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Rabobank projeta dólar a R$ 5,35 em 2026 e alerta para riscos externos e fiscais no Brasil

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O cenário econômico para o Brasil em 2026 deverá ser marcado por desafios tanto no ambiente doméstico quanto no mercado internacional. Em relatório divulgado nesta semana, o Rabobank avalia que a combinação de juros elevados nos Estados Unidos, incertezas fiscais no Brasil e menor atratividade do chamado carry trade poderá pressionar o real frente ao dólar ao longo dos próximos meses.

A instituição financeira projeta que a moeda norte-americana encerre 2026 cotada a R$ 5,35, acima dos níveis observados atualmente. A expectativa considera a redução gradual do diferencial entre os juros brasileiros e internacionais, além da possibilidade de fortalecimento global do dólar.

Cenário internacional preocupa mercados emergentes

Segundo a análise do Rabobank, os mercados continuam monitorando uma série de fatores capazes de influenciar o fluxo global de capitais.

Entre os principais riscos estão a possibilidade de cortes de juros mais limitados nos Estados Unidos, dúvidas sobre o ritmo de desaceleração das economias americana e chinesa, tensões geopolíticas e uma eventual elevação dos juros no Japão. Esses fatores tendem a reduzir o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Para o agronegócio, a movimentação cambial possui impacto direto sobre receitas de exportação, custos de insumos importados e formação de preços das commodities.

Inflação segue acima da meta e limita cortes mais agressivos da Selic

O Rabobank estima que a inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, encerre 2026 em 5,1%, permanecendo acima do centro da meta estabelecida pelo Banco Central. Para 2027, a projeção é de desaceleração para 4,1%.

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Em relação aos juros, a instituição projeta a taxa Selic em 13,25% ao final de 2026 e em 11,25% ao término de 2027. Apesar da expectativa de redução gradual, os juros continuarão em patamar elevado, refletindo a preocupação com a inflação e o equilíbrio das contas públicas.

Crescimento econômico deve perder força

As projeções indicam desaceleração da economia brasileira nos próximos anos. O Rabobank prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% em 2026, abaixo do potencial necessário para sustentar um ritmo mais forte de investimentos e geração de renda. Para 2027, a expectativa é de expansão de 2,4%.

O relatório destaca que as incertezas em torno da sustentabilidade do marco fiscal continuam sendo um dos principais fatores observados pelos investidores. A percepção de risco fiscal influencia diretamente o comportamento do câmbio, das taxas de juros e da disponibilidade de crédito para empresas e produtores rurais.

Commodities agrícolas apresentam comportamento misto

O levantamento também mostra desempenho heterogêneo entre as principais commodities exportadas pelo Brasil.

Na última semana analisada, os contratos internacionais da soja registraram alta de 0,9%, enquanto o milho avançou no mesmo percentual. O trigo apresentou valorização de 3,1%. Entre as proteínas, o boi gordo acumulou alta semanal de 2,3%.

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Já o café teve valorização de 5,7% no período, enquanto o algodão avançou 4,3%. Em sentido contrário, o açúcar recuou 0,7% e o suco de laranja caiu 5,2%.

Para os analistas, a volatilidade permanece elevada devido às incertezas econômicas globais, ao comportamento da demanda internacional e às perspectivas para as safras nos principais países produtores.

Agronegócio deve acompanhar câmbio, juros e demanda global

Para o setor agropecuário, os próximos meses exigirão atenção redobrada aos movimentos da economia internacional e da política monetária brasileira.

A combinação entre um dólar mais valorizado, juros ainda elevados e crescimento econômico moderado pode gerar efeitos distintos entre as cadeias produtivas. Enquanto exportadores tendem a ser beneficiados por um câmbio mais favorável, produtores dependentes de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros insumos importados poderão enfrentar custos mais elevados.

Diante desse cenário, o planejamento financeiro, a gestão de riscos e o acompanhamento dos mercados passam a ser fatores ainda mais relevantes para a competitividade do agronegócio brasileiro na safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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