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2° Fórum Nacional de Gestores discute como recursos da Política Aldir Blanc vão fortalecer a cultura comunitária

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O fortalecimento da cultura feita nos territórios e comunidades de todo o Brasil ganhou o centro dos debates na 6ª Teia Nacional, que acontece em Aracruz (ES). Durante o 2º Fórum Nacional de Gestores Cultura Viva, participantes discutiram como os recursos da Política Nacional Aldir Blanc podem ser aplicados de forma mais simples e direta, garantindo que o dinheiro chegue de fato a quem faz cultura na ponta por meio de uma gestão compartilhada entre governo e sociedade.

Na abertura dos debates, o assessor-chefe de Cultura e Sociedade da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Thiago Sales, destacou o caráter formativo do Fórum e a importância do espaço como ambiente de construção coletiva. “Este encontro foi estruturado para ampliar o acesso às informações sobre a Cultura Viva e possibilitar a elaboração de encaminhamentos concretos, como uma carta de proposições pactuada entre gestores e sociedade civil”, afirmou.

Ao tratar do contexto nacional das políticas culturais, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius Rosa, destacou o caráter estruturante da Política Aldir Blanc como marco de uma nova fase do financiamento cultural no país. “Pela primeira vez, o Brasil conta com um fluxo contínuo de recursos para estados e municípios, fortalecendo o pacto federativo e descentralizando a execução das políticas culturais”.
Também ressaltou que a destinação de recursos para a Política Nacional de Cultura Viva representa um avanço estratégico, garantindo orçamento permanente para ações de base comunitária e ampliando o alcance da política nos territórios.

O diretor da Política Nacional de Cultura Viva do MinC, João Pontes, reforçou o caráter coletivo das conquistas recentes. Ele destacou que a vinculação de recursos da Aldir Blanc à Cultura Viva representa uma decisão estratégica para consolidar a política nos territórios. “Estamos falando de uma política que cresce em rede e que precisa ser fortalecida com qualidade, garantindo parâmetros e integração com outras políticas públicas”, pontuou.

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Qualificação da execução

A coordenadora-geral de Instrumentos Técnicos e Jurídicos do Ministério da Cultura, Laís Valente, apresentou os principais instrumentos de execução da política, destacando a adesão quase total dos entes federados. Ela ressaltou que a política alcançou níveis inéditos de participação no país. “Nenhuma outra política federativa com adesão voluntária conseguiu atingir esse nível de capilaridade”, afirmou, ao mencionar a adesão de praticamente todos os estados e municípios.

Laís também destacou os avanços na criação de ferramentas de monitoramento, transparência e no marco regulatório do fomento cultural, fundamentais para garantir segurança jurídica e qualificar a aplicação dos recursos.

Garantia de direitos e desafios dos municípios

A centralidade das ações afirmativas na política cultural e as realidades territoriais também estiveram entre os assuntos da mesa.

“Estamos diante da maior implementação de ações afirmativas já realizada em políticas culturais no Brasil, com incidência direta nos estados e municípios”, destacou a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Cultura, Mariana Braga.

Ela enfatizou ainda que as cotas são apenas um dos instrumentos e que é fundamental pensar as ações afirmativas de forma ampliada, considerando as realidades territoriais e a diversidade cultural brasileira.

Já o presidente da Rede Nacional de Gestores Municipais de Cultura e secretário de Cultura de Valença (BA), David Terra, trouxe a perspectiva dos pequenos municípios e destacou os desafios enfrentados na execução das políticas culturais.

Ele ressaltou a importância do fortalecimento do pacto federativo e da ampliação do acesso e dos recursos. “A gente precisa pensar uma política que alcance de forma justa os municípios, respeitando suas realidades, potencializando o que já existe nos territórios, pois o crescimento da política precisa vir acompanhado de investimentos proporcionais”, afirmou.

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Participação social

Representando a sociedade civil, a integrante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Célia do Pim, destacou a trajetória da Cultura Viva e a importância da construção em rede.

Ela chamou atenção para os desafios da atual etapa da política. “A gente precisa garantir que essa expansão aconteça com qualidade e que a Cultura Viva continue sendo uma política de articulação, participação e transformação nos territórios”, afirmou.

