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Ministério das Mulheres destaca políticas públicas de gênero em iniciativa do BNDES que destina até R$ 80 milhões a mulheres nas periferias
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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta quarta-feira (29), às 9h, no Rio de Janeiro, da abertura da Oficina do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Periferias Mulheres. A iniciativa vai destinar até R$80 milhões a projetos de geração de renda, inclusão produtiva, empreendedorismo feminino e economia do cuidado em favelas e comunidades urbanas.
O encontro apresentou a chamada pública e orientou organizações da sociedade civil sobre a elaboração e inscrição de propostas. Participaram também a secretária nacional de Política de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Laís Abramo, e a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
“Quando se fala no BNDES Periferias, duas dimensões fundamentais se articulam: o empreendedorismo e a política de cuidado. A iniciativa contribui para que essas mulheres se consolidem como empreendedoras no sentido mais amplo e digno da palavra, superando a precarização observada no passado. Ao promover qualificação e profissionalização, com processos e fluxos estruturados, o projeto fortalece a atuação dessas mulheres em seus territórios, ampliando sua participação na economia local”, afirmou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
Segundo a ministra, a iniciativa dialoga diretamente com a Política Nacional de Cuidados e reforça o papel do Estado na promoção de políticas públicas integradas. A ação, explica, contribui para fortalecer a autonomia econômica das mulheres e ampliar oportunidades em territórios historicamente marcados por desigualdades, ao integrar inclusão produtiva e políticas de cuidado. Além disso, a agenda apoia o enfrentamento das desigualdades de gênero, raça e etnia no país.
Política do cuidado como eixo estratégico
A chamada, aberta até 12 de junho de 2026, às 17h, integra o programa BNDES Periferias e é voltada exclusivamente para mulheres. Estruturada em duas frentes, BNDES Periferias Empreendedoras e BNDES Periferias Economia do Cuidado, a iniciativa busca fortalecer negócios liderados por mulheres e ampliar serviços e redes comunitárias, reconhecendo o cuidado como eixo estratégico para o desenvolvimento e para a redução das desigualdades de gênero, raça e etnia.
Na frente de empreendedorismo, serão apoiados projetos voltados a empreendedoras periféricas, com ações como diagnóstico e mapeamento de oportunidades, capacitação técnica e em gestão, formação socioemocional, mentorias, ampliação de mercados, acesso a financiamento e capital semente. As propostas devem atender exclusivamente mulheres ou ser apresentadas por organizações com gestão majoritariamente feminina.
Já na frente de economia do cuidado, o foco está na geração de trabalho e renda por meio de serviços como cuidado domiciliar a crianças, idosos e pessoas com deficiência; centros de convivência e cuidotecas; além de iniciativas comunitárias, como cozinhas solidárias e lavanderias coletivas. Também estão previstos investimentos na implantação e estruturação de polos de cuidado, incluindo obras, equipamentos e qualificação profissional.
Os recursos podem financiar desde capacitação até investimentos estruturais e fortalecimento de redes locais. A participação do BNDES pode chegar a até 90% do valor dos projetos, com investimento mínimo de R$ 5 milhões. Entre os critérios de seleção estão sustentabilidade, capacidade de execução, qualidade técnica, aderência ao território e inclusão de mulheres, especialmente negras, nos processos de gestão e beneficiamento.
Para a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a iniciativa amplia o alcance das políticas de desenvolvimento nos territórios: “Queremos fortalecer os territórios, aumentar a geração de renda e de oportunidades para jovens, além do fortalecimento da autonomia das mulheres. É a primeira vez que o BNDES se volta para essa agenda tão inovadora e necessária”, afirmou.
Agenda de gênero: financiamento, políticas públicas e inclusão produtiva
O BNDES Periferias Mulheres integra a agenda de gênero do Banco, lançada em março, que reúne iniciativas voltadas à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A estratégia inclui a incorporação da perspectiva de gênero nas políticas e instrumentos financeiros e a adesão ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.
Entre as ações, destaca-se o BNDES Mulheres em Segurança, linha de financiamento para estados e municípios voltada ao fortalecimento de políticas públicas de proteção às mulheres. A iniciativa apoia ações de prevenção, assistência, combate à violência e garantia de direitos, incluindo investimentos em delegacias especializadas, Casas da Mulher Brasileira, abrigos e programas de geração de renda. O financiamento pode alcançar até 90% dos projetos, com prazo de até 24 anos.
Outro eixo é o BNDES Procapcred Mulher, que amplia o acesso ao crédito para mulheres cooperadas, com redução de taxas e prazos mais longos — até 15 anos, com carência de até dois anos. A medida fortalece o cooperativismo financeiro e contribui para a autonomia econômica feminina, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Ao integrar financiamento, apoio a políticas públicas e incentivo à inclusão produtiva, a agenda de gênero do BNDES reforça o papel do Estado na promoção da igualdade, com atenção às desigualdades estruturais que afetam mulheres — em especial mulheres negras — nos territórios periféricos.
