Search
Close this search box.

BRASIL & MUNDO

“Realização do 1º censo da população em situação de rua vai tirar o segmento da invisibilidade”, disse Boulos no anúncio de entregas do POP Rua

Publicados

BRASIL & MUNDO

“Hoje é um marco porque nós estamos anunciando a inclusão da população em situação de rua pela primeira vez na história do Censo Nacional do IBGE”.

A afirmação é do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, durante a solenidade intitulada “Entregas para a POP Rua” realizada nesta terça-feira (23) que apresentou um pacote integrado de ações para a população em situação de rua.

A solenidade reuniu representantes da população em situação de rua no Salão Negro do Palácio da Justiça, em Brasília, e contou com a participação de seis ministérios, responsáveis pela articulação de diversas políticas públicas voltas para o segmento.

 O ministro Guilherme Boulos lembrou que o censo é a base para a formulação de políticas públicas com mais efetividade, ao fornecer dados seguros para que elas cheguem a quem precisa.

“O censo vai permitir de uma vez por todas tirar a população de rua da invisibilidade estática, comprovar e colocar a sua existência, e, a partir disso, ajudar a construir políticas públicas mais eficientes”, disse o ministro.

O IBGE, que sempre fez a pesquisa por amostra de domicílio, fará também para quem não tem domicílio, que é a pessoa em situação de rua. Guilherme Boulos

CIAMP RUA – O presidente do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP Rua), Anderson Miranda, iniciou sua fala com um pedido para que todas as pessoas em situação de rua presentes ficassem de pé.

Leia Também:  Operações federais na Terra Indígena Yanomami apreendem ouro avaliado em R$ 10 milhões

Anderson, que é primeira pessoa com trajetória de rua contratada para um cargo no governo federal, destacou que não é possível falar de políticas públicas sem a participação do segmento.

A vice-presidenta do CIAMP, Joana Basílio, ressaltou que os investimentos anunciados precisam chegar aos territórios e produzir mudanças concretas na vida das pessoas. “O mais importante é que essas políticas sejam efetivamente acessadas por quem está nas ruas. Estamos falando de cidadania, dignidade e garantia de direitos”, concluiu.

ENTREGAS PARA A POP RUA

Cozinhas solidárias – Na área da segurança alimentar, foram apresentados investimentos na equipagem de oito cozinhas solidárias, ampliação da oferta de refeições e R$ 3 milhões na formação de 88 agentes territoriais de Pop Rua.

Saúde – Na saúde, foi anunciada a implementação de Unidades Móveis de Rua e Educação Popular em Saúde na Atenção Primária para 5 mil agentes, com crescimento de 93% nas equipes de Consultório de Rua.

Justiça – No âmbito do acesso à justiça, foram apresentados investimentos de R$ 46 milhões nos Centros Pop Rua, reforçando equipes na área jurídica; R$ 27 milhões em 30 unidades dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) com entidades da sociedade civil; R$ 36 milhões em 35 CAIS com universidades; além de R$ 900 mil na formação de mais de 5 mil profissionais de segurança.

Cidadania – No enfrentamento à violência institucional, as iniciativas contam com investimento de R$ 70 milhões em 47 unidades da rede de atendimento em direitos humanos para população em situação de rua, que funcionam em 21 estados mais o Distrito Federal. O projeto piloto do Balcão GovBr foi pensado para garantir o acesso do segmento aos serviços públicos digitais.

Leia Também:  Lei Maria da Penha é fortalecida com ampliação do prazo para denúncia de crimes de violência doméstica

Capacitação – O Colaboratório Nacional POP Rua, com atuação em 14 capitais brasileiras, conta com investimento de R$12,8 milhões em cerca de 1.000 atividades de formação. São mais de 36 mil participantes, deste total 5.590 pessoas em situação de rua, que participam ativamente das definições de temas, organização de conteúdos e mobilização.

Informação – Ainda em 2026 terá início a fase preparatória do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, gerando informação e dados mais qualificados.

Solenidade – Participaram da solenidade Entregas POP Rua, os ministros Guilherme Boulos (SGPR); Janine Mello (MDHC);  Wellington Dias (MDS);  o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges;  o secretário nacional de Economia Popular e Solidária do MTE, Fernando Zamban; a secretária de Atenção Primária à Saúde do ministério da Saúde, Ana Luisa Caldas; o padre Júlio Lancellotti, que conduz projetos socias para a população de rua em Saõ Paulo; e o presidente e vice-presidenta do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP RUA), Anderson Miranda e Joana Basílio.

