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Brasil é um dos primeiros países a ter plano de descarbonização industrial aprovado por fundo climático global

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A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, comemorou a aprovação, pelo Climate Investment Funds (CIF), do Plano de Investimento do Brasil para o Programa de Descarbonização Industrial. Com a decisão, anunciada no último dia 17, o Brasil se torna um dos primeiros países entre os sete selecionados pela iniciativa global a concluir essa etapa.

Para Julia, a aprovação representa um avanço na estratégia que busca de acelerar a transformação da indústria brasileira. “É assim que transformamos metas climáticas em investimento, em emprego verde e em competitividade para a indústria nacional, num cenário internacional cada vez mais exigente em sustentabilidade”, afirma.

Dentro da estratégia, o MDIC atua como articulador da agenda, em articulação com outros órgãos federais e bancos multilaterais de desenvolvimento. O Plano, que é coordenado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), o BNDES, o BID, o BID Invest, o Banco Mundial e a IFC, prevê aporte de US$ 250 milhões em projetos de descarbonização, com potencial para mobilizar mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, incluindo US$ 1,36 bilhão do setor privado. Os recursos serão direcionados aos setores de ferro e aço, cimento, produtos químicos e fertilizantes, responsáveis por aproximadamente 65% das emissões industriais do país.

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A estratégia apoiará processos produtivos de baixa emissão de carbono, projetos de eficiência energética e o desenvolvimento de clusters e infraestruturas industriais voltados à descarbonização. A implementação ocorrerá por meio da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), que apoiará a formação e a seleção da carteira de projetos.

Intensidade energética

A iniciativa vai ampliar o acesso a financiamento para setores de maior intensidade energética, promovendo a redução de emissões, a atração de investimentos, a geração de empregos verdes e o fortalecimento da competitividade da indústria brasileira.

Estimativas apontam que os projetos apoiados poderão evitar a emissão de 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. A iniciativa também deverá ampliar o uso de energias renováveis na indústria, estimular práticas de economia circular e contribuir para a geração de empregos alinhados à transição para uma economia de baixo carbono.

Acesse o plano

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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“Realização do 1º censo da população em situação de rua vai tirar o segmento da invisibilidade”, disse Boulos no anúncio de entregas do POP Rua

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“Hoje é um marco porque nós estamos anunciando a inclusão da população em situação de rua pela primeira vez na história do Censo Nacional do IBGE”.

A afirmação é do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, durante a solenidade intitulada “Entregas para a POP Rua” realizada nesta terça-feira (23) que apresentou um pacote integrado de ações para a população em situação de rua.

A solenidade reuniu representantes da população em situação de rua no Salão Negro do Palácio da Justiça, em Brasília, e contou com a participação de seis ministérios, responsáveis pela articulação de diversas políticas públicas voltas para o segmento.

 O ministro Guilherme Boulos lembrou que o censo é a base para a formulação de políticas públicas com mais efetividade, ao fornecer dados seguros para que elas cheguem a quem precisa.

“O censo vai permitir de uma vez por todas tirar a população de rua da invisibilidade estática, comprovar e colocar a sua existência, e, a partir disso, ajudar a construir políticas públicas mais eficientes”, disse o ministro.

O IBGE, que sempre fez a pesquisa por amostra de domicílio, fará também para quem não tem domicílio, que é a pessoa em situação de rua. Guilherme Boulos

CIAMP RUA – O presidente do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP Rua), Anderson Miranda, iniciou sua fala com um pedido para que todas as pessoas em situação de rua presentes ficassem de pé.

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Anderson, que é primeira pessoa com trajetória de rua contratada para um cargo no governo federal, destacou que não é possível falar de políticas públicas sem a participação do segmento.

A vice-presidenta do CIAMP, Joana Basílio, ressaltou que os investimentos anunciados precisam chegar aos territórios e produzir mudanças concretas na vida das pessoas. “O mais importante é que essas políticas sejam efetivamente acessadas por quem está nas ruas. Estamos falando de cidadania, dignidade e garantia de direitos”, concluiu.

ENTREGAS PARA A POP RUA

Cozinhas solidárias – Na área da segurança alimentar, foram apresentados investimentos na equipagem de oito cozinhas solidárias, ampliação da oferta de refeições e R$ 3 milhões na formação de 88 agentes territoriais de Pop Rua.

Saúde – Na saúde, foi anunciada a implementação de Unidades Móveis de Rua e Educação Popular em Saúde na Atenção Primária para 5 mil agentes, com crescimento de 93% nas equipes de Consultório de Rua.

Justiça – No âmbito do acesso à justiça, foram apresentados investimentos de R$ 46 milhões nos Centros Pop Rua, reforçando equipes na área jurídica; R$ 27 milhões em 30 unidades dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) com entidades da sociedade civil; R$ 36 milhões em 35 CAIS com universidades; além de R$ 900 mil na formação de mais de 5 mil profissionais de segurança.

Cidadania – No enfrentamento à violência institucional, as iniciativas contam com investimento de R$ 70 milhões em 47 unidades da rede de atendimento em direitos humanos para população em situação de rua, que funcionam em 21 estados mais o Distrito Federal. O projeto piloto do Balcão GovBr foi pensado para garantir o acesso do segmento aos serviços públicos digitais.

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Capacitação – O Colaboratório Nacional POP Rua, com atuação em 14 capitais brasileiras, conta com investimento de R$12,8 milhões em cerca de 1.000 atividades de formação. São mais de 36 mil participantes, deste total 5.590 pessoas em situação de rua, que participam ativamente das definições de temas, organização de conteúdos e mobilização.

Informação – Ainda em 2026 terá início a fase preparatória do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua, gerando informação e dados mais qualificados.

Solenidade – Participaram da solenidade Entregas POP Rua, os ministros Guilherme Boulos (SGPR); Janine Mello (MDHC);  Wellington Dias (MDS);  o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges;  o secretário nacional de Economia Popular e Solidária do MTE, Fernando Zamban; a secretária de Atenção Primária à Saúde do ministério da Saúde, Ana Luisa Caldas; o padre Júlio Lancellotti, que conduz projetos socias para a população de rua em Saõ Paulo; e o presidente e vice-presidenta do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para Inclusão Social da População em Situação de Rua (CIAMP RUA), Anderson Miranda e Joana Basílio.

Fonte: Secretaria-Geral

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