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MDHC leva ações de proteção à pessoa idosa ao Rio Grande do Norte e ao Rio de Janeiro
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O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (SNDPI/MDHC), Alexandre da Silva, cumpriu agendas institucionais no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro entre os dias 11 e 15 de maio. As atividades focaram no fortalecimento de políticas públicas para a população idosa, com uma programação que incluiu o lançamento de programas, diálogos com gestores locais e debates sobre proteção social e integração de cuidados.
Ao longo da semana, as ações priorizaram temas como o envelhecimento populacional, o direito ao cuidado e o fortalecimento das redes locais de proteção. A agenda consolidou o papel da secretaria na articulação entre municípios, universidades, conselhos e organismos internacionais para a promoção dos direitos humanos.
Reverberação do cuidado
A agenda no Rio Grande do Norte começou na segunda-feira (11), em Natal, com o lançamento dos programas Envelhecer nos Territórios e Viva Mais Cidadania. As iniciativas buscam aproximar as políticas públicas da realidade local e ampliar a presença do ministério nos municípios, com o objetivo de responder aos desafios do envelhecimento populacional por meio de visitas domiciliares e formação de agentes de direitos humanos.
No mesmo dia, o secretário também participou de atividades do evento “Cuidado no Sertão: diálogos sobre envelhecimento e saúde no Semiárido”, no município de Caicó (RN). A ação ocorreu em parceria com a Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMCM/UFRN).
Na terça-feira (12), em Pau dos Ferros (RN), a SNDPI realizou a cerimônia de encerramento do Programa Envelhecer nos Territórios no Alto Oeste Potiguar. O projeto contemplou sete municípios da região: João Dias, Pilões, Riacho de Santana, José da Penha, Janduís, Olho D’Água do Borges e Viçosa.
A atividade reuniu gestores públicos, conselheiros municipais, lideranças e a comunidade. Durante o evento, 54 Agentes de Direitos Humanos da Pessoa Idosa foram certificados, dos quais 30 profissionais atuaram diretamente em visitas domiciliares.
O secretário Alexandre da Silva ressaltou que o fim da parceria técnica com o Instituto Federal não interrompe as ações locais, mas estimula a continuidade das políticas públicas pelos municípios. “O encerramento do programa não significa que as ações terminam nesses municípios. Muito pelo contrário, o nosso papel foi estimular que nossas políticas continuem a reverberar no cotidiano das pessoas idosas”, disse na ocasião.
As mais de 9,4 mil visitas domiciliares realizadas na região alcançaram cerca de 4,9 mil pessoas idosas. O mapeamento identificou violações de direitos que demandam a atuação da rede de proteção, tais como negligência e isolamento social; violência psicológica; abuso financeiro; e barreiras no acesso à saúde e à assistência social.
Audiência pública e envelhecimento
Na quinta-feira (14), o secretário Alexandre participou de uma audiência pública com cinco prefeitos do Polo Seridó para debater sobre envelhecimento, cuidado e garantia de direitos na região. No encontro, o gestor defendeu ações imediatas para combater o idadismo – preconceito baseado na idade – no território.
Alexandre da Silva também ressaltou a necessidade de assegurar que o envelhecimento seja acompanhado de oportunidades de lazer, convivência social e descanso, indo além da garantia de subsistência. “O Seridó já envelhece. A questão é como garantir uma forma de envelhecer com mais dignidade e oportunidades”, enfatizou.
A audiência reuniu especialistas, representantes do poder público e integrantes da sociedade civil.
Cooperação internacional
O secretário encerrou os compromissos da semana nesta sexta-feira (15), no Rio de Janeiro (RJ), durante o 2º Summit de Integração de Cuidados nos Países de Língua Portuguesa. O evento internacional reuniu delegações lusófonas para debater a associação entre os sistemas de saúde e de proteção social.
O gestor mediou a mesa de debates “O Cuidado como um Direito”, com a participação de representantes do Governo do Brasil, do estado do Rio de Janeiro, de Cabo Verde e da academia. Na oportunidade, apresentou os programas federais desenvolvidos pelo MDHC, como o Envelhecer nos Territórios, o Viva Mais Cidadania e o projeto Vida Digna em Casa.
A participação reforçou o tripé entre direitos humanos, saúde e assistência social como base para as políticas públicas de cuidado. “Estivemos presentes para falar sobre o cuidado como direito; quais os desafios; qual a realidade para se pensar serviços, equipamentos, marcos normativos, modelos de governança que possam garantir o cuidado integral e integrado de longa duração para as pessoas idosas”, completou.
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Texto: L.M./F.T.
Edição: F.T.
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BRASIL & MUNDO
MDA investe mais de R$ 13,9 milhões em títulos, créditos e educação do campo no Ceará
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) consolidou, nesta sexta-feira (15), um robusto pacote de investimentos voltado ao fortalecimento da reforma agrária e da educação do campo no Ceará. Em agenda oficial no município de Mulungu, a ministra Fernanda Machiaveli liderou as entregas de títulos definitivos de terra, créditos instalação do Incra e bolsas de incentivo a estudantes, além de intensificar a importância da aula inaugural do primeiro Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia do Instituto Federal do Ceará (IFCE).
No total, as ações somam mais de R$ 13,9 milhões em investimentos diretos no estado. Durante o ato foram entregues 103 títulos definitivos em assentamentos da reforma agrária, garantindo a segurança jurídica de 239 famílias produtoras. O montante financeiro principal foi viabilizado por meio da formalização de 1.081 contratos de Créditos Instalação do Incra, injetando R$ 13,9 milhões para o desenvolvimento e estruturação das famílias assentadas cearenses.
“Hoje é um dia de alegria. Vocês sabem que 10% de toda a agricultura familiar – um a cada 10 agricultores familiares brasileiros – moram aqui no Ceará? A agricultura familiar cearense é um exemplo para todo esse país. Produz alimentos dos mais diversificados. “Hoje nós vamos celebrar o início de um curso, que é o curso de graduação, para formação de tecnólogos em agroecologia, extensionistas que vão trabalhar na transição agroecológica aqui na região, mas também nós celebramos as conquistas da agricultura familiar e da reforma agrária como um todo”, afirmou Fernanda Machiaveli.
Educação e Sustentabilidade no Campo
Ainda dentro do pacote de entregas o MDA e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) formalizaram a entrega de Termos de Concessão de Bolsa para estudantes de escolas agrícolas vinculados ao Projeto Dom Hélder Câmara III.
A agenda em Mulungu também marcou o início letivo da primeira graduação tecnológica em Agroecologia do IFCE. O curso é fruto de uma articulação estratégica entre o MDA, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e o IFCE, viabilizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) no valor de R$ 2,7 milhões.
Ao todo, a iniciativa oferta 120 vagas (40 para o Ceará e 80 para o Rio Grande do Norte), com critérios de seleção prioritários para agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.
O curso adota a Pedagogia da Alternância – metodologia que intercala períodos de atividades presenciais e online com práticas diretas em campo -, o que permite conciliar o conhecimento acadêmico à rotina de produção e vivência nas comunidades rurais, promovendo a permanência dos jovens no campo com inovação sustentável.
Texto: Beatriz Mendes / Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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