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Brasil adere à Recomendação da OCDE sobre Integridade Pública
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O Brasil aderiu à Recomendação do Conselho da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre Integridade Pública, após a conclusão do processo de aprovação no âmbito da organização, em junho de 2026. A adesão representa um novo marco na aproximação do país com as melhores práticas internacionais de governança pública, prevenção à corrupção, gestão de riscos, transparência e aumento da confiança nas instituições.
A Recomendação da OCDE sobre Integridade Pública, adotada pelo Conselho da organização em 2017, estabelece um padrão internacional para apoiar governos na construção de sistemas de integridade pública coerentes, abrangentes e orientados por riscos. O instrumento propõe que os países avancem de políticas isoladas e reativas para uma abordagem integrada, baseada em evidências e voltada ao estabelecimento de uma cultura de integridade em todo o setor público e na sociedade.
A adesão brasileira está alinhada às iniciativas em curso no Governo Federal, em especial no âmbito da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pela coordenação de políticas de integridade pública, transparência, ouvidoria, prevenção à corrupção e aprimoramento dos mecanismos de controle interno. Entre as ações relacionadas à agenda estão o Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025-2027, o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação (SITAI), as assessorias em integridade, o apoio a estados e municípios e as iniciativas de promoção da integridade nos setores público e privado.
A aproximação do Brasil com o instrumento foi impulsionada pela Revisão de Integridade da OCDE sobre o Brasil 2025, que analisou o sistema brasileiro de integridade pública e apresentou recomendações para consolidar avanços, ampliar a coordenação institucional e ampliar a implementação de políticas públicas baseadas em evidências. O relatório reconheceu a existência de um arcabouço institucional relevante no país e apontou oportunidades para aprimorar a coerência, o monitoramento, a avaliação e a efetividade das ações de integridade.
A Recomendação da OCDE organiza seus 13 princípios em três grandes pilares:
- Construção de um sistema de integridade pública coerente e abrangente
O primeiro eixo trata da necessidade de compromisso político e gerencial de alto nível, definição clara de responsabilidades institucionais, desenvolvimento de estratégias baseadas em riscos e estabelecimento de padrões elevados de conduta para agentes públicos. A proposta é garantir que a integridade seja incorporada ao funcionamento regular da administração pública e não tratada apenas como resposta a casos isolados de corrupção ou má conduta.
- Promoção de uma cultura de integridade pública
O segundo eixo enfatiza a importância de lideranças comprometidas com a ética, de uma administração pública profissional e baseada no mérito, de capacitação contínua dos servidores e de ambientes organizacionais abertos ao diálogo, à orientação e ao relato de preocupações relacionadas à integridade. A Recomendação também destaca que a integridade pública é uma responsabilidade compartilhada, que envolve governo, empresas, organizações da sociedade civil e cidadãos.
- Garantia de responsabilização efetiva
O terceiro eixo aborda a necessidade de estruturas eficazes de controle interno, gestão de riscos, auditoria, fiscalização, aplicação de sanções, controle externo, transparência e participação social. A Recomendação propõe que os países aprimorem mecanismos capazes de prevenir, detectar e responder a violações de integridade, além de ampliar a abertura dos processos decisórios e a proteção contra riscos de captura por interesses privados.
Embora a adesão à Recomendação não crie obrigações legais diretas, ela sinaliza o compromisso do Brasil em atuar de acordo com parâmetros internacionais reconhecidos e em aprimorar continuamente suas políticas de integridade pública. O instrumento também reforça a participação do país em espaços técnicos da OCDE e contribui para o diálogo internacional sobre boa governança, prevenção da corrupção, transparência e fortalecimento democrático.
Com a adesão, o Brasil passa a integrar o grupo de países que reconhecem a integridade pública como elemento essencial para a qualidade das políticas públicas, a confiança social, a eficiência do Estado e a defesa do interesse público. A medida consolida a agenda brasileira de integridade como parte da estratégia institucional e de alinhamento às melhores práticas internacionais.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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Nem garoa nem frio: Governo do Brasil na Rua em São Bernardo do Campo levou cidadania para perto da Vila São Pedro
O apelido “Terra da Garoa”, da capital paulista, serviu como uma luva nesta quinta-feira (25) para a vizinha São Bernardo do Campo, onde foi realizada uma edição especial do Governo do Brasil na Rua na histórica comunidade da Vila São Pedro, bairro mais populoso da cidade.
Logo na abertura do evento, uma história do bem-sucedido programa de renegociação de dívidas Novo Desenrola Brasil. Kelli Fernanda Godoi subiu ao palco para a assinatura simbólica da renegociação da sua dívida de crédito rotativo, com um desconto de 90%. Em valores de hoje, a dívida de R$ 4.638,75 foi renegociada pelo valor de R$ 463,88 parcelada em duas vezes.
“Quando o Governo do Brasil fez o desenrola, foi para atender a Kelly aqui e todo mundo que precisa. E às vezes as pessoas estão precisando, mas não conhecem (a política pública) ou não sabem como acessar”, explicou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para ilustrar a importância do Governo do Brasil na Rua, iniciativa que aproxima serviços públicos da população.
Para Kelly, a renegociação foi uma oportunidade para se reorganizar. “So tenho a agradecer, não é fácil ter uma dívida, ficar pensando nela”, resumiu a beneficiária do Desenrola Brasil.
Telerretinografia – A telerretinografia foi uma das estrelas do Governo do Brasil na Rua em São Bernardo do Campo. Oferecido pelo SUS e disponível em cerca de 1.300 municípios, o exame registra imagens da retina e do nervo óptico, auxiliando na identificação precoce de alterações que podem comprometer a visão.
O segurança Lucas Melo e o metalúrgico Romeu Pereira fizeram o exame na feira da cidadania em São Bernardo e vão receber o resultado por e-mail, na tranquilidade de casa.

