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OCORRÊNCIA DOMÉSTICA

Incêndio atinge quarto de residência em Primavera do Leste

Bombeiros retiraram moradores do imóvel e controlaram as chamas; ninguém ficou ferido

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Uma residência foi atingida por um incêndio na tarde desta quarta-feira (17), no bairro Primavera III, em Primavera do Leste, a 243 quilômetros de Cuiabá. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta das 15h30, após receber informações sobre o incêndio em uma casa.

Ao chegarem ao local, os militares adotaram os procedimentos de segurança e retiraram os moradores que estavam no imóvel tentando conter as chamas com baldes de água. Em seguida, os bombeiros desligaram o padrão de energia elétrica e iniciaram o combate ao fogo.

Durante a ocorrência, foi identificado que o incêndio começou em um dos quartos da residência. As chamas destruíram uma cama e provocaram danos em parte da instalação elétrica do imóvel.

Depois de controlar o incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis pontos de calor que pudessem provocar uma nova ignição. A equipe também fez uma vistoria no espaço atingido.

Até o momento, não há informações sobre o que provocou o incêndio. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.

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Sindicato rural cobra investigação sobre queimada do ICMBio

Entidade afirma que atividade precisa ser esclarecida e defende que órgãos ambientais obedeçam às mesmas regras exigidas dos produtores

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O episódio também reacende a discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal

O Sindicato Rural de Poconé cobrou investigação sobre a ocorrência registrada na segunda-feira (7) em uma área próxima à base operacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Poconé. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, uma equipe do Corpo de Bombeiros identificou uma área com queima de madeira nas proximidades da estrutura do instituto e conduziu um servidor à Delegacia de Polícia Civil.

Posteriormente, o ICMBio informou que não houve detenção e esclareceu que a atividade tinha caráter preventivo, com queima controlada de resíduos vegetais provenientes da limpeza da área.

Diante das versões apresentadas, o Sindicato Rural defende, em nota à imprensa, que sejam esclarecidas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a natureza da atividade, eventual autorização, o local exato onde ocorreu a queima, os procedimentos adotados e os critérios técnicos e legais utilizados. A entidade afirma que não pretende antecipar qualquer julgamento sobre responsabilidades, mas considera necessária uma apuração imparcial e transparente.

Para o sindicato, o episódio também reacende uma discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal. A entidade afirma que pecuaristas que vivem na região enfrentam anualmente períodos de seca extrema e, em muitos casos, estão entre os primeiros a atuar no combate ao fogo.

“O setor produtivo não defende o uso irregular do fogo. Defende segurança jurídica, critérios técnicos objetivos, orientação adequada e igualdade de tratamento perante a lei”, afirma o Sindicato Rural de Poconé.

A entidade questiona ainda se os mesmos critérios e exigências aplicados aos produtores rurais para o uso do fogo também são observados em atividades de prevenção e manejo realizadas por órgãos ambientais dentro ou no entorno de unidades de conservação.

O sindicato cita como exemplo as exigências feitas aos produtores, como autorizações, procedimentos específicos, equipamentos, aceiros e registros, e defende que eventuais atividades de manejo do fogo realizadas por órgãos públicos também sejam submetidas a critérios técnicos e legais claros.

Além da investigação sobre o episódio, a entidade defende maior participação dos produtores rurais, sindicatos, comunidades locais, municípios, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e instituições de pesquisa na formulação das políticas de prevenção e combate aos incêndios.

Outro ponto levantado é a criação e ampliação de unidades de conservação no Pantanal, incluindo medidas relacionadas ao Parque Nacional do Pantanal e à Estação Ecológica de Taiamã. O sindicato afirma reconhecer a importância da conservação ambiental, mas sustenta que a ampliação das áreas protegidas deve ser acompanhada de estrutura, gestão, fiscalização e capacidade efetiva de prevenção e combate aos incêndios.

Ao final, a entidade defende que as políticas para o Pantanal sejam baseadas em ciência, diálogo e conhecimento local. Para o sindicato, o enfrentamento aos incêndios exige maior estrutura e integração entre os órgãos públicos, além de regras claras e fiscalização imparcial.

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