Fonte: Secretaria-Geral

Propaganda

BRASIL & MUNDO

Ministro destaca NIB e novos acordos comerciais no II Fórum de Investimentos Brasil-UE

Publicados

em

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (23/6), durante a abertura do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, que o país vive um momento socioeconômico positivo para parcerias internacionais. O evento foi realizado na ApexBrasil.

Ao lado do comissário europeu Jozef Síkela e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, o ministro destacou que os avanços da economia nacional e as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) reposicionam o país estrategicamente para liderar parcerias globais em sustentabilidade, transição ecológica e bioeconomia.

“A nova indústria do Brasil tem a ambição de ser mais exportadora, mais competitiva, mais produtiva e mais sustentável.  E é na sustentabilidade que o Brasil tem que fincar mesmo o seu projeto de desenvolvimento econômico. Nós temos fontes renováveis de energia, recursos hídricos abundantes e um compromisso sério do governo com a redução de qualquer tipo de desmatamento”, afirmou Márcio Elias Rosa, ao destacar que o governo aposta, com a NIB, na agregação de valor e no fortalecimento de parcerias com outras nações.

Ele destacou a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, EFTA e Singapura, além de outras parcerias em debate. De acordo com o ministro, essa “é a melhor resposta que se pode dar no nível político para aqueles que apostam na instituição de barreiras tarifárias ou não tarifárias desnecessárias”.

Leia Também:  MME reforça papel da indústria na expansão sustentável do setor elétrico

Ele ressaltou, ainda, que o foco do governo é oferecer um ambiente de negócios com “segurança jurídica, previsibilidade econômica e estabilidade política” para que as nações estejam mais próximas e integradas”.

Alianças de longo prazo

Já o comissário europeu Jozef Síkela destacou que está no país para tornar a parceria do Brasil com a União Europeia mais forte. Ele ponderou que a cooperação baseada em regras e benefícios mútuos e alianças de longo prazo são, muitas vezes, substituídas por uma busca por soluções rápidas.

Síkela ressaltou o acordo Mercosul-UE como o caminho para levar a parceria entre os dois blocos adiante. “Nós compartilhamos um forte compromisso com a democracia, o multilateralismo e a ação climática. Durante este período de choques globais e guerras de comércio, nós temos deixado o campo aberto para trabalhar pela estabilidade e pela prosperidade”, afirmou.

Também na abertura do Fórum, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que o acordo Mercosul-UE oferece uma nova oportunidade para olhar a parceria pela perspectiva do investimento, da competitividade, pela cooperação estratégica de longo prazo.

“O acordo ajuda a criar um quadro mais previsível, competitivo e estratégico. Mas acordos não geram resultados por si só. Eles criam oportunidades, confiança em um quadro de referência. Cabe aos governos, empresas e instituições financeiras transformar esse potencial em investimentos, projetos e resultados concretos. Queremos ver como esse acordo pode apoiar uma agenda de investimentos mais forte entre Brasil e Europa”, explicou.

Leia Também:  Na Holanda, MME participa do principal congresso mundial sobre combustível sustentável de aviação

O presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges, ressaltou que os desafios das novas tecnologias exigem integração e complementaridade estratégica. “O Brasil e as nações europeias entendem que nossa força reside não na autossuficiência impossível, mas em complementaridade estratégica. Tomem o caso das terras raras como exemplo. O Brasil e a União Europeia, juntos, têm condição de dominar toda a cadeia produtiva, desde a extração mineral até o processamento e as aplicações em inteligência artificial e defesa”, avaliou.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Muller, salientou que mesmo diante de um cenário desafiador, o Brasil tem batido recordes de exportação e de atração de investimentos. “Atraímos, no ano passado, US$ 70 bilhões de investimentos em um momento complexo do cenário internacional. Mas isso não é por acaso. É por conta de uma decisão acertada de um caminho que o país trilha, que é do entendimento, negociação, abertura. Nós escolhemos esse caminho”, concluiu.

O fórum, correalizado pela Delegação da UE no Brasil, ApexBrasil e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA