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III Fórum Nacional de Nutricionistas na Assistência Social destaca práticas inovadoras de Segurança Alimentar e Nutricional no SUAS

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Uma mostra de experiências colocou em foco o trabalho de nutricionistas que, em diferentes territórios do país, fortalecem diariamente a segurança alimentar e nutricional no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A iniciativa ganhou destaque nesta semana durante o III Fórum Nacional de Nutricionistas na Assistência Social, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Entre 25 e 27 de novembro de 2025, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o encontro reuniu nutricionistas, gestores, trabalhadores do SUAS e representantes de todas as regiões brasileiras para debater estratégias, aprimorar políticas públicas e compartilhar práticas que promovem o direito humano à alimentação adequada. Ao mesmo tempo, reforçou o papel do trabalho intersetorial, que articula assistência social, saúde, agricultura, educação e gestão ambiental, como alicerce fundamental para enfrentar, de forma contínua e estruturada, a insegurança alimentar no país.

Como parte da programação do Fórum, a mostra de experiências de alimentação e nutrição no SUAS apresentou 20 iniciativas premiadas, selecionadas entre 97 inscritas, reconhecidas pela inovação, pelo impacto social e pela contribuição para efetivação do direito humano à alimentação adequada e saudável. Em sua terceira edição, a mostra busca evidenciar como essas práticas se concretizam no cotidiano do SUAS como agenda de direitos, proteção social e articulação territorial.

As experiências mostram como municípios de diferentes portes têm estruturado políticas que articulam proteção social, participação comunitária e segurança alimentar e nutricional, reforçando o papel estratégico do SUAS na promoção da segurança alimentar. As práticas apresentadas percorrem temas diversos, desde respostas a eventos climáticos extremos até hortas comunitárias, passando pela mobilização social, pela produção de orientações técnicas para a segurança alimentar e nutricional no SUAS, pela articulação intersetorial e pela integração com o SUS e o Sisan, além de estratégias que fortalecem vínculos com famílias em situação de vulnerabilidade.

Para a coordenadora-geral de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Gisele Bortolini, a agenda da alimentação no SUAS não é periférica. “Alimentação adequada e saudável, no SUAS, não é tema acessório; é tema de direitos. A insegurança alimentar é uma forma explícita de desproteção social. O SUAS não substitui o Sisan — e o Sisan não substitui o SUAS. Precisamos de integração concreta: informação circulando, protocolos funcionando, governança ativa e corresponsabilidade para garantir o direito humano à alimentação adequada.”

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O MDS vem estruturando, junto às universidades e à rede do SUAS, um conjunto de instrumentos para qualificar o trabalho nos territórios. Entre as ações desenvolvidas, destaca-se a cooperação com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO), que apoia a organização de fluxos, a qualificação das ofertas e o fortalecimento da articulação em rede, além da elaboração de parâmetros e referências nutricionais para orientar a oferta de alimentos e refeições no SUAS. Também estão em andamento cursos e processos formativos destinados às equipes e aos serviços, conduzidos pela mesma instituição. Com a Universidade Federal de Sergipe, foi retomada a agenda de educação alimentar e nutricional voltada ao SUAS. Já em colaboração com o Unicef, foi produzido o Caderno da Trilha do TSFT (PAIF), que reúne recomendações para identificação, mobilização e atuação das equipes em prol do direito humano à alimentação 

Territórios, rostos e prioridades

A programação reforçou que, apesar dos avanços recentes na redução da insegurança alimentar grave no país, a fome continua atingindo de forma desigual mulheres, crianças, população negra, pessoas em situação de rua, povos indígenas e comunidades tradicionais, além das periferias urbanas — realidade que exige respostas estruturantes e sustentáveis.

Giane Márcia Vieira de Almeida, coordenadora do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família da Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS, destacou: “Alimentação e nutrição no SUAS não são temas secundários; são dimensões estruturantes da garantia de direitos e da defesa da dignidade humana. Garantir a proteção social significa também assegurar condições adequadas para que cada pessoa, cada família, cada território tenha sua autonomia respeitada, sua cultura valorizada e seu acesso ao direito humano à alimentação adequada plenamente garantido.”

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O evento foi organizado pelo coletivo de nutricionistas do SUAS e pelo MDS, com apoio do Conselho Federal de Nutrição, dos Conselhos Regionais de Nutricionistas, da Prefeitura do Recife, do Governo de Pernambuco e da Associação Brasileira de Nutricionistas.

