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Caixa Postal GOV.BR: notificações personalizadas sobre serviços públicos já chegaram a 100 milhões de pessoas
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A Caixa Postal GOV.BR alcançou a marca de 100 milhões de brasileiros recebendo notificações personalizadas sobre serviços públicos em maio. A ferramenta, disponível dentro da plataforma GOV.BR, consolida-se como um importante canal do poder público com população, permitindo também o envio seguro e direcionado de notificações sobre benefícios, direitos e obrigações dos cidadãos. Desde o lançamento, em fevereiro de 2025, mais de 200 milhões de alertas personalizados foram enviadas por meio da plataforma do Governo do Brasil.
Criada para tornar o governo mais proativo e melhorar a experiência do cidadão na relação com os serviços públicos, a Caixa Postal GOV.BR reúne notificações em um ambiente único, gratuito e protegido contra fraudes. A iniciativa integra a Estratégia Federal de Governo Digital 2024-2027 e busca substituir modelos tradicionais de comunicação, como e-mails e SMS, frequentemente associados a spam e tentativas de golpes virtuais.
A ferramenta permite que órgãos públicos enviem avisos personalizados relacionados diretamente à vida do cidadão, como informações sobre aprovação em concursos e informações sobre o Enem, acesso a benefícios sociais como o Bolsa Verde, vencimento do passaporte e cumprimento de obrigações, como o alistamento militar. Como o envio é vinculado ao CPF, o Governo do Brasil consegue ampliar a efetividade das comunicações, independentemente de mudanças de telefone ou endereço de e-mail dos usuários.
Segurança e notificação personalizada
Outro diferencial da Caixa Postal GOV.BR é a segurança. O acesso às mensagens ocorre exclusivamente pelo aplicativo GOV.BR ou pelo portal oficial da plataforma, reduzindo os riscos de comunicações falsas e de tentativa de golpe digital em que criminosos se passam por instituições confiáveis para roubar dados pessoais, senhas ou informações bancárias (phishing). Para garantir ainda mais proteção, a leitura das mensagens está disponível para usuários com contas GOV.BR de nível prata ou ouro, que possuem validações de identidade mais robustas, incluindo mecanismos biométricos.
Além de beneficiar os cidadãos com uma comunicação mais simples, personalizada e confiável, a solução também oferece vantagens para a administração pública. A plataforma permite integração facilitada entre órgãos governamentais, envio em larga escala, monitoramento de efetividade das mensagens e uso de notificações no aplicativo GOV.BR diretamente no seu dispositivo (push). A expectativa é de que a Caixa Postal continue ampliando seu alcance e fortaleça a transformação digital dos serviços públicos no país.
Como acessar
A nova Caixa Postal é gratuita e automaticamente criada dentro da área pessoal de todas as pessoas que já se cadastraram no GOV.BR. Entretanto, apenas os usuários com nível Prata e Ouro da plataforma poderão acessá-la, tanto por meio do aplicativo para dispositivos móveis quanto pelo site oficial.
Uma conta de nível Prata é conseguida a partir do reconhecimento facial para conferência da foto com a da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Também é possível ter uma conta desse nível a partir da validação de seus dados em um dos 17 bancos credenciados na plataforma.
Já para ter uma conta Ouro, que permite acesso a qualquer serviço público digital e garante uma ampla segurança para os cidadãos, é preciso fazer o reconhecimento facial com base nos dados da Justiça Eleitoral ou pelo QR Code da Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, ainda, a partir de um Certificado Digital compatível com a ICP-Brasil.
Atualmente, o GOV.BR possui mais de 4.600 serviços digitais federais e outros 8.700 serviços de estados e municípios. Entre os serviços mais utilizados pelos brasileiros estão a Assinatura GOV.BR, Meu INSS, Meu SUS Digital, Enem, Fies, Carteira de Trabalho Digital e Carteira Digital de Trânsito. Na plataforma, que conta com mais de 176 milhões de usuários, também é possível pesquisar por serviços de acordo com o perfil da pessoa usuária, sejam ela uma pessoa estudante, agricultora, turista, empreendedora e trabalhadora. Somente entre janeiro e maio deste ano, já foram mais de dois bilhões de acessos na plataforma.
Em caso de dúvidas, as pessoas podem acessar o gov.br/conta ou pelo gov.br/atendimento. Também é possível receber atendimento presencial sobre a plataforma, saiba onde encontrar uma unidade do Balcão GOV.BR em gov.br/presencial.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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Leilão na B3 garante moradia popular para 1000 famílias em Recife
O Governo do Brasil fechou uma parceria estratégica nesta terça-feira (26/5) com vistas à modernização de suas políticas públicas urbana e habitacional. Em leilão realizado na sede da B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo, o projeto “Morar no Centro” foi arrematado pelo consórcio Habitação Social Recife e garantirá a construção de aproximadamente 1.100 unidades habitacionais populares na capital pernambucana. A União garantiu três dos seis imóveis públicos que estruturam o projeto.