A plateia participou ativamente do debate, trazendo dúvidas, experiências e contribuições a partir das realidades locais.

Entre as falas, o secretário municipal de Cultura de Rio Verde (GO), Isaac Pires, destacou a transformação promovida pelas políticas culturais desde a Lei Aldir Blanc. “Quando eu vejo chegar a quase 100% de adesão dos municípios, isso mostra uma mudança cultural no reconhecimento da importância da cultura no país”, afirmou.

Ele também defendeu o fortalecimento institucional da cultura nos municípios. “É urgente criar secretarias de cultura nas cidades do interior. Quando a cultura fica subordinada a outras áreas, ela se enfraquece politicamente”, ressaltou.

As intervenções da plateia contribuíram para esclarecer dúvidas, compartilhar experiências e construir propostas concretas, que irão subsidiar a elaboração da Carta do 2º Fórum Nacional de Gestores e Gestoras da Cultura Viva.

Teia Nacional

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

Fonte: Ministério da Cultura

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Cooperativas das Rotas de Integração ganham espaço no principal fórum de impacto do Brasil

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Brasília (DF) – Com o objetivo de contribuir com debates voltados para construção de soluções sustentáveis viáveis para o Brasil, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) participa do principal fórum brasileiro dedicado à economia de impacto, o Impacta Mais 2026.

O evento, que acontece em São Paulo (SP) até quinta-feira (21), reúne três mil participantes, entre investidores, empresas e governos para discutir ações frente aos desafios socioambientais e produtivos do Brasil. A coordenadora-geral de Sistemas Produtivos e Inovadores do MIDR, Rita de Cácia Lima, e a chefe de gabinete do ministro Waldez Góes, Marilene Nascimento, representam o ministério no evento.

O MIDR apresentou resultados e debateu as estratégias do Programa Rotas de Integração Nacional. Segundo o secretário Nacional substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, participar de um fórum como o Impacta Mais 2026 é importante para que a estratégia Rotas de Integração Nacional ganhe ainda mais força.

“O fórum que o MIDR está participando foca no redesenho dos modelos de produção e governança sob a ótica da inclusão produtiva e do desenvolvimento territorial sustentável. Então se encaixa perfeitamente com a nossa visão sobre esse tema, pois trabalhamos com alguns pilares como governança, sustentabilidade e inclusão de produtores nas Rotas de Integração Nacional”, destacou Edgar Caetano.

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No evento, o MIDR participa do painel “O papel do Estado no Fomento aos Negócios de Impacto”, com o intuito de mostrar como a atuação estatal transforma produtores rurais em empresários estruturados; e da Feira de Negócios, um espaço dedicado para a exibição comercial, degustação e prospecção de mercado para produtos tradicionais de cooperativas do programa.

Parceria com o Mercado Livre

Como explica o secretário Edgar Caetano, a participação nas cooperativas foi viabilizada pela parceria entre o MIDR e o Mercado Livre. “Em um modelo de fomento conjunto voltado a dar tração mercadológica aos pequenos produtores, o Mercado Pago custeou integralmente a aquisição de 10 estandes individuais na Feira de Negócios de Impacto. Esse investimento privado garante infraestrutura completa, como montagem, desmontagem, ponto de energia e testeira personalizada com a identidade visual das Rotas para cooperativas que, de outra forma, enfrentariam barreiras financeiras de acesso a essa vitrine nacional”, completou.

As cooperativas que participam do fórum são:

  • Amazonbai (Rota do Açaí);
  • Cooperativa Biomais (Rota do Açaí);
  • Projeto Sururu (Conchas que Transformam);
  • IBA – Instituto Brasileiro de Apoio ao Desenvolvimento Econômico (Rota do Mel e Economia Verde);
  • Coopermata (Rota do Cacau);
  • COOPAFS (Sistemas Agroalimentares);
  • Seiva BR (Rota da Economia Circular e Moda);
  • Polo Aroeirinha /APPOG (Rota do Mel/Extrativismo);
  • Cooperativa Agroextrativista SER (Núcleo do Pequi/Cerrado);
  • Vinhos e Sucos Caper Ametista (Rota da Fruticultura).
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