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Novo PAC entrega unidades de saúde, libera recursos e doa equipamentos em ação nacional para ampliar o acesso ao SUS

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Quem precisa de uma cirurgia há meses na fila, de um exame de tomografia em uma cidade do interior, ou simplesmente de uma unidade de saúde funcionando no bairro vai sentir na prática o que os investimentos do Novo PAC entregam nesta quinta-feira (12).

Com ações simultâneas em dezenas de municípios, o Governo do Brasil abre as portas de 27 equipamentos de saúde e saneamento já concluídos, autoriza o início de 204 novas obras do SUS, ressarce municípios que retomaram unidades abandonadas e amplia a capacidade de atendimento da rede pública com a entrega de tomógrafos e equipamentos cirúrgicos.

As ações integram o programa Agora Tem Especialistas e reúnem entregas, autorizações de obras e equipamentos destinados a ampliar a capacidade de atendimento do SUS e reduzir filas para cirurgias eletivas, exames e tratamentos especializados em todo o país.

Portas abertas: 27 novas unidades inauguradas
São 27 empreendimentos concluídos inaugurados em 12 estados, somando R$ 47,9 milhões em investimentos já executados: 16 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 5 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 1 Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) e 5 Sistemas de Abastecimento de Água em aldeias indígenas, nos estados do Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.
Com essas inaugurações, o Novo PAC chega à marca de 109 obras entregues e em funcionamento desde 2023, incluindo UBS, CAPS, unidades indígenas, centros de parto normal e hospital regional.

Entre as entregas, seis empreendimentos chegam diretamente a comunidades indígenas, ampliando o acesso a serviços de saúde e saneamento básico em territórios com alta vulnerabilidade. Uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) é inaugurada na aldeia Gameleira, em São Benedito (CE), garantindo atendimento dentro do território. Cinco Sistemas de Abastecimento de Água (SAA) levam água potável a aldeias no Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso: Jaguapiru e Bororó, em Dourados (MS), Babaçu e Passarinho, em Miranda (MS), Potrero Guassu, em Paranhos (MS), e Tatuí, em Juara (MT). Com essas entregas, o Governo do Brasil se aproxima da marca de 700 cisternas entregues desde 2023.

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Repasse de R$ 577 milhões para começar a construir
Na modalidade fundo a fundo, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, paga 100% do valor da obra assim que emite a Ordem de Serviço, por isso o mecanismo ficou conhecido como “Pix da Saúde”. São 204 empreendimentos em 185 municípios com sinal verde e pagamento integral, somando R$ 552,6 milhões: 152 UBS, 41 CAPS, 10 Centros Especializados em Reabilitação (CER) e 1 Oficina Ortopédica, distribuídos em todos os estados do país.

Com esse novo bloco de Ordens de Serviço, o Novo PAC ultrapassa a marca de 3 mil obras iniciadas, chegando a 3.046 empreendimentos com execução autorizada desde 2023.

Outros R$ 24,6 milhões chegam a municípios que concluíram, com recursos próprios, unidades de saúde que estavam paradas ou inacabadas. Criado em 2024, o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde permite que esses entes sejam ressarcidos pelo governo federal após a regularização e entrega das unidades, que agora já funcionam e atendem a população. São 189 obras contempladas neste repasse.

Tomógrafos para quem mais precisa: 20 novos hospitais contemplados
Para fortalecer a rede de atenção oncológica e ampliar o acesso a exames de imagem, o Governo do Brasil anuncia mais 20 tomógrafos de alta tecnologia destinados a hospitais públicos e filantrópicos especializados no tratamento do câncer, de Manaus a Campo Grande, de Recife a Cametá (PA). Com isso, chega a 40 o total de equipamentos contemplados pela iniciativa.

Cada equipamento tem capacidade para realizar cerca de 6,5 mil exames por ano. Com os 40 tomógrafos, a ampliação potencial chega a 260 mil exames anuais. A aquisição centralizada pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, gerou economia de 38% em relação ao valor de mercado, R$ 1,3 milhão a menos por equipamento, totalizando R$ 43 milhões de investimento neste lote. Cada equipamento inclui instalação, calibração, testes radiológicos, treinamento da equipe, garantia de 36 meses e fornecimento de peças por 10 anos. As entregas vão até agosto de 2026.