Em agenda no Rio de Janeiro, ministra Márcia Lopes participou, nesta quarta-feira (29), da abertura da Oficina do BNDES Periferias Mulheres, que orienta organizações sobre acesso a recursos e reforça políticas públicas voltadas à autonomia econômica e à redução das desigualdades de gênero, raça e etnia
Fonte: Ministério das Mulheres
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SFC celebra 32 anos com evento que destaca trajetória, desafios e futuro do controle interno no Brasil
A Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) da Controladoria-Geral da União (CGU) celebrou, nesta terça-feira (28), seus 32 anos de atuação com a realização do Seminário Anual de Controle e Auditoria Interna. O evento reuniu autoridades, servidores e colaboradores para marcar a trajetória da pasta e discutir os caminhos da auditoria interna governamental no país.
Criada em 27 de abril de 1994, a SFC consolidou-se ao longo de mais de três décadas como uma instituição voltada ao fortalecimento do controle e da eficiência no setor público. A programação do evento buscou resgatar momentos marcantes dessa trajetória, ao mesmo tempo em que reforçou o compromisso com o aprimoramento da gestão pública e a construção de um Estado mais eficiente e transparente.
Durante a cerimônia de abertura, o secretário nacional de Controle Interno da CGU, Ronald da Silva Balbe, ressaltou o caráter histórico da atuação da SFC e a importância de reconhecer o trabalho coletivo ao longo dos anos. “Hoje é dia de comemorar, agradecer e recordar. Celebramos a existência da secretaria e de todos que contribuíram para torná-la o organismo de controle interno mais duradouro da administração pública brasileira. Ao longo desses 32 anos, colaboramos para consolidar um Estado mais eficiente e comprometido com a sociedade”, afirmou.
O ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, enfatizou a relevância estratégica da SFC para o funcionamento do Estado e para o fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições. “A SFC tem um papel estruturante dentro da CGU, produzindo informações que orientam políticas, investigações e decisões. O grande desafio é ampliar cada vez mais a capacidade de gerar valor para o Estado e para a sociedade, prevenindo problemas e qualificando a gestão pública”.
A secretária-executiva da CGU, Eveline Martins Brito, destacou o papel estruturante da SFC para o regime democrático “O controle interno é uma das instituições que sustentam a democracia quando os holofotes se apagam. Ele não existe para paralisar, mas para qualificar a gestão pública, produzir evidências para melhores decisões e assegurar que as políticas públicas entreguem resultados à sociedade”.
Painel “Evolução da Auditoria Interna Governamental”
O primeiro painel foi moderado pela secretária federal de Controle Interno adjunta, Janaina Lucas Ribeiro. A mesa reuniu diretores e diretoras da SFC: Karen Cristina Cremer Francisco Sá Teles, diretora de Auditoria de Políticas Econômicas e de Desenvolvimento; Cássio Mendes David de Souza, diretor de Auditoria de Políticas Sociais e de Segurança Pública; Silvestre Henrique Ferreira Cerejo, diretor de Auditoria de Políticas de Infraestrutura; Adilmar Gregorini, diretor de Investigações e Operações; Vivian Vivas, diretora de Auditoria de Governança e Gestão; e José Gustavo Lopes Roriz, diretor de Auditoria de Estatais.
O painel promoveu uma reflexão sobre a evolução dos processos de auditoria ao longo dos anos, destacando o aperfeiçoamento contínuo das práticas, a incorporação de novas tecnologias e a busca por maior efetividade na geração de resultados para a administração pública.
Painel “A SFC pelo Brasil”
O segundo painel trouxe a perspectiva das unidades regionais da CGU, com foco na atuação descentralizada e na experiência dos servidores em campo.
A mesa foi moderada por Carlos Henrique de Castro Ribeiro, superintendente da CGU no Rio de Janeiro, e contou com a participação de Luiz Fernando Menescal de Oliveira, superintendente da CGU no Ceará; Ricardo Jhum Fukaya, superintendente da CGU no Paraná; Isa Mary de Carvalho Lima, superintendente da CGU no Tocantins; e Leandro Marques de Sá, superintendente da CGU em Mato Grosso do Sul.
Durante o painel, os participantes compartilharam experiências da atuação da SFC nos estados, ressaltando o papel das auditorias na identificação de melhorias na execução de políticas públicas e na aproximação do controle com a realidade dos cidadãos. Foi ressaltada a importância do contato presencial com os gestores e beneficiários das políticas.
Premiação promove reconhecimento a auditores e supervisores
Encerrando a programação, o evento contou com a premiação das avaliações do Pro-Qualidade ciclo 2024/2025, com reconhecimento dos melhores indicadores alcançados e de profissionais que se destacaram ao longo do período.
Foram anunciados dois novos quesitos de premiação: auditores destaque, reconhecidos pelo comprometimento, qualidade técnica e contribuição para a geração de benefícios à administração pública; e supervisores destaque, homenageados pela excelência na coordenação de equipes e na garantia da qualidade das entregas.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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