Conheça os 20 trabalhos premiados:

  1. Formação para provisão do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) no controle de eventos climáticos extremos – Petrópolis/RJ
  2. Da assistência à dignidade: a cesta básica como política pública de direitos
  3. Guia de Orientações para Segurança Alimentar e Nutricional no SUAS – Palmas/TO
  4. Impacto Transformador: Estágio Supervisionado em Nutrição no SUAS de Petrolina/PE
  5. PAAN-BH – Programa de Assistência Alimentar e Nutricional Emergencial – Belo Horizonte/MG
  6. Sabores do Amanhã: receitas e oficinas de alimentação saudável
  7. Avaliação quantitativa da disponibilidade de alimentos no CRAS – Cristóvão/SE
  8. Atribuições das Nutricionistas na Secretaria Municipal de Assistência Social – Vitória/ES
  9. Vem pra Feira: articulação entre Agricultura Familiar, SAN e Proteção Social
  10. Fortalecimento da SAN em Santo Ângelo/RS: articulação SUAS, SISAN e SUS via PAA
  11. Semeando vínculos: implementação de horta comunitária em CRAS de Porto Alegre/RS
  12. Da estagnação à inovação: o COMSEA de Valente/BA como motor do SISAN
  13. Transforma Petrolina: mobilização social no enfrentamento da insegurança alimentar
  14. PAA Indígena: primeira experiência SUAS/SISAN/SUS – Joinville/SC
  15. (En) Segurança Alimentar e Nutricional no CRAS: entre o direito permanente e eventual
  16. Construção do PAA em Palmas/TO: transferência de renda e promoção da SAN
  17. Projeto “Fui à Feira!”
  18. Programa Compra Direta de Alimentos (CDA) – Espírito Santo
  19. A atuação do nutricionista no Sistema Único de Assistência Social
  20. Articulação Intersetorial em SAN – Ubá/MG

    Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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Em 20 dias, Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreende 67 toneladas de drogas, 639 armas e prende 473 pessoas

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Brasília, 6/6/2026 — Três semanas depois do lançamento, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado apresenta seus primeiros números: mais de 67 toneladas de drogas apreendidas, 639 armas, 26.875 munições, 1.013 veículos e 473 pessoas presas. Ao todo, 9.204 profissionais de segurança pública participaram de 11 operações integradas em todo o país desde 12 de maio.

O programa foi lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com previsão de R$ 11,1 bilhões e atua em quatro frentes: cortar o dinheiro das facções, recuperar o controle dos presídios, melhorar a investigação de homicídios e desmontar o mercado ilegal de armas. A ideia central é reunir União, estados e municípios numa resposta coordenada — e os primeiros resultados mostram esse modelo funcionando.

Os primeiros 20 dias

Os dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) mostram que os R$ 30,4 milhões gastos no período geraram R$ 361,3 milhões em prejuízo estimado ao crime — quase R$ 12 de dano às facções para cada R$ 1 investido. O número supera em 251% tudo o que estava previsto para os primeiros 90 dias do programa.

No acumulado de abril e maio, as ações da SENASP e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) resultaram em 2.182 prisões em flagrante, além das apreensões de drogas, armas e veículos. O prejuízo econômico ao crime, sem contar o valor das drogas, chegou a R$ 223,54 milhões. As Operações Narke e Renocrim conseguiram o bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos.

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Presídios

A 11ª fase da Operação Mute entrou em 124 presídios com 4.042 policiais penais. Foram 3.728 celas revistadas e 680 celulares apreendidos — aparelhos usados por líderes de facções para dar ordens de dentro da cadeia. Desde que a operação começou, em 2023, já saíram das prisões brasileiras 8.646 celulares, com participação de mais de 38 mil policiais penais e mais de 37 mil celas revistadas.

Polícia Federal

Só em abril, a Polícia Federal homologou 128 operações, prendeu 849 pessoas em flagrante e efetuou 1.371 capturas pelos Grupos de Capturas. Foram cumpridos 295 mandados de busca e apreensão. O prejuízo financeiro ao crime chegou a R$ 272 milhões em descapitalização. A PF apreendeu ainda 160 armas, 4.563 munições, 5,6 toneladas de cocaína e 20,9 toneladas de maconha no período.

Fronteiras e Amazônia

As operações de fronteira chegaram às 27 unidades da Federação — em 2025, atuavam em apenas sete estados. O programa avançou também pela Amazônia, com foco em sete regiões prioritárias e 42 municípios de seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.

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Cooperação internacional

Em Assunção, o ministro Wellington César Lima e Silva se reuniu com Jalil Rachid, titular da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), para reforçar a parceria no combate ao tráfico nas regiões de fronteira. A Operação Nova Aliança, em andamento desde 2012 em conjunto com a Polícia Federal, acumula a destruição de 1.218 acampamentos de cultivo, a eliminação de 11,2 milhões de quilos de maconha e R$ 1,6 bilhão em prejuízo direto às organizações criminosas.

Wellington Lima participou também da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do bloco (RMJ), onde apresentou o programa como contribuição do Brasil à segurança regional. “Quanto mais forte a capacidade de cada Estado-Parte, mais resiliente será nossa região frente às ameaças comuns”, disse o ministro.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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