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Peixes ornamentais: Aeroporto de Guarulhos concentra 95,5% das licenças de exportação
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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com representantes do setor da Aquariofilia nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Entre as ações destacadas está o Projeto Aqua Brasil, que é uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “Criamos esse projeto direcionado para dar visibilidade à cadeia de ornamentais, olhando para o pequeno produtor que está na lida diária, cultivando e capturando esses peixes ornamentais. Também com um olhar especial para as exportações. O pescado para fins de ornamentação e aquariofilia tem alcançado outros países”, destacou. A meta de crescimento das exportações do setor com o projeto era de 6%. O crescimento alcançado em 2025 foi de 10,5%. Valor exportado em 2025: US$ 4,49 milhões.
São Paulo é o terceiro maior estado em número de empresas exportadoras. Concentra 12,1% das empresas brasileiras do segmento de organismos aquáticos ornamentais. Especificamente, o Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra 95,5% das Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) de exportação emitidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Dados do Projeto Aqua Brasil
Visa promover a excelência de empresas brasileiras do setor da Aquariofilia com foco na expansão e qualificação no comércio internacional de organismos aquáticos ornamentais.
- 60 empresas participantes;
- 28 empresas capacitadas para exportação;
- Aproximadamente 47% das empresas capacitadas;
- 19 palestras técnicas gravadas;
- Plataforma exclusiva de capacitação.
Como parte do projeto, em 2025, foi criado o primeiro painel setorial brasileiro de peixes ornamentais com integração de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), do MPA e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Edipo Araujo também participou da feira Pet South America e de reuniões com representantes da Associação Brasileira de Lojas de Aquariofilia (ABLA). No sábado (15), também estão previstas as visitas ao evento Reef Day Brasil Aquarium Expo e participação na abertura da 2ª Assembleia do Instituto Nacional de Aquarismo (INA).
Ana Célia Costa
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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Carne bovina de MT movimenta US$ 2,4 bilhões em 88 países
Exportações cresceram em comparação com 2025, com China, Estados Unidos e Chile entre os principais destinos da produção mato-grossense
A carne bovina produzida em Mato Grosso ampliou sua presença no mercado internacional no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os frigoríficos do Estado exportaram a proteína para 88 países, gerando uma receita de US$ 2,4 bilhões, com preço médio de US$ 6,1 mil por tonelada.
No mesmo período de 2025, a carne bovina mato-grossense havia sido comercializada para 77 países, com faturamento de US$ 1,47 bilhão e preço médio de US$ 5,1 mil por tonelada. Os números mostram avanço tanto na quantidade de mercados atendidos quanto no valor obtido pelas exportações.
A maior parte da produção destinada ao exterior foi escoada pelos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP). A China permaneceu como principal mercado comprador da carne bovina de Mato Grosso, com a aquisição de 282,4 mil toneladas no primeiro semestre.
Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 41 mil toneladas, e o Chile, que importou 31 mil toneladas da proteína produzida no Estado.
O grupo dos dez principais destinos também inclui Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos (Holanda). Juntos, esses mercados representam uma parcela significativa das vendas externas realizadas pela indústria frigorífica mato-grossense.
Além dos grandes compradores, a carne produzida em Mato Grosso alcançou mercados de menor volume, ampliando a diversificação das exportações. Entre os destinos estão Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a ampliação do número de países compradores fortalece a competitividade da cadeia produtiva.
“A diversificação dos destinos das exportações é um fator estratégico para a competitividade da pecuária mato-grossense. Quanto maior o número de mercados compradores, menor é a exposição da cadeia produtiva a oscilações econômicas”, avalia.
Segundo Andrade, a pulverização dos mercados também contribui para dar maior previsibilidade à indústria e aos pecuaristas, além de abrir espaço para a comercialização em nichos que podem oferecer melhor remuneração pela qualidade da carne.
O desempenho no primeiro semestre reforça a posição de Mato Grosso como um dos principais polos da produção pecuária brasileira e evidencia o avanço da indústria frigorífica estadual na conquista e manutenção de mercados internacionais.
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