É a primeira parceria público-privada (PPP) de locação social vinculada ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na história do país. O projeto tem como objetivo ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda e contribuir para a revitalização do Centro do Recife, aproximando a população de áreas com infraestrutura urbana. Das mais de mil unidades habitacionais previstas, cerca de 600 serão destinadas à locação social para famílias com renda entre um e 3,5 salários-mínimos e as outras serão voltadas à venda ou financiamento para famílias enquadradas nas faixas 2 e 3 do MCMV.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) fez a cessão das áreas públicas ao município. Os imóveis, classificados como terrenos de marinha, somam quase 29 mil metros quadrados e estão localizados no bairro São José — coração histórico da capital pernambucana. Com a destinação, em vez de ficarem ociosos, esses ativos federais ganham função social em uma área já consolidada e dotada de infraestrutura, equipamentos e serviços.
A construção do projeto reflete um esforço conjunto entre diferentes esferas e órgãos:
SPU/MGI: incluiu três terrenos no bairro São José por meio de doação com encargos ao município.
Prefeitura do Recife: recebeu os terrenos da União e entrou com mais dois imóveis próprios. Licitou o projeto, selecionará as famílias a partir de seus cadastros habitacionais e pagará uma contraprestação mensal à concessionária durante os 25 anos de concessão. Ao final, ficará como proprietária dos imóveis.
Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades (SNH/MCID): estruturou a política habitacional que enquadra o projeto no MCMV e garantiu o marco regulatório que permite a locação social dentro do programa.
Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil: coordenou a estruturação técnica e financeira da PPP, com apoio do Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP).
Caixa: Financiou os estudos de viabilidade e a estruturação do projeto por meio do FEP.
Consórcio Habitação Social Recife: Vencedor do leilão, será responsável por construir ou reformar os seis empreendimentos, mobiliá-los, instalar a linha branca e realizar o acompanhamento técnico-social das famílias durante a concessão. Sua receita virá dos aluguéis, da venda das unidades MCMV faixas 2 e 3, da exploração comercial dos térreos e da contraprestação paga pela prefeitura.
Famílias beneficiárias: Serão selecionadas pela prefeitura do Recife via cadastro habitacional. Pagarão aluguel de até 25% da sua renda mensal e terão direito a moradia segura, mobiliada e bem localizada no Centro da cidade, com acompanhamento social durante todo o período de concessão.
Locação social como política pública
A sessão na B3 contou com a presença da Secretária Adjunta do Patrimônio da União, Alessandra D’ávila Vieira, e do Secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, além de representantes do município e dos demais órgãos envolvidos.
A locação social é uma alternativa para atacar um dos maiores gargalos da habitação no Brasil: o peso do aluguel no orçamento das famílias de baixa renda. Muitas vezes, o custo da moradia consome parte expressiva dos ganhos mensais, inviabilizando tanto o sustento básico quanto a possibilidade de assumir um financiamento imobiliário de longo prazo. Para esse público, alugar um imóvel seguro, bem localizado e com preço acessível é uma solução mais viável do que a compra.
A secretária-adjunta de Patrimônio da União, Alessandra D’Ávila Vieira, sintetizou o duplo papel da iniciativa — patrimonial e federativo. “Os terrenos públicos têm um papel fundamental para viabilizar as habitações em áreas centrais. Mas o governo federal só consegue realizar boas políticas públicas com entes engajados e comprometidos”, disse.
“Vários países têm como ferramenta pública de política habitacional a locação. Nosso objetivo é diversificar esse instrumento para dar conta de atingir uma quantidade maior de famílias para, com isso, reduzir o déficit”, afirmou Manoel Renato Machado Filho, secretário-adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil.
Imóvel da Gente: grandes áreas federais a serviço das cidades
A Linha 4 do Programa Imóvel da Gente promove o aproveitamento de grandes áreas da União para implantação de empreendimentos urbanos de múltiplos usos, em articulação com estados, municípios e outros órgãos e entidades. A iniciativa busca dar função social a imóveis da União localizados em áreas urbanas dotadas de infraestrutura e potencial de desenvolvimento, viabilizando projetos que possam contemplar habitação de interesse social, equipamentos públicos, áreas verdes, regularização fundiária, mobilidade urbana e atividades econômicas compatíveis com as necessidades locais. Atualmente, quatro grandes projetos-piloto da Linha 4 estão em desenvolvimento.
Em Vitória da Conquista (BA), a SPU trabalha com o governo estadual na transformação do antigo aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo — mais de 1,3 milhão de m² — em projeto urbano de múltiplos usos. Em Belo Horizonte (MG), o foco é o antigo aeroporto Carlos Prates, com cerca de 580 mil m², em parceria com a prefeitura municipal. Em Patrocínio (MG), um imóvel da extinta CASEMG receberá unidades do MCMV, parque público, creche, unidade básica de saúde e centro tecnológico. Esses três projetos são financiados pelo FEP. Já no Rio de Janeiro, com financiamento do BNDES, a antiga Estação Leopoldina será convertida em polo cultural, social e habitacional.
Imóvel da Gente em números
Desde janeiro de 2023, o Programa Imóvel da Gente, incluindo as suas outras três linhas (Habitação de Interesse Social; Regularização Fundiária Urbana – Reurb; Políticas Públicas Estratégicas), já destinou 1.764 imóveis para políticas públicas em 625 municípios, beneficiando aproximadamente 400 mil famílias — superando em 10,3% a meta de 1.600 destinações prevista para até 2026.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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