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Nova direção do CNPD acelera debates sobre proteção de dados no País
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Brasília, 15/5/26 – O Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD) realizou, nesta sexta-feira (15), a 7ª Reunião Ordinária, no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), marcando o início da gestão do secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, na presidência do colegiado. O vice-presidente do Conselho, Reinaldo Couto Filho, também atua no MJSP como consultor jurídico.
Na reunião, a nova presidência apresentou uma pauta voltada à conclusão dos Grupos de Trabalho (GTs), à ampliação das contribuições para a agenda regulatória da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à continuidade da construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais do Governo Federal.
No centro da pauta esteve o balanço dos seis GTs do Conselho, que desde 2024 desenvolvem estudos temáticos sobre proteção de dados em diferentes contextos, como relações de trabalho, proteção de crianças e adolescentes, coordenação institucional, crédito, prevenção à fraude e implementação do ECA Digital.
Os relatórios, previstos para entrega no início de junho, somam centenas de páginas com análises, contribuições de especialistas, audiências setoriais, mapeamentos de precedentes judiciais nacionais e internacionais, diagnósticos e recomendações.
Também foi deliberada a realização de audiência pública sobre a Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais em 12 de junho, com inscrições abertas a representantes da sociedade civil, da academia e do setor privado.

- Secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes é o novo presidente do CNPD. Foto: Tom Costa/MJSP.
“É uma oportunidade para que os coordenadores apresentem à sociedade resultados de alto nível técnico, gerando subsídios e ampliando a participação de representantes externos ao CNPD”, disse Victor Fernandes.
Os conselheiros também foram convocados a enviar contribuições para a agenda regulatória da ANPD 2027–2028 até 26 de junho, data que coincide com o término do mandato de parte da composição atual.
“Estamos 100% abertos a ouvir contribuições e sugestões de todos os conselheiros para que nosso trabalho ocorra de maneira muito produtiva neste ano”, concluiu Fernandes.
A 8ª Reunião Ordinária do CNPD já tem data marcada: 19 de junho, quando deverão ser debatidos os subsídios consolidados e as diretrizes a serem encaminhadas à ANPD.
Prestação de serviço público
O CNPD é o órgão consultivo da ANPD, composto por membros da sociedade civil e representantes do poder público, responsável por propor diretrizes da Política Nacional de Proteção de Dados e acompanhar a aplicação da Lei nº 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil. O conselho multissetorial é regulamentado pelo Decreto nº 12.881, de 18 de março de 2026.
Entre as principais atribuições previstas no Art. 58-B estão propor diretrizes estratégicas e fornecer subsídios para a elaboração da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade e para a atuação da ANPD; elaborar relatórios anuais de avaliação da execução das ações da política; apresentar sugestões à ANPD; elaborar estudos; realizar debates e audiências públicas sobre proteção de dados pessoais e privacidade; e disseminar conhecimento sobre o tema para a população.
A participação dos conselheiros no CNPD é considerada prestação de serviço público relevante e não remunerada.
BRASIL & MUNDO
MDA investe mais de R$ 13,9 milhões em títulos, créditos e educação do campo no Ceará
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) consolidou, nesta sexta-feira (15), um robusto pacote de investimentos voltado ao fortalecimento da reforma agrária e da educação do campo no Ceará. Em agenda oficial no município de Mulungu, a ministra Fernanda Machiaveli liderou as entregas de títulos definitivos de terra, créditos instalação do Incra e bolsas de incentivo a estudantes, além de intensificar a importância da aula inaugural do primeiro Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia do Instituto Federal do Ceará (IFCE).
No total, as ações somam mais de R$ 13,9 milhões em investimentos diretos no estado. Durante o ato foram entregues 103 títulos definitivos em assentamentos da reforma agrária, garantindo a segurança jurídica de 239 famílias produtoras. O montante financeiro principal foi viabilizado por meio da formalização de 1.081 contratos de Créditos Instalação do Incra, injetando R$ 13,9 milhões para o desenvolvimento e estruturação das famílias assentadas cearenses.
“Hoje é um dia de alegria. Vocês sabem que 10% de toda a agricultura familiar – um a cada 10 agricultores familiares brasileiros – moram aqui no Ceará? A agricultura familiar cearense é um exemplo para todo esse país. Produz alimentos dos mais diversificados. “Hoje nós vamos celebrar o início de um curso, que é o curso de graduação, para formação de tecnólogos em agroecologia, extensionistas que vão trabalhar na transição agroecológica aqui na região, mas também nós celebramos as conquistas da agricultura familiar e da reforma agrária como um todo”, afirmou Fernanda Machiaveli.
Educação e Sustentabilidade no Campo
Ainda dentro do pacote de entregas o MDA e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) formalizaram a entrega de Termos de Concessão de Bolsa para estudantes de escolas agrícolas vinculados ao Projeto Dom Hélder Câmara III.
A agenda em Mulungu também marcou o início letivo da primeira graduação tecnológica em Agroecologia do IFCE. O curso é fruto de uma articulação estratégica entre o MDA, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e o IFCE, viabilizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) no valor de R$ 2,7 milhões.
Ao todo, a iniciativa oferta 120 vagas (40 para o Ceará e 80 para o Rio Grande do Norte), com critérios de seleção prioritários para agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.
O curso adota a Pedagogia da Alternância – metodologia que intercala períodos de atividades presenciais e online com práticas diretas em campo -, o que permite conciliar o conhecimento acadêmico à rotina de produção e vivência nas comunidades rurais, promovendo a permanência dos jovens no campo com inovação sustentável.
Texto: Beatriz Mendes / Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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