. Para as demais idades, os profissionais de saúde verificam a necessidade de vacinação de acordo com a faixa etária e a situação vacinal de cada pessoa.

No Brasil, em 2026, até o momento, há registro de 24 casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Campanha de multivacinação

Durante a Campanha de Multivacinação, realizada em todo o país até 1º de setembro, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada. A ação é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos e permite a conferência e atualização das vacinas pendentes na caderneta de vacinação, incluindo a tríplice viral. Pais e responsáveis devem levar esse público a uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal e receber as doses indicadas.

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Este ano, a campanha traz uma novidade: a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação. O Dia D de Mobilização Nacional será realizado em 22 de agosto, com ações de vacinação em todo o país.

Visita técnica ao Hospital de Grajaú

Durante a agenda, o ministro também visitou o Hospital de Grajaú, unidade de referência para atendimento de alta complexidade em traumato-ortopedia na região. A visita teve como objetivo acompanhar a estrutura e os serviços ofertados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Karyna Angel
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Fórum de Doenças Negligenciadas debate participação social e políticas públicas

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O 2º Fórum de Doenças Negligenciadas reuniu, neste sábado (15) em Brasília, representantes de instituições públicas, movimentos sociais, entidades da área da saúde e pessoas afetadas por doenças infecciosas e negligenciadas. O encontro integrou a programação de pré-evento do MEDTROP 2026, congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), e discutiu a participação social na formulação e no acompanhamento de políticas públicas referentes a doenças negligenciadas ou determinadas socialmente (que afetam principalmente pessoas em maior vulnerabilidade social), como tuberculose, malária, doença de Chagas etc.

A programação abordou os espaços de participação social, a atuação de lideranças e movimentos organizados e os caminhos para transformar demandas coletivas em propostas e encaminhamentos institucionais. Com o tema “Nada sobre nós sem nós: como lideranças transformam demandas sociais em políticas públicas”, uma das mesas discutiu a participação das pessoas afetadas por doenças negligenciadas na definição de prioridades e na construção de respostas institucionais.

Durante a mesa, Draurio Barreira, coordenador-executivo do programa Brasil Saudável e diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs do Ministério da Saúde, destacou que existem ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento para diferentes doenças, mas que persistem desigualdades no acesso aos serviços e tecnologias de saúde.

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“Não adianta ter tecnologia, diagnóstico e tratamento se eles não chegam a quem precisa. Temos ferramentas para avançar na eliminação dessas doenças, mas ainda precisamos superar as desigualdades para que elas cheguem a todas as pessoas”, afirmou.

Articulação

Gustavo Homero, médico infectologista e presidente da SBMT, ressaltou a importância da aproximação entre os diferentes segmentos envolvidos na resposta aos problemas de saúde. “São nesses espaços que garantimos a participação efetiva da sociedade nas decisões que afetam a comunidade e ajudamos a melhorar a saúde pública”, pontuou.

Draurio Barreira também destacou a importância da participação social na identificação de barreiras e na construção de respostas para as doenças negligenciadas.

“Temos conhecimento, temos tecnologias e temos uma sociedade civil organizada e participativa. O desafio é fazer com que esses recursos cheguem a todas as pessoas. A participação social é fundamental para identificar as barreiras e ajudar a construir caminhos para superá-las”, concluiu.

O evento contou com representantes da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Ministério da Saúde, do Programa Brasil Saudável, do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Comitê Técnico Interinstitucional Uma Só Saúde, do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas e do Movimento Nacional das Doenças Negligenciadas (MNDN).

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O Fórum antecedeu a programação principal do MEDTROP 2026, que acontece de 16 a 19 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo um público de cerca de 4000 pessoas.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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