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Leasing operacional avança no agronegócio e impulsiona modernização de máquinas agrícolas no Brasil
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O setor de máquinas agrícolas no Brasil tem registrado um avanço consistente na adoção do leasing operacional como alternativa estratégica à compra de equipamentos. Em um cenário de juros elevados e rápida evolução tecnológica, produtores e empresas do agronegócio têm priorizado modelos que privilegiam o uso dos ativos, em detrimento da posse.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) indicam que o segmento de leasing de bens de capital vem demonstrando resiliência e crescimento contínuo. O movimento reflete uma mudança de mentalidade no campo, com foco crescente em eficiência operacional, gestão de caixa e atualização tecnológica.
Preservação de capital e maior eficiência financeira
A adoção do leasing operacional permite que produtores evitem altos desembolsos iniciais na aquisição de máquinas, transformando o investimento em despesa operacional. Essa estratégia contribui para a preservação de capital e amplia a capacidade de investimento direto na atividade produtiva.
Segundo especialistas do setor, o modelo também pode gerar benefícios fiscais relevantes, além de oferecer previsibilidade de custos ao longo do contrato. Esse conjunto de vantagens tem impulsionado a adesão, especialmente em momentos de maior pressão financeira.
Renovação tecnológica e aumento da produtividade
A modernização constante da frota agrícola é outro fator determinante para a expansão do leasing no campo. Equipamentos como tratores, colheitadeiras e máquinas florestais incorporam, cada vez mais, tecnologias avançadas — como sensores inteligentes, sistemas de aplicação de precisão e monitoramento em tempo real.
Esse avanço tecnológico, embora aumente a produtividade, também reduz o ciclo de vida econômico das máquinas. Nesse contexto, contratos de leasing com duração entre 36 e 60 meses permitem a substituição programada dos equipamentos, evitando a obsolescência e mantendo a competitividade das operações.
Flexibilidade alinhada à realidade do campo
Outro diferencial relevante do leasing operacional é a possibilidade de personalização dos contratos conforme a sazonalidade do agronegócio. As estruturas podem incluir períodos de carência e cronogramas de pagamento ajustados ao ciclo produtivo, como safra e entressafra.
Essa flexibilidade contribui para uma gestão financeira mais eficiente e alinhada à realidade do produtor rural, reduzindo riscos e melhorando o planejamento de fluxo de caixa.
Sustentabilidade impulsiona demanda por novas tecnologias
A agenda ambiental também tem influenciado a expansão do leasing no agronegócio. Há uma crescente demanda por equipamentos mais eficientes do ponto de vista energético, incluindo máquinas híbridas e elétricas, alinhadas às metas de redução de emissões e compromissos ESG do setor.
Nesse cenário, o leasing se apresenta como uma ferramenta estratégica para viabilizar a adoção de tecnologias mais sustentáveis sem comprometer o capital das empresas.
Perspectivas positivas para o mercado
Mesmo com a oferta de crédito subsidiado no agronegócio, o leasing operacional tem ampliado sua participação ao oferecer vantagens competitivas adicionais, como otimização do fluxo de caixa, previsibilidade financeira e potencial de redução de custos ao longo do ciclo contratual.
A expectativa do mercado é de continuidade desse crescimento, impulsionado pela necessidade de equilibrar produtividade, inovação e sustentabilidade nas operações agrícolas. O Brasil, como um dos principais players globais do agronegócio, desponta como um mercado de alto potencial para soluções financeiras mais flexíveis e orientadas ao uso.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito emergencial do Governo de SP libera R$ 5 milhões para produtores afetados por chuvas em Ibiúna e Piedade
O Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de uma linha de crédito emergencial de R$ 5 milhões para apoiar produtores rurais atingidos pelas fortes chuvas que impactaram os municípios de Ibiúna e Piedade no último dia 18 de abril. A iniciativa é coordenada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
A medida tem como foco principal a recuperação rápida das atividades agrícolas, especialmente nas áreas de hortaliças, fortemente afetadas pelo excesso de chuvas. Cada produtor poderá acessar até R$ 50 mil, com taxa de juros de 3% ao ano, em condições facilitadas para estimular o replantio e a retomada da produção.
Apoio imediato ao produtor rural
A liberação do crédito emergencial integra um pacote de ações do governo estadual para mitigar os impactos causados pelo evento climático. A iniciativa busca assegurar a continuidade do abastecimento e reduzir os prejuízos econômicos nas regiões atingidas.
De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo, mais de 700 famílias foram afetadas pelas chuvas nas duas cidades. Em resposta, equipes estaduais atuaram em conjunto com as prefeituras para prestar assistência emergencial, incluindo a distribuição de kits de higiene, limpeza, dormitório, além de cestas básicas e lonas.
Levantamento técnico aponta perdas significativas
Logo após as chuvas, equipes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), por meio da regional de Sorocaba, realizaram levantamentos em campo para mensurar os danos nas propriedades rurais.
Os dados preliminares indicam que as perdas se concentraram principalmente na produção de hortaliças, com variações conforme o tamanho das áreas e o estágio das lavouras. Em propriedades menores, foram registrados casos de perda total, enquanto áreas médias apresentaram danos expressivos.
O diagnóstico também revelou prejuízos em diferentes fases do ciclo produtivo, o que reforça a necessidade de medidas rápidas para viabilizar o replantio e evitar desabastecimento.
Governo reforça atuação junto aos municípios
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, esteve em Ibiúna para acompanhar de perto a situação dos produtores atingidos. Durante a visita, ele esteve na propriedade do agricultor Alexandre Antonio de Almeida, no bairro Colégio, onde avaliou os impactos e discutiu ações emergenciais.
Segundo o secretário, o objetivo é garantir agilidade no apoio ao setor produtivo. “Estamos mobilizando instrumentos rápidos para apoiar a recuperação das lavouras. É um trabalho conjunto com os municípios para restabelecer a atividade agrícola o mais breve possível”, afirmou.
Regiões estratégicas para o abastecimento
Ibiúna e Piedade são reconhecidas como importantes polos agrícolas do Estado de São Paulo, com forte atuação na produção de hortaliças, frutas e flores.
O município de Piedade se destaca nacionalmente, sendo responsável por cerca de 90% da produção brasileira de alcachofra. Já Ibiúna figura entre os principais municípios do estado no setor agropecuário, com destaque no ranking do programa Município Agro, que incentiva políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
A liberação do crédito emergencial reforça a importância dessas regiões para a segurança alimentar e para a economia paulista, garantindo condições para a rápida retomada da produção agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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