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MGI e Enap homologam classificação final de cargos com etapas específicas no CPNU 2
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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) homologaram, nesta sexta-feira (3/7), o resultado definitivo da classificação final de pessoas candidatas aprovadas em cargos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) que ainda dependiam da conclusão de etapas específicas previstas no edital de abertura. A homologação consta do Edital Enap nº 207 e contempla pessoas candidatas habilitadas às vagas imediatas e à lista de espera dos cargos submetidos à Fase 5, à Fase 6 e à segunda etapa do certame.
A publicação conclui o ciclo classificatório dessas carreiras e permite que os órgãos e entidades responsáveis avancem nos procedimentos administrativos necessários ao provimento das vagas, observadas a ordem de classificação, a existência de vagas, os requisitos legais de investidura e a adequação orçamentária e financeira.
As listas abrangem cargos dos blocos temáticos 1 — Seguridade Social: Saúde, Assistência Social e Previdência Social; 3 — Ciência, Dados e Tecnologia; 4 — Engenharia e Arquitetura; 6 — Desenvolvimento Socioeconômico; e 7 — Justiça e Defesa.
Entre os cargos contemplados está o de Analista Técnico de Justiça e Defesa — Qualquer Área de Formação, único do CPNU 2 submetido à Fase 5. O cargo integra a carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa, uma carreira transversal sob gestão do MGI, com atuação voltada ao fortalecimento da capacidade do Estado em áreas estratégicas relacionadas à justiça, à segurança e à defesa nacional. Esta é a primeira seleção para a carreira, que ofertou 250 vagas.
Também foram homologados os resultados de cargos submetidos à Fase 6, composta por prova oral e defesa de memorial, além de cargos que passaram pela segunda etapa do certame, como curso ou programa de formação. No caso da segunda etapa, estão contemplados cargos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine), nos blocos 3, 4 e 6.
A relação completa das pessoas candidatas aprovadas poderá ser consultada página do CPNU na Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela execução do concurso. Segundo o edital, o inteiro teor do resultado definitivo da classificação final ficará disponível a partir das 16h desta sexta-feira (3/7), observado o horário oficial de Brasília.
A publicação desta sexta-feira não corresponde à divulgação do resultado final geral do CPNU 2, já realizada em março, mas à homologação da classificação final dos cargos que ainda dependiam da conclusão dessas etapas adicionais. Com isso, o MGI e a Enap encerram mais uma fase importante da segunda edição do concurso, criado para ampliar a capacidade de seleção do Estado brasileiro e organizar, de forma integrada, o ingresso de novos servidores em órgãos e entidades da Administração Pública Federal.
Etapas previstas
O CPNU 2 foi estruturado com etapas gerais aplicáveis ao conjunto do certame e, para determinados cargos, fases adicionais definidas de acordo com as especificidades das carreiras. Segundo o edital, os resultados homologados nesta sexta-feira são apresentados por órgão, cargo ou especialidade, número de inscrição, nome da pessoa candidata, notas correspondentes à etapa aplicada, nota final ponderada, classificação na ampla concorrência e nas modalidades de concorrência afirmativa, além da situação no cargo ou especialidade.
A Fase 5 corresponde à investigação social e funcional, de caráter eliminatório. Já a Fase 6 é composta por prova oral e defesa de memorial. A segunda etapa, quando prevista, está relacionada a curso ou programa de formação específico para a carreira.
CPNU 2 em números
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado ofertou 3.652 vagas em 32 órgãos federais, distribuídas em nove blocos temáticos. Do total, 3.144 vagas foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário.
As provas objetivas foram aplicadas em 5 de outubro de 2025 e as provas discursivas em 7 de dezembro de 2025. O certame manteve medidas voltadas à democratização do acesso ao serviço público federal, com reserva de vagas para pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas, além de mecanismo para ampliar a participação de mulheres entre as pessoas convocadas para a etapa discursiva.
O CPNU é uma iniciativa criada e coordenada pelo MGI para organizar, de forma integrada, concursos públicos para órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Inspirado no modelo do Enem, o concurso permite que uma mesma pessoa candidata concorra a diferentes cargos dentro de um bloco temático, conforme a ordem de preferência indicada no momento da inscrição.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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Acordo destinará imóvel do INSS para moradia popular no Recife
Um edifício de propriedade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ocupado por dezenas de famílias no bairro da Estância, em Recife (PE), será convertido em moradia popular. Acordo de solução consensual de conflito fundiário firmado nesta quinta-feira (2) com a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) permitirá o encerramento de uma ação de reintegração de posse que tramita na Justiça Federal em Pernambuco e a destinação do imóvel ao Programa de Democratização de Imóveis da União.
O acordo possibilita a implementação de projeto habitacional de interesse social mediante a cooperação técnica e financeira entre todos os envolvidos. Foi construído ao longo de várias reuniões na Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), envolvendo o INSS; a Secretaria do Patrimônio da União (SPU); o Estado de Pernambuco; o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), representado pela Defensoria Pública da União (DPU); e o Ministério Público Federal (MPF).
Dois órgãos da AGU participaram da negociação: a Procuradoria Regional Federal na 5ª Região (PRF5), representando o INSS, e a Procuradoria Regional da União na 5ª Região (PRU5), representando a União/Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
“Em que pese tratar-se de uma ação possessória, a solução consensual do conflito se deu de forma ampla, passando pelo direito à moradia, doação de bem público e destinação social ao imóvel”, ressaltou a procuradora regional federal da 5ª Região, Larissa Suassuna Carvalho Barros.
Segundo ela, “o acordo também traz melhoria na gestão patrimonial do INSS, tudo em comunhão com o Programa de Democratização de Imóveis da União, que objetiva qualificar e aprimorar a gestão do patrimônio imobiliário público federal e estabelecer prioridades para a sua destinação, observada a sua função social”.
Interesse público
A reintegração de posse foi proposta pelo INSS contra o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) após o imóvel, utilizado como depósito de material, ser ocupado por mais de 100 famílias. Atendendo a pedido da DPU, a 5ª Vara Federal de Pernambuco remeteu os autos à Comissão de Soluções Fundiárias do TRF5 em busca de uma solução consensual.
O acordo foi firmado com base no direito constitucional à moradia digna, na necessidade de pacificação do conflito fundiário, no interesse público na regularização da área e na garantia de atendimento habitacional às famílias vulneráveis, na política nacional de destinação de imóveis da União para fins de habitação de interesse social, na disponibilidade do imóvel e na viabilidade técnica de sua conversão para projetos habitacionais.
O processo de conversão do imóvel em moradia popular ficará sob a gestão da SPU e do Estado de Pernambuco e seguirá as diretrizes do Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, a partir do cadastro de famílias a ser organizado pelo MLB. Durante as obras, caberá ao Estado de Pernambuco pagar auxílio-moradia às famílias, por um prazo máximo de 36 meses.
O acordo foi submetido à homologação judicial.
Processo de referência: 0039392-23.2025.4.05.8300
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Fonte: Advocacia-Geral da União
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