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Governo do Brasil já pagou R$ 27,7 milhões a famílias mineiras atingidas pelas chuvas
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Brasília (DF) – Mais 620 famílias da Zona da Mata mineira receberam, nesta quarta-feira (27), o Auxílio Reconstrução, sendo 510 em Juiz de Fora e 110 em Ubá.
Com a liberação dos novos pagamentos, 3.798 famílias já foram beneficiadas, totalizando mais de R$ 27,7 milhões repassados. Ao todo, são 3.165 famílias atendidas em Juiz de Fora e 633 em Ubá.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), é responsável pela execução do benefício. Conforme prevê a Medida Provisória nº 1.338 de 6 de março de 2026, o apoio financeiro é destinado a famílias residentes em áreas efetivamente atingidas pelo desastre nas duas cidades, com registro de dano material ou perda de bens.
O benefício é pago por família e em parcela única pela Caixa Econômica Federal por meio de conta poupança social digital, de abertura automática em nome do beneficiário, ou outra conta em nome do beneficiário na mesma instituição financeira, sem que o banco possa realizar descontos ou compensações de dívidas anteriores sobre esse valor. Apenas um integrante da família pode receber a quantia. O beneficiário não precisa procurar a agência bancária.
De acordo com a medida, são consideradas áreas efetivamente atingidas pelo desastre aquelas que foram parcial ou integralmente inundadas ou danificadas por enxurradas ou deslizamentos de terra. Além disso, a concessão do auxílio depende da verificação das informações encaminhadas pelo governo municipal a respeito das vítimas com direito ao benefício e da autodeclaração do responsável familiar.
Na última semana, o presidente Lula autorizou a liberação de mais R$ 75,3 milhões para reforçar o pagamento do Auxílio Reconstrução na Zona da Mata mineira, por meio da Medida Provisória nº 1.361.
Novos lotes
Novos lotes seguem em processamento contínuo. Atualmente, cerca de 600 famílias habilitadas ainda precisam confirmar as informações no Portal do Cidadão para receber o benefício de R$ 7,3 mil.
Os cadastros podem estar em três situações:
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Sob análise: o cadastro segue em processamento pelos sistemas federais;
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Habilitado: a família está apta a receber o benefício e precisa confirmar os dados no Portal do Cidadão para liberação do pagamento;
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Pendência: o sistema identificou necessidade de complementação ou ajuste de informações cadastrais, situação que pode ser revisada após atualização dos dados e novo processamento do cadastro. Isso não significa negativa definitiva do benefício;
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Cancelado pelo cidadão: ocorre quando a própria família cancela o cadastro no Portal do Cidadão, normalmente para possibilitar a correção de informações. Nesses casos, é necessário procurar a prefeitura para realização de novo cadastro.
Confirmação dos dados
Para receber o benefício, é necessário que o responsável familiar confirme os dados no site do auxílio. Para isso, é preciso acessar o sistema com a conta GOV.BR, conferir as informações da família e realizar a validação.
Caso o cidadão encontre dificuldades no acesso, como recuperação de senha ou problemas com a conta GOV.BR, há um chat de atendimento no portal com orientação específica sobre o Auxílio Reconstrução. Para acessar, basta entrar em GOV.BR utilizar o ícone de ajuda/chat e selecionar a opção “Auxílio Reconstrução MG”.
Famílias que já confirmaram os dados no Portal do Cidadão, mas ainda não receberam o benefício, podem procurar a Caixa Econômica Federal para verificar eventuais necessidades de regularização cadastral.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
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Leilão na B3 garante moradia popular para 1000 famílias em Recife
O Governo do Brasil fechou uma parceria estratégica nesta terça-feira (26/5) com vistas à modernização de suas políticas públicas urbana e habitacional. Em leilão realizado na sede da B3 (Bolsa de Valores), em São Paulo, o projeto “Morar no Centro” foi arrematado pelo consórcio Habitação Social Recife e garantirá a construção de aproximadamente 1.100 unidades habitacionais populares na capital pernambucana. A União garantiu três dos seis imóveis públicos que estruturam o projeto.
É a primeira parceria público-privada (PPP) de locação social vinculada ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na história do país. O projeto tem como objetivo ampliar o acesso à moradia digna para famílias de baixa renda e contribuir para a revitalização do Centro do Recife, aproximando a população de áreas com infraestrutura urbana. Das mais de mil unidades habitacionais previstas, cerca de 600 serão destinadas à locação social para famílias com renda entre um e 3,5 salários-mínimos e as outras serão voltadas à venda ou financiamento para famílias enquadradas nas faixas 2 e 3 do MCMV.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) fez a cessão das áreas públicas ao município. Os imóveis, classificados como terrenos de marinha, somam quase 29 mil metros quadrados e estão localizados no bairro São José — coração histórico da capital pernambucana. Com a destinação, em vez de ficarem ociosos, esses ativos federais ganham função social em uma área já consolidada e dotada de infraestrutura, equipamentos e serviços.
