BRASIL & MUNDO
Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil
BRASIL & MUNDO
Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.
Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.
Referências
No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.
Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.
Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.
Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.
Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.
No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.
Integração
As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.
Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL & MUNDO
Conferência de Ministros de Defesa das Américas debate cooperação e segurança regional, no Peru
Brasília (DF), 8/7/2026 – Teve início nesta quarta-feira (8), em Cusco, no Peru, a XVII Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA). O encontro reúne representantes de 34 países para discutir temas relacionados à defesa e à segurança regional.
A programação, que segue até 10 de julho, contempla debates sobre ciberdefesa, assistência humanitária, gestão de desastres naturais, equidade de gênero e tecnologias emergentes no contexto da defesa.
O Brasil participa das discussões ao lado das demais delegações dos países-membros. Durante as atividades, foram abordados temas associados aos impactos das transformações do cenário internacional sobre a segurança dos países da região, bem como aspectos relacionados à evolução tecnológica e aos desafios decorrentes do uso de novas tecnologias no domínio da defesa.
Entre os assuntos debatidos estão questões relacionadas à inteligência artificial, à proteção de infraestruturas críticas e à cooperação entre os países das Américas em situações de emergência e assistência humanitária. José Mucio abordou os desafios decorrentes da rápida evolução tecnológica impostos por um cenário global cada vez mais interconectado. “As tecnologias disruptivas exigem atenção especial, sobretudo em relação aos riscos associados à inteligência artificial no cenário militar”, disse.
Ao término da conferência, os representantes dos países participantes deverão assinar uma declaração conjunta com os principais entendimentos alcançados durante os debates. O documento, denominado Declaração de Cusco, reunirá as conclusões da XVII CMDA e servirá como referência para futuras discussões no âmbito do fórum.
Reuniões
Durante o evento, estão previstas reuniões bilaterais do Brasil com representantes da Bolívia, Canadá, Equador, Estados Unidos, Haiti e Peru para tratar sobre cooperação militar.
CMDA
Criada em 1995, a Conferência de Ministros de Defesa das Américas reúne autoridades e representantes dos ministérios da Defesa do continente para debater temas de interesse comum relacionados à defesa e à segurança. O encontro é realizado a cada dois anos, com sede alternada entre os países participantes.
Por Helena L’acosta
Fotos: Divulgação
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070
Fonte: Ministério da Defesa




