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CRIME ORGANIZADO

Gaeco mira braço do PCC no tráfico e guerra entre facções em MT

Operação cumpre mandados em três cidades e investiga grupo envolvido em homicídios e disputa por território na região de Cáceres

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Ao todo, foram cumpridas sete ordens judiciais nas cidades de Cáceres, Cuiabá e Pimenta Bueno (RO)

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado deflagrou nesta sexta-feira (22) uma nova ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso. A Operação Líbano mira integrantes da facção investigados por envolvimento com tráfico de drogas e homicídios ligados à disputa entre grupos criminosos na região de Cáceres.

Ao todo, foram cumpridas sete ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e um de prisão, nas cidades de Cáceres, Cuiabá e Pimenta Bueno (RO).

As investigações começaram após compartilhamento de informações da Polícia Civil de Cáceres, autorizado pela Justiça. A partir dos dados levantados, o Gaeco identificou uma estrutura criminosa organizada, ligada ao PCC, com divisão de funções entre os integrantes.

Segundo as investigações, o grupo atuava tanto na logística do tráfico quanto na execução de crimes relacionados à guerra por território entre facções rivais na fronteira oeste do Estado.

Pelo menos seis suspeitos foram apontados como integrantes da organização criminosa. Entre eles, havia membros responsáveis por apoio operacional e outros que exerciam funções de liderança dentro da facção.

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O nome da operação faz referência a um dos principais investigados, conhecido pelo codinome “Líbano”, morto por integrantes de uma facção rival durante um conflito em Cáceres. Conforme as investigações, ele utilizava o apelido para esconder a própria identidade e dificultar o monitoramento das forças de segurança em aplicativos de mensagens usados pela organização.

A operação contou com apoio da Secretaria de Estado de Justiça, por meio do Grupo de Intervenção Rápida, além do canil e da inteligência da Polícia Penal de Mato Grosso e da Casa de Detenção de Pimenta Bueno.

O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso com participação das polícias Civil, Militar e Penal.

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Facção usava empresas e familiares para esconder fortuna

Grupo investigado transportava cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até o norte do Estado; bens bloqueados passam de R$ 3,2 milhões

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O esquema é alvo da Operação Vinculum Sanguinis, deflagrada nesta sexta-feira, com cumprimento de 23 ordens judiciais

Uma facção criminosa investigada por transportar centenas de quilos de cocaína da fronteira com a Bolívia até o norte de Mato Grosso utilizava empresas e até familiares para ocultar dinheiro do tráfico de drogas, segundo investigação da Polícia Civil de Mato Grosso.

O esquema é alvo da Operação Vinculum Sanguinis, deflagrada nesta sexta-feira (22), com cumprimento de 23 ordens judiciais em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações apontam que o grupo operava uma rota de mais de 700 quilômetros entre Pontes e Lacerda, região de fronteira, e municípios do norte do Estado, usada sistematicamente para o transporte de cocaína e pasta base.

Segundo a polícia, o que começou com a prisão de dois suspeitos em outubro de 2025, em Cláudia, e a apreensão de um quilo de pasta base, revelou uma estrutura criminosa voltada ao tráfico em larga escala.

Durante a operação desta sexta, foram apreendidos mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína, além de dinheiro ainda em contabilização. Três suspeitos foram presos — um por mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

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As investigações também identificaram um esquema de lavagem de dinheiro usado para ocultar os lucros do tráfico. Conforme a polícia, integrantes da facção utilizavam empresas, movimentações financeiras fracionadas e parentes próximos para esconder patrimônio e dissimular a origem dos recursos ilícitos.

Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1,2 milhão em contas bancárias, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis. Somando bens e ativos financeiros, o valor das medidas patrimoniais supera R$ 3,2 milhões.

Entre os alvos estão duas empresas localizadas em Cuiabá e Várzea Grande, uma do ramo de segurança eletrônica e outra de metalurgia. Também foram sequestrados apartamentos, uma casa e terrenos avaliados em mais de R$ 2 milhões.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, que já havia relacionado o grupo à Operação Aurora Pantaneira, realizada em março deste ano, quando foram apreendidos 525 quilos de cocaína e pasta base.

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, significa “laço de sangue”, em latim, e faz referência ao uso de vínculos familiares dentro da estrutura criminosa para garantir confiança entre os integrantes e ocultação patrimonial.

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