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Consea defende reajuste anual automático dos recursos do PNAE em audiência na Câmara dos Deputados
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Em defesa do reajuste anual automático dos recursos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) participou, nesta terça-feira (2), de audiência pública no plenário da Câmara dos Deputados, conduzida pelo deputado Padre João (PT-MG). A secretária-executiva do Consea, Marília Leão, representou o Consea.
A ausência de uma atualização periódica e automática dos valores repassados ao programa, que atualmente atende 40 milhões de estudantes da rede pública no país, expõe os recursos às variações inflacionárias. Como consequência, o poder de compra é reduzido, comprometendo a oferta de uma alimentação saudável e adequada aos estudantes.
Em sua fala, Marília destacou que o programa registrou avanços significativos, entre eles a reserva de recursos para aquisição de produtos oriundos da Agricultura Familiar e o reajuste de 55% desde 2023, início do 3º mandato do governo Lula. Contudo, ressaltou que diante das necessidades do programa, a correção ainda não é suficiente. “Não estamos falando em aumento do orçamento, mas de garantir que os recursos destinados ao programa não fiquem defasados diante da inflação”, afirmou.
A secretária destacou ainda que o Consea tem mantido diálogo político constante com diferentes órgãos do governo, tais como Ministério da Fazenda, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com o objetivo de promover o fortalecimento e o aprimoramento do programa e o reajuste anual indexado pelo IPCA – Alimentos e Bebidas. Ela também ressaltou a importância do envolvimento do Congresso na pauta.
Mariana Santarelli, do Observatório da Alimentação Escolar (OAE), também reforçou o caráter urgente da medida frente a volatilidade dos preços dos alimentos. “Vivemos um momento de muitas incertezas em relação ao preço dos alimentos, ainda mais nesse contexto de mudanças climáticas. Diante disso, precisamos proteger a alimentação escolar”, concluiu.
Também participaram da audiência pública, Maria Cavalcanti e Priscila Diniz, conselheiras do Consea que estavam representando respectivamente as organizações: Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável e ACT Promoção da Saúde.
A coordenadora-geral do PNAE, Karine Santos, explicou que o novo Plano Nacional de Educação (PNE) já prevê um mecanismo de reajuste para o programa e que o prazo estipulado para a implementação dessa estratégia é de 10 anos.
Ela salientou, no entanto, que a quantidade de projetos de lei voltados à garantia da viabilidade fiscal do programa ainda é insuficiente e que a articulação entre os diferentes atores é necessária para promover seu aperfeiçoamento. “Precisamos desse espaço de diálogo por vezes o Executivo propõe alterações e essa propostas acabam não avançando pela falta de apoio no congresso”, finalizou.
Fonte: Secretaria-Geral
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Ministério da Defesa coordena Conferência de Planejamento do Exercício Felino 2026
Brasília (DF), 10/6/2026 – Integração, interoperabilidade e prontidão operacional marcam a Conferência Principal de Planejamento do Exercício Felino 2026, realizada em Foz do Iguaçu (PR). A atividade, operação multinacional de cooperação militar no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é conduzida pelo Ministério da Defesa e ocorre de 8 a 12 de junho.
Participam do encontro representantes das Forças Armadas brasileiras – Marinha, Exército e Força Aérea, com o objetivo de definir os detalhes da operação conjunta.
Durante a conferência, estão sendo alinhados os aspectos operacionais, logísticos e doutrinários do exercício, previsto para agosto, no Brasil.
Nesta edição, a atividade é realizada no formato “Forças no Terreno”, que mobiliza tropas em campo para simular operações reais em cenários de missões de paz e ajuda humanitária, exigindo elevado nível de coordenação entre os participantes.
Segundo o Subchefe de Operações Internacionais do Ministério da Defesa, General de Divisão Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, a iniciativa reforça o papel do Brasil na cooperação internacional em Defesa e contribui para o preparo das Forças Armadas em diferentes cenários de emprego.
“Esta conferência preparatória reforça o nosso compromisso dentro da CPLP e evidencia a contribuição brasileira na cooperação internacional em defesa. Fortalece, também, nossa presença estratégica na América do Sul, além de manter adequado nível de adestramento para atuação em ações subsidiárias, como o apoio à Defesa Civil em caso de calamidade”, afirmou o General Nagy.

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O general ressaltou, ainda, a importância histórica da iniciativa. “Ao longo dos anos, o Exercício Felino consolidou-se como o principal instrumento de interoperabilidade militar da CPLP, permitindo a atuação coordenada e eficiente de forças de diferentes países em cenários operacionais complexos”, finalizou.
Exercício Felino
Realizado anualmente desde 2000, o Exercício Felino é a principal atividade militar conjunta da CPLP, com foco em operações de paz sob mandato internacional. O treinamento tem como objetivo capacitar militares e civis para atuarem em ambientes de conflito, com ênfase em proteção humanitária, estabilização e reconstrução.
Leia também:
Por Cel Magioli e Francisco Daniel Lima da Costa
Fotos: Divulgação
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
(61) 3312-4070
Fonte: Ministério da Defesa
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