Educação
Cursos técnicos integram formação, esporte e cultura
Educação
Na semana em que se celebra o Dia do Estudante (11), o Ministério da Educação (MEC) preparou uma série de reportagens que abordam as mais diferentes temáticas que permeiam o campo da educação. Dessa vez, o tema destacado é a educação profissional e tecnológica (EPT), modalidade que busca garantir a formação integral do aluno, com ênfase nas diferentes dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia, mas também do esporte e da cultura. Dessa forma, o foco é que os estudantes se formem como indivíduos capazes de compreender, intervir e transformar a realidade em que vivem.
Nos cursos técnicos articulados ao ensino médio (integrados ou concomitantes), o jovem é formado na sala de aula, nos laboratórios e na biblioteca, mas também em atividades esportivas e culturais, que integram o currículo dos estudantes. Esse modelo é praxe na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual fazem parte os institutos federais, o Colégio Pedro II, os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e escolas técnicas vinculadas às universidades.
Atualmente com 23 anos e finalizando o bacharelado em engenharia de software no Instituto Federal de Goiás (IFG), Oscar Silva encontrou na instituição, ainda no curso técnico integrado ao ensino médio, as ferramentas e o suporte necessários para competir no para-tênis de mesa, esporte que praticava de forma lúdica com os amigos desde o ensino fundamental. Desde então, ele já conquistou mais de 50 medalhas, nacionais e internacionais, e ocupa a 6ª posição no ranking técnico da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), competindo na classe 2, destinada a cadeirantes que não possuem equilíbrio sentado.
“O ensino integral mudou minha perspectiva de ensino totalmente, porque me trouxe uma nova experiência incrível em que o ensino não era apenas focado nos estudos”, explicou Oscar. “Foi uma escola que não só me ensinou a passar no Enem, mas que me deu um universo de possibilidades e conhecimentos completamente diferentes. O para-tênis de mesa, por exemplo, veio como uma forma de atividade na educação física por meio do meu professor de apoio. O IFG me deu todo o suporte necessário para começar a competir e, já no meu primeiro ano, eu consegui representar a instituição nas Paralimpíadas Escolares.”
Já Maria Paula Mamede, de 16 anos, estudante do ensino médio integrado ao curso de alimentos do Campus Morrinhos do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), descobriu-se nas artes. Por meio de um projeto de protagonismo juvenil na unidade, ela conseguiu formar uma banda com os amigos. Para apoiar o projeto, o campus oferece o equipamento de som que os estudantes utilizam para tocar nos ensaios, realizados no anfiteatro da biblioteca.

- Maria Paula Mamede, estudante do ensino médio integrado ao curso de alimentos do Campus Morrinhos do IF Goiano, com sua banda de música
Maria Paula informou que, antes de entrar no IF Goiano, ela estudava em uma escola de ensino regular, e que, por isso, a mudança foi uma experiência bem diferente. “Além de ter uma formação mais completa, eu também tive acesso a novas oportunidades, projetos e atividades que me ajudaram a descobrir e desenvolver outros interesses. Eu conheci o pessoal da minha banda no instituto e o apoio do IF Goiano foi muito importante porque ele dá espaço para os alunos desenvolverem seus talentos e projetos. Para mim, foi muito especial poder unir a escola com uma coisa que eu amo, que é a música”, finalizou.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Grupo discute saúde e condições de trabalho docente
O Ministério da Educação (MEC) instituiu o grupo de trabalho (GT) sobre as condições de trabalho e saúde ocupacional do magistério na primeira infância. O objetivo é elaborar recomendações para o aprimoramento de políticas públicas relacionadas às condições de saúde desses profissionais. O colegiado foi instituído por meio da Portaria nº 725, de 13 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (14).
Com base em estudos, o GT reunirá e sistematizará evidências científicas para produzir recomendações que contribuam para o aprimoramento de políticas públicas relacionadas à saúde ocupacional, à ergonomia e às condições de trabalho dos profissionais que atuam na primeira infância.
O grupo será liderado pela Coordenação-Geral de Articulação Federativa da Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI) e será composto por representantes do MEC; do Conselho Nacional de Educação (CNE); da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME); da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais; do Instituto Rui Barbosa; da Associação Nacional dos Membros dos Tribunais de Contas; do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação; da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação; da Associação Nacional de Política e Administração da Educação; da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais de Educação; da Rede Nacional Primeira Infância; da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; do Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo; e do Fórum Nacional de Educação.
O prazo de duração do GT será de 120 dias, prorrogável uma única vez por até 30 dias. Ao final das atividades, o documento com as recomendações será apresentado ao subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância do MEC.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva
Fonte: Ministério da Educação
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