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Salas cirúrgicas em todo o país: 150 combos para cortar a fila de cirurgias
Mais de 428 mil cirurgias adicionais por ano. Esse é o impacto potencial dos 300 combos de cirurgia que o Novo PAC está distribuindo a hospitais públicos e filantrópicos nas 27 unidades da federação. Neste quesito, são anunciados 150 novos combos, 100 de cirurgia geral e 50 de oftalmologia, destinados a 149 municípios, com investimento de R$ 230,2 milhões e economia de R$ 140 milhões em relação aos preços de mercado, fruto também de aquisição centralizada.

Cada combo de cirurgia geral reúne seis equipamentos: arco cirúrgico, sistema de vídeo endoscopia, aparelho de anestesia com monitor, mesa cirúrgica elétrica e ultrassom portátil. O combo de oftalmologia inclui cinco equipamentos focados em cirurgia de catarata, tratamento de retina e procedimentos a laser, com potencial de ampliar em 134% a oferta de cirurgias oftalmológicas só na Região Norte. Os contratos foram assinados em 3 de junho e as entregas já estão em curso, com prazo até o final de julho de 2026.

Novas policlínicas e maternidades em construção
Além das obras pagas via Pix da Saúde, o Governo do Brasil emite nesta data 5 Ordens de Serviço para empreendimentos estratégicos: uma policlínica em Teresina (PI), uma maternidade em Piripiri (PI), uma policlínica em Parintins (AM) e duas policlínicas em Fortaleza (CE). Na mesma semana, mais duas policlínicas em Marília (SP) e Franca (SP) também recebem autorização de início. Com isso, o Novo PAC Saúde chega a 86 empreendimentos autorizados na modalidade Termo de Compromisso.

Fonte: Casa Civil

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Governo do Brasil lança MOVE BRASIL ENTREGADORES E MOTOAPP para compra de motos e bicicletas fabricadas no Brasil

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O Governo Federal anunciou o lançamento do MOVE BRASIL ENTREGADORES E MOTOAPP, uma versão do Programa MOVE BRASIL voltada à mobilidade produtiva e à inclusão financeira de entregadores e motoristas de aplicativos. A iniciativa tem como meta financiar a aquisição de aproximadamente 100 mil motocicletas, motonetas e ciclomotores, priorizando veículos produzidos no Brasil.

O programa funciona como uma linha de crédito subsidiada para pessoas físicas e jurídicas, operada diretamente pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Para garantir a viabilidade do crédito e a redução de riscos, a operação utiliza recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e conta com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O programa oferece condições facilitadas, com prazo de pagamento de 48 meses e carência de dois meses. O valor médio do financiamento é de cerca de R$ 21 mil, com parcelas mensais estimadas em R$ 552, o que representa um comprometimento aproximado de 19% da renda líquida do trabalhador. As taxas de juros serão de 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou que o Move Brasil Entregadores e Motoapp é uma forma de valorizar o sacrifício dos trabalhadores por aplicativo. “Pessoas que fazem sacrifício, mas pessoas que foram bem-educadas e pessoas que são honestas. Então, é importante que a gente tenha a plenitude de dizer: vocês não estão apenas conquistando o direito de ter uma moto, vocês estão deixando de pagar um aluguel para comprar um patrimônio. Não é uma dívida qualquer. Você está fazendo uma dívida, mas vai ter um patrimônio”, disse o presidente.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, ressaltou que o sistema que dará acesso ao financiamento estará aberto ainda hoje. “Também na data de hoje vocês já poderão fazer o cadastramento no portal do programa e, em cinco dias úteis, ter a resposta sobre a elegibilidade, ou seja, se vocês terão acesso à linha ou não. Caixa e Banco do Brasil, a partir do dia 13 de julho, já estarão operando para que vocês possam tomar esse recurso, comprar a moto nova ou comprar a bicicleta elétrica nova”, explicou o ministro.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, lembrou que a iniciativa não é apenas uma linha de financiamento. “Isso é tirar da invisibilidade. É dar o reconhecimento merecido para milhares e milhares de trabalhadores que arriscam sua vida 10 horas em cima de uma moto para levar comida quente na nossa casa, para poder fazer uma entrega de uma encomenda na nossa casa, ou dos mototaxistas, para poder transportar as pessoas para chegarem mais rápido no lugar”, disse Boulos, que completou: “Mais do que uma linha de crédito, isso é um reconhecimento, é uma valorização. Nunca o governo tinha dado um reconhecimento de chegar para esses trabalhadores e falar: ‘Vocês existem’”.

