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Ministério da Defesa coordena Conferência de Planejamento do Exercício Felino 2026
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Brasília (DF), 10/6/2026 – Integração, interoperabilidade e prontidão operacional marcam a Conferência Principal de Planejamento do Exercício Felino 2026, realizada em Foz do Iguaçu (PR). A atividade, operação multinacional de cooperação militar no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é conduzida pelo Ministério da Defesa e ocorre de 8 a 12 de junho.
Participam do encontro representantes das Forças Armadas brasileiras – Marinha, Exército e Força Aérea, com o objetivo de definir os detalhes da operação conjunta.
Durante a conferência, estão sendo alinhados os aspectos operacionais, logísticos e doutrinários do exercício, previsto para agosto, no Brasil.
Nesta edição, a atividade é realizada no formato “Forças no Terreno”, que mobiliza tropas em campo para simular operações reais em cenários de missões de paz e ajuda humanitária, exigindo elevado nível de coordenação entre os participantes.
Segundo o Subchefe de Operações Internacionais do Ministério da Defesa, General de Divisão Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, a iniciativa reforça o papel do Brasil na cooperação internacional em Defesa e contribui para o preparo das Forças Armadas em diferentes cenários de emprego.
“Esta conferência preparatória reforça o nosso compromisso dentro da CPLP e evidencia a contribuição brasileira na cooperação internacional em defesa. Fortalece, também, nossa presença estratégica na América do Sul, além de manter adequado nível de adestramento para atuação em ações subsidiárias, como o apoio à Defesa Civil em caso de calamidade”, afirmou o General Nagy.

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O general ressaltou, ainda, a importância histórica da iniciativa. “Ao longo dos anos, o Exercício Felino consolidou-se como o principal instrumento de interoperabilidade militar da CPLP, permitindo a atuação coordenada e eficiente de forças de diferentes países em cenários operacionais complexos”, finalizou.
Exercício Felino
Realizado anualmente desde 2000, o Exercício Felino é a principal atividade militar conjunta da CPLP, com foco em operações de paz sob mandato internacional. O treinamento tem como objetivo capacitar militares e civis para atuarem em ambientes de conflito, com ênfase em proteção humanitária, estabilização e reconstrução.
Leia também:
Por Cel Magioli e Francisco Daniel Lima da Costa
Fotos: Divulgação
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
(61) 3312-4070
Fonte: Ministério da Defesa
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CGU e PF investigam fraudes em investimentos ligados a incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus
A Controladoria-Geral da União (CGU), em ação conjunta com a Polícia Federal (PF) realiza, nesta quarta-feira (10/06), a Operação Cruciatus, com o objetivo de reprimir possíveis fraudes na aplicação de investimentos que deveriam ser destinados a startups na região amazônica. Os recursos são contrapartidas previstas na Lei nº 8.387/1991, que devem ser cumpridas por empresas cadastradas na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para que tenham direito a isenções fiscais concedidas a partir da mesma norma.
As investigações tiveram início a partir de auditorias realizadas pela CGU, que identificaram indícios de desvios e irregularidades na aplicação de recursos que deveriam fomentar atividades econômicas na Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima) e no estado do Amapá, mas estariam sendo direcionados a outras localidades. A apuração também indicou que empresas utilizadas para captação dos recursos não possuíam estrutura operacional compatível com os investimentos recebidos.
A operação investiga ainda possíveis conflitos de interesses entre agentes envolvidos na política de investimento, incluindo aplicações em empresas com sócios em comum com as investidoras e gestão realizada por pessoas jurídicas interpostas, prática comumente utilizada para ocultar os reais proprietários de um empreendimento. Além disso, CGU e PF apuram indícios de triangulação de investimentos, mecanismo pelo qual os valores retornariam ao próprio aplicador, sem gerar desenvolvimento econômico para a região que deveria ser beneficiada.
São cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Santana de Parnaíba, na região metropolitana da capital paulista, e medida cautelar de bloqueio de aproximadamente R$ 144 milhões dos suspeitos. Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional e a ordem tributária e lavagem de dinheiro.
Como denunciar
A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém a plataforma Fala.BR para o recebimento de denúncias.
Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico do sistema.
A denúncia pode ser anônima. Para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.
O cadastro deve seguir as seguintes orientações: no campo “Sobre qual assunto você quer falar”, marque a opção “Operações CGU”; e no campo “Fale aqui”, inclua o nome da operação e a unidade da federação na qual ela foi realizada.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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