A construção do projeto reflete um esforço conjunto entre diferentes esferas e órgãos:
SPU/MGI: incluiu três terrenos no bairro São José por meio de doação com encargos ao município.
Prefeitura do Recife: recebeu os terrenos da União e entrou com mais dois imóveis próprios. Licitou o projeto, selecionará as famílias a partir de seus cadastros habitacionais e pagará uma contraprestação mensal à concessionária durante os 25 anos de concessão. Ao final, ficará como proprietária dos imóveis.
Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades (SNH/MCID): estruturou a política habitacional que enquadra o projeto no MCMV e garantiu o marco regulatório que permite a locação social dentro do programa.
Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil: coordenou a estruturação técnica e financeira da PPP, com apoio do Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP).
Caixa: Financiou os estudos de viabilidade e a estruturação do projeto por meio do FEP.
Consórcio Habitação Social Recife: Vencedor do leilão, será responsável por construir ou reformar os seis empreendimentos, mobiliá-los, instalar a linha branca e realizar o acompanhamento técnico-social das famílias durante a concessão. Sua receita virá dos aluguéis, da venda das unidades MCMV faixas 2 e 3, da exploração comercial dos térreos e da contraprestação paga pela prefeitura.
Famílias beneficiárias: Serão selecionadas pela prefeitura do Recife via cadastro habitacional. Pagarão aluguel de até 25% da sua renda mensal e terão direito a moradia segura, mobiliada e bem localizada no Centro da cidade, com acompanhamento social durante todo o período de concessão.
Locação social como política pública
A sessão na B3 contou com a presença da Secretária Adjunta do Patrimônio da União, Alessandra D’ávila Vieira, e do Secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, além de representantes do município e dos demais órgãos envolvidos.
A locação social é uma alternativa para atacar um dos maiores gargalos da habitação no Brasil: o peso do aluguel no orçamento das famílias de baixa renda. Muitas vezes, o custo da moradia consome parte expressiva dos ganhos mensais, inviabilizando tanto o sustento básico quanto a possibilidade de assumir um financiamento imobiliário de longo prazo. Para esse público, alugar um imóvel seguro, bem localizado e com preço acessível é uma solução mais viável do que a compra.
A secretária-adjunta de Patrimônio da União, Alessandra D’Ávila Vieira, sintetizou o duplo papel da iniciativa — patrimonial e federativo. “Os terrenos públicos têm um papel fundamental para viabilizar as habitações em áreas centrais. Mas o governo federal só consegue realizar boas políticas públicas com entes engajados e comprometidos”, disse.
“Vários países têm como ferramenta pública de política habitacional a locação. Nosso objetivo é diversificar esse instrumento para dar conta de atingir uma quantidade maior de famílias para, com isso, reduzir o déficit”, afirmou Manoel Renato Machado Filho, secretário-adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil.
Imóvel da Gente: grandes áreas federais a serviço das cidades
A Linha 4 do Programa Imóvel da Gente promove o aproveitamento de grandes áreas da União para implantação de empreendimentos urbanos de múltiplos usos, em articulação com estados, municípios e outros órgãos e entidades. A iniciativa busca dar função social a imóveis da União localizados em áreas urbanas dotadas de infraestrutura e potencial de desenvolvimento, viabilizando projetos que possam contemplar habitação de interesse social, equipamentos públicos, áreas verdes, regularização fundiária, mobilidade urbana e atividades econômicas compatíveis com as necessidades locais. Atualmente, quatro grandes projetos-piloto da Linha 4 estão em desenvolvimento.
Em Vitória da Conquista (BA), a SPU trabalha com o governo estadual na transformação do antigo aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo — mais de 1,3 milhão de m² — em projeto urbano de múltiplos usos. Em Belo Horizonte (MG), o foco é o antigo aeroporto Carlos Prates, com cerca de 580 mil m², em parceria com a prefeitura municipal. Em Patrocínio (MG), um imóvel da extinta CASEMG receberá unidades do MCMV, parque público, creche, unidade básica de saúde e centro tecnológico. Esses três projetos são financiados pelo FEP. Já no Rio de Janeiro, com financiamento do BNDES, a antiga Estação Leopoldina será convertida em polo cultural, social e habitacional.
Imóvel da Gente em números
Desde janeiro de 2023, o Programa Imóvel da Gente, incluindo as suas outras três linhas (Habitação de Interesse Social; Regularização Fundiária Urbana – Reurb; Políticas Públicas Estratégicas), já destinou 1.764 imóveis para políticas públicas em 625 municípios, beneficiando aproximadamente 400 mil famílias — superando em 10,3% a meta de 1.600 destinações prevista para até 2026.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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