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O ministro da Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, fez questão de reconhecer a importância do trabalho dos entregadores e entregadoras para a vida de cada um. “Todos os dias, companheiras e companheiros, antes mesmo de o dia amanhecer, e mesmo depois de ter anoitecido, rodam as ruas de todas as cidades, pequenas e grandes cidades, levando remédio, comida, documento, melhorando a vida das pessoas. Nós ficamos lá ansiosos, esperando as companheiras e os companheiros chegarem com aquilo que vai melhorar a nossa vida. E essas pessoas que trabalham tanto dia após dia, levando o que é essencial para todos nós, não podem e não devem permanecer invisíveis de modo algum. São absolutamente essenciais”, disse o ministro.

A vice-presidente do Sindicato dos Entregadores por Aplicativo de Pernambuco, Raquel Nascimento, ressaltou a redução dos juros para mulheres prevista no Move Brasil Entregadores e MotoApp. “Eu trabalho de bicicleta, eu rodo com uma bicicleta. Eu tirei recentemente a minha habilitação e agora eu vou poder dar entrada numa moto. Eu não podia antes. Eu só trabalhava nos horários em que as minhas filhas estavam na creche. Mas agora vai ser ainda melhor porque eu vou tirar minha moto, eu vou poder trabalhar em outros horários”, afirmou Raquel.

O entregador Nicolas Santos, da Associação de Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora, destacou o avanço representado pelo financiamento oferecido pelo governo do Brasil. “A gente vai poder conseguir comprar a bike elétrica, principalmente os irmãos que entregam de bike e que têm poucas condições hoje de trabalhar com saúde, com segurança, pedalando morro acima. É uma linha de financiamento que não tem entrada. Você não começa pagando e é mais barato do que o aluguel da moto que a gente já paga hoje. Portanto, é uma entrega muito importante”, elogiou Nicolas.

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A entregadora Nathalia Soares, da Associação de Trabalhadores de Aplicativos por Moto e Bike (ATAMB – RN), agradeceu pelo programa e disse que a iniciativa vai ajudá-la a comprar uma moto própria e a parar de pagar R$ 1.300 mensais pelo aluguel da moto. “Muitas meninas lá da minha terra, sou de Natal, Rio Grande do Norte, vieram falar comigo: ‘Independente de qualquer coisa do governo, a gente tá muito feliz, porque quantas mães de família que têm filho e trabalham com moto alugada?’. Isso é muito importante”, pontuou Nathália, que lembrou também da inclusão dos trabalhadores com bicicletas. “A gente tava na dúvida sobre a questão das bikes e vieram muitos meninos falar: ‘Cara, será que nós vamos entrar?’. Vamos entrar. Sabe por quê? Porque o governo tá olhando para nós”.

Para obter o financiamento, o profissional deve possuir CNH categoria A, atuar há pelo menos seis meses em plataformas de aplicativos e comprovar um histórico de, no mínimo, 100 corridas ou entregas. O crédito é limitado a um financiamento por CPF, sendo obrigatória a comprovação do uso dos recursos para a compra da moto.

Com foco no fomento à eletromobilidade e no fortalecimento da indústria nacional, além do apoio individual, o programa possui um componente para pessoas jurídicas, oferecendo crédito para a expansão industrial e para a criação de infraestrutura de baterias e recarga elétrica. A iniciativa também prevê a modalidade de leasing para aqueles que encontrarem dificuldades no acesso ao crédito bancário tradicional. Com essa medida, o governo busca incentivar a transição para motos elétricas, inserindo o Brasil de forma competitiva na cadeia global de eletromobilidade.

Impacto Social e Econômico

O MOVE BRASIL ENTREGADORES E MOTOAPP é uma política pública de impacto imediato, que visa não apenas estimular o consumo e dinamizar a cadeia produtiva das montadoras, mas também promover o reconhecimento institucional e a redução da vulnerabilidade econômica de uma categoria majoritariamente informal.

Fonte: Secretaria-Geral

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