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Governo do Brasil vai levar internet a até 2,7 mil postos de saúde do país e acelerar atendimentos pelo SUS
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O Ministério das Comunicações (MCom) prepara o lançamento de um novo edital para levar internet de qualidade a até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil. A iniciativa, que contará com investimento da ordem de R$ 100 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), promete modernizar o atendimento pelo SUS e agilizar diagnósticos, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde.
As unidades contempladas estão distribuídas em mais de mil municípios, em 26 unidades da federação, e fazem parte das ações do Novo PAC para ampliar a inclusão digital em serviços essenciais.
Com a conectividade, será possível informatizar prontuários, integrar dados de pacientes e ampliar o uso da telessaúde, o que contribui para reduzir filas e evitar deslocamentos desnecessários, reduzindo desigualdades regionais. Comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e periferias urbanas estão entre as mais beneficiadas com a expansão.
“Esse edital vai priorizar as UBS para garantir que médicos, enfermeiros, equipes de saúde e pacientes tenham acesso a uma infraestrutura digital moderna. Isso significa prontuários eletrônicos mais ágeis, integração de dados e atendimentos mais rápidos e eficientes”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
O foco do projeto são as UBS que ainda não possuem acesso à internet, usando a tecnologia como ferramenta para reduzir desigualdades regionais. Com banda larga e Wi-Fi nas unidades, será possível melhorar a gestão de medicamentos, facilitar o agendamento de consultas e ampliar o acesso a exames e diagnósticos à distância.
“Com foco em universalizar a conectividade nas UBS, o Ministério da Saúde destinou R$ 30 milhões ao MCom para conectar 775 unidades básicas em áreas remotas, onde muitas vezes apenas a conexão via satélite é viável. Este novo edital vai ajudar a viabilizar a segunda fase do Novo PAC, voltada à conexão de UBS que podem ser atendidas por fibra óptica e que ainda não possuem acesso. Isso significa que poderemos ampliar o acesso virtual a ações e serviços de saúde para as populações mais vulneráveis e que mais precisam, onde a conectividade não tinha chegado ainda”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Empresas e provedores interessados deverão apresentar propostas que incluam não apenas a conexão, por fibra óptica ou satélite, mas também a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de saúde.
Ainda em 2026, o MCom, em parceria com o Ministério da Saúde, vai concluir a conexão de 1.191 UBS previstas em acordo assinado no ano passado. Do total previsto, 859 já foram conectadas e contam com internet pública ativa. As 332 restantes, localizadas majoritariamente em regiões de difícil acesso, serão indicadas pelo Ministério da Saúde e conectadas ao longo do próximo ano.
Fust
O lançamento do novo edital para conectar até 2,7 mil UBS é uma iniciativa que reforça o uso do Fust como motor da inclusão digital em serviços públicos. Em 2024 e 2025, o ministério já havia lançado dois editais totalizando mais de R$ 600 milhões para conectar mais de 17 mil escolas públicas, dentro do programa Escolas Conectadas. A expectativa é que a implementação dessa nova leva de UBS comece ainda em 2026.
UBS
Dados mais recentes do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde, mostram o avanço do processo de transformação digital: 94,6% das UBS do país já dispõem de conexão com internet, e 87% já utilizam prontuário eletrônico.
Acesse a lista prévia de Unidades de Saúde
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628
Fonte: Ministério das Comunicações
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Programa Terra da Gente garante regularização fundiária para agricultores familiares no Amapá
Amapá – Os municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, no Amapá, receberam, neste sábado (18), a nova etapa do Terra da Gente. O programa de regularização fundiária é fruto de uma parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Governo do Amapá. A iniciativa, que já percorreu outras regiões do estado, busca formalizar a posse de terras para agricultores familiares e assegurar inclusão social com fortalecimento da produção no campo.
Por meio do MIDR, são investidos cerca de R$ 21 milhões para garantir que equipes técnicas atuem nos 16 municípios do estado, com a realização do georreferenciamento das áreas rurais. A ação é necessária para a emissão de títulos de terras e dará preferência para que agricultores e famílias de baixa renda tenham as posses garantidas. A expectativa é que o programa regularize cerca de 80 mil hectares na primeira fase.
O ministro Waldez Góes acompanhou o lançamento do programa nos municípios e afirmou que a entrega dos títulos faz parte de uma estratégia de combate às desigualdades. “Nosso compromisso é com a vigilância e a atenção redobrada para que todas as pessoas tenham a oportunidade de participar do processo de desenvolvimento que acontece no estado. Nós temos esse compromisso integral com a diminuição das desigualdades e a inclusão das pessoas”, ressaltou.
O agricultor Adalto Oliveira recebeu a declaração de posse do terreno durante o evento. Morador de uma colônia às margens do rio Água Fria, em Pedra Branca do Amapari, Adalto celebrou a segurança proporcionada pelo Terra da Gente. Para ele, o documento é a realização de um sonho de infância que permite, finalmente, trabalhar com liberdade.“Quando fui crescendo, almejava um terreno para estar sossegado e plantar meu legume, meu açaí. Demorou, mas consegui e agora fui contemplado com o documento da minha terra. A gente não tem nem palavras para agradecer”,afirmou.
Com a declaração em mãos, o próximo passo de Adalto é acessar crédito para diversificar a produção e investir no plantio de cacau. “Acredito que agora a gente vai avançar com esse documento. Quero plantar cacau e mais açaí, estou muito feliz”, comemorou o agricultor.
A programação contou ainda com o mutirão de microcrédito “Pertinho da Gente”, política do MIDR voltada a agricultores, pescadores e pequenos empreendedores. Durante o evento, equipes do Banco da Amazônia e Caixa realizaram atendimento de agricultores interessados em acessar o crédito e investir em insumos para impulsionar a produção rural.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
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