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Nota de pesar pelo falecimento de Jean Ziegler
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O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) manifesta profundo pesar pelo falecimento de Jean Ziegler.
Nascido em Thun, na Suíça, Ziegler construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a justiça social e o combate à fome. Sociólogo, deputado federal suíço, professor universitário, escritor, foi o primeiro Relator Especial para o Direito à Alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU), função que exerceu entre 2000 e 2008.
A trajetória de Jean Ziegler reforçou no cenário internacional que a fome não é inevitável, mas resultado de escolhas políticas, econômicas e sociais.
Autor de dezenas de obras, dedicou-se a análise da geopolítica da fome, das desigualdades globais e dos desafios para a efetivação do direito humano a alimentação adequada. Foi também uma das vozes defensoras da agricultura familiar, reconhecendo seu papel estratégico para a produção de alimentos, a geração de trabalho e renda e proteção da biodiversidade.
Em entrevista ao jornal O Globo, em julho de 2013, declarou: “É preciso dar também uma ajuda massiva à agricultura familiar, que é muito mais produtiva que a multinacional. Ela é mais vantajosa porque não cria desemprego, utiliza conhecimentos tradicionais, há mais proteção da biodiversidade do solo”.
Ao longo de seu mandato como relator, denunciou as estruturas que produzem desigualdades, cobrou dos Estados a garantia do direito à alimentação adequada e fez ecoar as histórias das populações que sofrem com a fome e a pobreza em todo o mundo. Fez missões oficiais ao Brasil e contribuiu para a documentação de denúncias de violações em nosso país, em uma parceria estreita com o então relator nacional para o Direito à Alimentação da plataforma DHESCA, Flávio Valente.
No prefácio do livro – Direito Humano à Alimentação: Desafios e Conquistas, de Valente, Ziegler sintetizou a causa que defendeu ao longo da vida: “A fome não é uma questão de fatalidade. É um produto da ação humana. O massacre diário silencioso causado pela fome tem que acabar”.
Fonte: Secretaria-Geral
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Governo do Brasil anuncia R$1,12 bilhão em Crédito Habitação para famílias assentadas da reforma agrária
O Governo do Brasil anunciou, nesta sexta-feira (12), a destinação de R$1,12 bilhão para o Crédito Habitação voltado à construção de moradias para famílias assentadas da reforma agrária. A iniciativa beneficiará aproximadamente 9 mil famílias em todo o país.
O valor disponibilizado é de R$107 mil por família na Amazônia Legal e de R$97,5 mil nas demais regiões do país. Os beneficiários contam, ainda, com desconto de 96% sobre o valor financiado para pagamentos realizados dentro do prazo, além de três anos para quitação do crédito.
Em seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou sua trajetória de vida e ressaltou a importância de garantir moradia digna à população brasileira. Ao destacar suas origens, Lula afirmou que sua experiência pessoal o mantém conectado à realidade vivida por milhões de brasileiros e reforçou o compromisso do governo com a promoção da dignidade e dos direitos sociais.
“A minha vida foi igualzinha à vida que muitos de vocês até hoje levam. Eu nunca desanimei e nunca permiti que a minha condição de presidente da república permita eu deixar de enxergar o que eu fui, o que eu sou, de onde eu vim e para onde eu vou voltar. Por isso, essas coisas todas que tocam na minha cabeça de fazer uma recuperação da dignidade do povo, é porque nós temos direito. Os nossos direitos, eles estão na constituição brasileira, eles estão na bíblia, eles estão na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU”, destacou o presidente.

- Foto: Albino Oliveira, Ascom MDA
Os recursos serão executados por meio de contrato firmado entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Caixa Econômica Federal (CEF), ampliando o acesso à moradia digna para agricultores e agricultoras familiares beneficiários da reforma agrária.
Durante o anúncio, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, destacou a retomada das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural e à agricultura familiar. “Quando o presidente Lula retornou ao governo, retomamos políticas fundamentais para o desenvolvimento do campo, incluindo habitação, infraestrutura e fortalecimento da agricultura familiar. No Incra, já executamos R$1,8 bilhão em crédito destinado às famílias assentadas da reforma agrária.”
Entre 2023 e maio de 2026, o Incra já concedeu R$1 bilhão em Crédito Instalação para a construção de aproximadamente 10 mil moradias. Com o novo aporte anunciado, o número total de habitações apoiadas pelo programa chegará a cerca de 19 mil unidades destinadas a famílias assentadas, quilombolas e extrativistas em todo o Brasil.
“O Minha Casa Minha Vida Rural promove inclusão social ao atender a todas as culturas familiares, pescadores artesanais, assentados na reforma agrária, povos indígenas, comunidades quilombolas e tantas outras populações que expressam a diversidade, a riqueza e a força do campo brasileiro. Por tudo isso, o Minha Casa Minha Vida não é apenas uma política habitacional, é uma política de transformação social, de desenvolvimento territorial do Brasil”, enfatizou a presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques.
Instalações sanitárias levam mais dignidade ao campo
Além da ampliação do acesso à moradia, o MDA tem investido em ações voltadas à melhoria das condições sanitárias das famílias rurais.
Segundo a ministra Fernanda Machiaveli, era comum encontrar propriedades com boa estrutura produtiva, mas sem condições adequadas de habitação e saneamento. “Muitas vezes, você chegava e tinha um galinheiro lindo, tinha estrutura de produção, tinha até um trator. Mas você tinha uma casa em condições, muitas vezes, precárias, sem estrutura sanitária. Foi a partir do seu comando, presidente, que hoje a gente pode dizer que já financiamos mais de 120 mil construções e retornos de banheiro em casas populares.”

- Foto: Albino Oliveira, Ascom MDA
Entre julho de 2025 e março de 2026, o programa contratou operações em 11 estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe –, totalizando investimentos de mais de R$350 milhões.
Texto: Beatriz Mendes, Ascom MDA
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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