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Sucessão familiar fortalece produção artesanal de cachaça em Igarapé e garante legado de 43 anos
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A sucessão familiar tem garantido a continuidade de um legado de mais de quatro décadas na produção artesanal de cachaça em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tecnóloga em Gestão Ambiental Aline Alves Pereira decidiu mudar de carreira para retornar ao Sítio João Durval e assumir, ao lado da família, a gestão do alambique fundado há 43 anos por seu pai, João Alves Pereira.
A decisão foi motivada tanto pela necessidade de reforçar a mão de obra no empreendimento quanto pelo desejo de seguir um novo caminho profissional, contribuindo para preservar uma tradição que atravessa gerações.
Alambique nasceu da superação no campo
A história da marca começou quando João Alves Pereira enfrentou dificuldades na produção de hortaliças e decidiu investir na fabricação artesanal de cachaça.
O projeto contou com o apoio de seu pai, Durval, apreciador da bebida e inspiração para o nome da marca.
“Ele teve o apoio do meu avô Durval, que era um degustador de cachaça. Os dois montaram o negócio e, como forma de homenagear o patriarca da família, a cachaça recebeu o nome de Durvalina”, conta Aline.
Atualmente, mesmo aos 74 anos, João Alves continua participando ativamente de todas as etapas da produção.
Regularização amplia oportunidades para o negócio
Desde que ingressou oficialmente no empreendimento, em 2024, um dos principais desafios de Aline foi conduzir a regularização do alambique junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
O processo contou com acompanhamento técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais, tanto por meio do escritório local quanto da equipe técnica estadual, que prestou suporte durante as adequações estruturais, a regularização da unidade produtiva e a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
Segundo Aline, a conquista representa um marco para toda a família.
“A regularização é a concretização de todo o esforço dedicado. Seria impossível sem a dedicação de todos. É um misto de alívio, alegria e sensação de dever cumprido”, afirma.
Gestão familiar impulsiona qualidade da produção
Hoje, a administração do empreendimento é conduzida por Aline e sua irmã, Renata Alves Pereira. Enquanto elas respondem pela gestão administrativa e comercial, João Alves, um primo da família e um funcionário são responsáveis pelo cultivo da cana-de-açúcar e pela produção da bebida.
- O alambique produz duas variedades de cachaça artesanal:
- Cachaça branca, armazenada em barris de madeira de amendoim;
- Cachaça amarela, envelhecida em barris de amburana.
A comercialização concentra-se nos municípios de Igarapé, São Joaquim de Bicas e Juatuba, fortalecendo a economia regional e valorizando a produção artesanal mineira.
Mulheres ampliam protagonismo no meio rural
Para a extensionista Carolina Vilela Moreira, da Emater-MG, o caso da família representa um exemplo bem-sucedido de sucessão rural e integração entre diferentes gerações.
Segundo ela, o diálogo entre pai e filhas resultou em melhorias importantes na organização do processo produtivo, na modernização do alambique e na qualidade final da cachaça.
Além disso, a participação de Aline e Renata evidencia o crescimento da presença feminina na gestão dos empreendimentos rurais, contribuindo para a inovação, profissionalização e fortalecimento das agroindústrias familiares.
Perspectivas
Com a atividade regularizada e a nova geração assumindo papel estratégico na gestão, a expectativa é de ampliação das oportunidades comerciais para a Cachaça Durvalina. A formalização junto ao MAPA abre caminho para novos mercados, participação em feiras, fortalecimento da marca e agregação de valor ao produto.
Ao mesmo tempo, a sucessão familiar e o apoio técnico da Emater-MG reforçam a importância da profissionalização das agroindústrias rurais como instrumento de geração de renda, preservação de tradições e desenvolvimento sustentável da agricultura familiar em Minas Gerais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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No Piauí, Governo do Brasil lança aplicativo para modernizar o monitoramento pesqueiro
Em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) lança o protótipo do aplicativo PesqBR, nesta quinta-feira (02), em Luís Correia, a 349 km de Teresina (PI). A ferramenta foi desenvolvida para ampliar a geração de dados confiáveis sobre a atividade pesqueira.
O aplicativo permite que as informações da pesca sejam inseridas diretamente pelo celular. Vai contribuir com a reconstrução da estatística pesqueira, de modo que os dados possam refletir a realidade da vida dos pescadores e pescadoras artesanais. Além da entrega do protótipo a ser testado pelos pescadores do Piauí, também foram entregues a versão web do sistema, que será usada pelas colônias dos pescadores de cada município e computadores. O projeto ainda prevê a capacitação das colônias e dos pescadores para que possam usar o aplicativo para automonitoramento.
“O setor não pode ficar invisível. São das mãos das mulheres e dos homens trabalhadores que a gente coloca alimento de qualidade na nossa mesa”, declarou o ministro Edipo Araujo.
A secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, explicou os benefícios para os pescadores e pescadoras. Esses registros poderão servir como um dos comprovantes da atividade pesqueira no Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), facilitando a comprovação da atividade profissional e reduzindo a burocracia. “O próprio pescador passa a registrar sua produção, fortalecendo sua autonomia e contribuindo para um sistema mais moderno e transparente”, declarou.
Sobre o módulo específico para as colônias, Carolina esclareceu que “esses dados fortalecem a capacidade de planejamento das colônias e oferecem informações concretas para dialogar com prefeituras, governos estaduais, instituições financeiras e parceiros. Com dados confiáveis, fica muito mais fácil demonstrar a importância econômica da pesca local e buscar investimentos, como infraestrutura de beneficiamento, câmaras frigoríficas, equipamentos, projetos de comercialização, acesso ao crédito e outras iniciativas que fortaleçam a atividade pesqueira”.
Inicialmente, o protótipo será usado por 14.932 pescadores e pescadoras profissionais registrados, em 5 municípios piauienses: Luís Correia (6.574), Esperantina (761), Ilha Grande (3.223), São João do Piauí (177) e Buriti dos Lopes (4.197). A ideia é que o projeto seja expandido gradualmente para outras áreas do país, até se tornar o sistema oficial nacional para a coleta de dados da pesca. No Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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