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Painel sobre escuta cidadã e melhoria dos serviços públicos marca lançamento de novas ferramentas para ouvidorias
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A centralidade do cidadão na melhoria dos serviços públicos esteve no centro das discussões do Painel 5 do Seminário Internacional de Ouvidorias. Realizado pela Rede Nacional de Ouvidorias (Renouv) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o encontro reuniu especialistas e representantes de ouvidorias para debater como aprimorar mecanismos de escuta e transformar a experiência dos usuários em evidências para aperfeiçoar a gestão pública. Durante o painel, a Controladoria-Geral da União (CGU) realizou o lançamento de duas novas iniciativas voltadas ao avanço da atuação das ouvidorias: o AVALIA e a nova Plataforma do Conselho de Usuários de Serviços Públicos.
A atividade foi mediada pelo diretor de Proteção e Defesa do Usuário de Serviço Público da Ouvidoria-Geral da União (OGU/CGU), Leonardo Alamy Martins, e contou com a participação da ouvidora-geral de Brumadinho (MG), Amanda Ribeiro; do ouvidor-geral do município de Marechal Thaumaturgo (AC), Douglas da Silva Araújo; e do ouvidor-geral de Aracruz (ES) e presidente da Rede Municipal de Ouvidoria e Transparência, João Vitor Polesi dos Santos.
Ao longo do debate, os participantes compartilharam experiências e reflexões sobre o papel das ouvidorias na construção de políticas e serviços públicos mais aderentes às necessidades da população, destacando instrumentos que permitem transformar manifestações, participação e escuta qualificada em resultados para os cidadãos.
Foi nesse contexto que Leonardo Alamy anunciou o lançamento do AVALIA, nova iniciativa da OGU que utiliza inteligência artificial para ampliar o uso estratégico das

- O diretor de Proteção e Defesa do Usuário de Serviço Público da OGU, Leonardo Alamy Martins. Foto: Jaqueline Julia
manifestações registradas no Fala.BR. A solução desenvolvida transforma centenas de milhares de manifestações em conhecimento estruturado e organizado a respeito dos diversos serviços públicos prestados por órgãos e entidades, permitindo que o Estado aprimore esses serviços a partir das experiências relatadas pelos cidadãos.
Na sequência, também foi apresentada a nova Plataforma do Conselho de Usuários de Serviços Públicos. A atualização traz mudanças voltadas a ampliar o engajamento e qualificar o acompanhamento das contribuições dos cidadãos, com melhorias no ambiente de participação, aperfeiçoamento das informações sobre consultas e sugestões, novos status para acompanhamento das propostas e sistema de notificações aos conselheiros.
Para Leonardo Alamy, ao disponibilizar novas ferramentas para análise e participação, a CGU busca instrumentalizar as ouvidorias de modo a aumentar suas capacidades e consolidar a OGU como agente importante para cumprir este papel. “Enquanto órgão central, a Ouvidoria-Geral da União vem buscando fornecer recursos e condições para que as ouvidorias atuem com ainda mais competência técnica e visão estratégica, identificando problemas, compreendendo a experiência dos usuários e apoiando decisões mais aderentes às necessidades reais do cidadão”, afirmou.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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Novo PAC entrega extensão da Malha Norte e amplia capacidade ferroviária em Mato Grosso
Produtores de Mato Grosso passam a contar com mais uma rota ferroviária para o Porto de Santos (SP) com a entrega da primeira fase da extensão da Malha Norte, obra do Novo PAC que amplia a capacidade logística do estado. O empreendimento integra um dos principais eixos de expansão da malha ferroviária brasileira e combina a implantação de novos trechos de trilhos com a operação de um terminal de cargas no município de Dom Aquino (MT), ampliando a eficiência do transporte de grãos no Centro-Oeste.
Com investimentos superiores a R$ 5 bilhões nesta etapa, a obra inclui 160 quilômetros de novos trilhos e um terminal ferroviário na BR-070, em Dom Aquino (MT), com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. Durante sua execução, o projeto mobilizou mais de 65 empresas e gerou trabalho para mais de 5 mil profissionais.
“O Brasil, que era importador de alimentos há 70 anos, hoje está entre os três maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Para chegar aos portos, precisamos de ferrovia. Com melhor logística, vamos melhorar a nossa competitividade”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante a entrega do trecho ocorrida no último sábado (20).
Desenvolvida pela Rumo, a obra integra a estratégia do Novo PAC de ampliar a infraestrutura sobre trilhos e fortalecer corredores logísticos capazes de atender ao crescimento da produção nacional. Os recursos foram viabilizados por meio de financiamento da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e debêntures apoiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A primeira fase da extensão da Malha Norte compreende a implantação de um traçado ferroviário totalmente novo, aproximando os trilhos das regiões produtoras e aumentando a eficiência do transporte de cargas. O empreendimento também fortalece a integração entre diferentes modais logísticos, contribuindo para uma operação mais eficiente entre rodovias, ferrovias e portos.
Integrando a Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT), projeto que prevê 743 quilômetros de trilhos entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá. O traçado atravessa 16 municípios e amplia a conexão da produção mato-grossense à malha ferroviária nacional.
“O Novo PAC tem ampliado a capacidade de o Brasil investir em obras estruturantes que conectam regiões produtoras aos mercados consumidores e aos portos. A expansão da Malha Norte é um exemplo de como o programa contribui para aumentar a eficiência logística, atrair investimentos e criar condições para o desenvolvimento regional”, afirmou o secretário especial do Novo PAC, Roberto Garibe.
A entrega reforça o movimento de expansão da infraestrutura ferroviária brasileira, considerada estratégica para aumentar a competitividade do país, ampliar a capacidade de escoamento da produção e impulsionar o desenvolvimento econômico em diferentes regiões.
Fonte: Casa Civil
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