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INCÊNDIO NO PANTANAL

Sindicato rural cobra investigação sobre queimada do ICMBio

Entidade afirma que atividade precisa ser esclarecida e defende que órgãos ambientais obedeçam às mesmas regras exigidas dos produtores

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COTIDIANO

O episódio também reacende a discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal

O Sindicato Rural de Poconé cobrou investigação sobre a ocorrência registrada na segunda-feira (7) em uma área próxima à base operacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Poconé. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, uma equipe do Corpo de Bombeiros identificou uma área com queima de madeira nas proximidades da estrutura do instituto e conduziu um servidor à Delegacia de Polícia Civil.

Posteriormente, o ICMBio informou que não houve detenção e esclareceu que a atividade tinha caráter preventivo, com queima controlada de resíduos vegetais provenientes da limpeza da área.

Diante das versões apresentadas, o Sindicato Rural defende, em nota à imprensa, que sejam esclarecidas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a natureza da atividade, eventual autorização, o local exato onde ocorreu a queima, os procedimentos adotados e os critérios técnicos e legais utilizados. A entidade afirma que não pretende antecipar qualquer julgamento sobre responsabilidades, mas considera necessária uma apuração imparcial e transparente.

Para o sindicato, o episódio também reacende uma discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal. A entidade afirma que pecuaristas que vivem na região enfrentam anualmente períodos de seca extrema e, em muitos casos, estão entre os primeiros a atuar no combate ao fogo.

“O setor produtivo não defende o uso irregular do fogo. Defende segurança jurídica, critérios técnicos objetivos, orientação adequada e igualdade de tratamento perante a lei”, afirma o Sindicato Rural de Poconé.

A entidade questiona ainda se os mesmos critérios e exigências aplicados aos produtores rurais para o uso do fogo também são observados em atividades de prevenção e manejo realizadas por órgãos ambientais dentro ou no entorno de unidades de conservação.

O sindicato cita como exemplo as exigências feitas aos produtores, como autorizações, procedimentos específicos, equipamentos, aceiros e registros, e defende que eventuais atividades de manejo do fogo realizadas por órgãos públicos também sejam submetidas a critérios técnicos e legais claros.

Além da investigação sobre o episódio, a entidade defende maior participação dos produtores rurais, sindicatos, comunidades locais, municípios, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e instituições de pesquisa na formulação das políticas de prevenção e combate aos incêndios.

Outro ponto levantado é a criação e ampliação de unidades de conservação no Pantanal, incluindo medidas relacionadas ao Parque Nacional do Pantanal e à Estação Ecológica de Taiamã. O sindicato afirma reconhecer a importância da conservação ambiental, mas sustenta que a ampliação das áreas protegidas deve ser acompanhada de estrutura, gestão, fiscalização e capacidade efetiva de prevenção e combate aos incêndios.

Ao final, a entidade defende que as políticas para o Pantanal sejam baseadas em ciência, diálogo e conhecimento local. Para o sindicato, o enfrentamento aos incêndios exige maior estrutura e integração entre os órgãos públicos, além de regras claras e fiscalização imparcial.

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Sete crianças ingerem veneno de rato em escola de Cuiabá

Substância teria sido levada por um dos alunos; seis crianças estão estáveis e foram encaminhadas ao Centro Médico Infantil

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As crianças foram socorridas e encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Morada do Ouro

Sete crianças da Escola Municipal Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon precisaram de atendimento médico após ingerirem veneno de rato na manhã desta segunda-feira (10), em Cuiabá. A substância teria sido levada para a unidade escolar, localizada no bairro Alvorada, por um dos próprios alunos.

As crianças foram socorridas e encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Morada do Ouro, onde passaram por avaliação da equipe de pediatria e receberam os primeiros cuidados. Segundo a médica Géssica Fraga, diretora técnica da unidade, seis delas estavam conscientes, estáveis e sem manifestações mais preocupantes, apresentando apenas leve desconforto estomacal.

“Recebemos as crianças logo no primeiro período da manhã, trazidas pelos profissionais da escola. Pela história colhida, elas entraram em contato e ingeriram veneno de rato, que teria sido levado por uma das crianças. Foram prontamente atendidas pela nossa equipe de pediatria”, explicou a médica.

Após o atendimento inicial, as seis crianças em quadro estável foram encaminhadas ao Centro Médico Infantil (CMI), onde permanecem em observação e acompanhamento.

Uma das crianças, no entanto, apresentou sonolência e leve alteração no nível de consciência, exigindo atenção maior da equipe médica. Ela foi mantida inicialmente no box de emergência da UPA e posteriormente encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para acompanhamento especializado e monitoramento toxicológico.

Diante do caso, profissionais especializados em toxicologia foram acionados para orientar a condução do atendimento. Conforme Géssica Fraga, houve contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), inclusive com equipe de Brasília, além do suporte do serviço especializado do hospital municipal.

“Estamos com uma criança apresentando um pouco mais de sonolência, um leve rebaixamento. Ela já está no nosso box de emergência. A equipe do Ciatox foi acionada e prontamente nos atendeu, fazendo todas as orientações”, relatou.

As secretarias municipais de Educação e Saúde acompanharam a ocorrência e o encaminhamento dos estudantes às unidades médicas. Segundo a Prefeitura de Cuiabá, todas as sete crianças recebem assistência e estão fora de perigo.

O município informou ainda que não divulgará diagnósticos, procedimentos ou outros dados clínicos individualizados, em respeito ao sigilo médico e à privacidade dos alunos.

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