- Romeu Pereira (no alto) e Lucas Melo fizeram a teleretinografia na feira da cidadania em São Bernardo.
A analista de Saúde Digital do ministério da Saúde, Eliete Morais, explica que teleretinografia pode ser realizada por técnicos e enfermeiros treinados, o que facilita a ampliação de acesso ao procedimento. “Mas o laudo é sempre feito por um médico”, conta Eliete, que tem viajado para diversas partes do país acompanhado os atendimentos feitos durante o Governo do Brasil na Rua, iniciativa que vai passar por todos os estados brasileiros.

- Eliete Morais, do ministério da Saúde (à direita), Vinícus Mrad e Paula Pizzato do Datasus
“Nem sempre as pessoas têm acesso a esse exame, que diagnostica doenças que podem prevenir a cegueira, por exemplo, como a retinopatia diabética, o glaucoma, catarata”, explicou a secretária de Informação e Saúde Digital do ministério da Saúde, Ana Estela Haddad.
De acordo com a secretária, 12 diagnósticos que já haviam sido realizados no evento já receberam indicação de encaminhamento para oftalmologia. “Isso mostra a importância do Governo do Brasil na Rua para levar também a saúde para mais perto do povo”, afirmou.
FGTS – Atendimentos bancários da Caixa e do Banco do Brasil, além de programas sociais como Reforma Casa Brasil e Novo Desenrola, também fizeram parte da feira da cidadania em São Bernardo.
Acompanhado da esposa, Maria Valéria, e da neta Lorena, Antônio Almeida de Moura procurou o atendimento da Caixa Econômica Federal para dar entrada na liberação do FGTS por questões de saúde previstas na regra do fundo. Ele ficou sabendo do Governo do Brasil na Rua na Vila São Pedro por meio de mensagem no celular.
“Nós estamos terminando uma rodada do Governo do Brasil Rua e vamos completar na semana que vem os 27 estados do Brasil”, disse o ministro Guilherme Boulos, para resumir. “Governo não tem que ficar em gabinete, governo não tem que ficar em palácio, governo tem que ir até o povo”.
O Governo do Brasil na Rua é uma ação interministerial coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que reúne diversos órgãos federais e parceiros locais, que está passando por todas as unidades da federação.

- Cláudia Fernandes (à esquerda), ao lado da gerente executiva do INSS ABCD, Dulce Marin, obteve a pensão por morte do marido no Governo do Brasil na Rua em São Bernardo
Fonte: Secretaria-Geral
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