Search
Close this search box.

EM FAMÍLIA

Assassino mata cunhado e na fuga é descoberto pela irmã

Companheira da vítima entrou em luta corporal com o suspeito e afirmou reconhecê-lo como seu próprio irmão; ele fugiu e é procurado

Publicados

POLÍCIA

O suspeito tentou atirar também contra a própria irmã, mas a arma teria falhado

Um homem de 31 anos foi assassinado a tiros no fim da tarde deste domingo (28), em frente à Distribuidora Martins, no bairro Santa Tereza, em Poconé. A vítima foi identificada como Felipe Benedito de Arruda e Silva. O principal suspeito do crime é o cunhado dele, de 29 anos, que fugiu logo após os disparos.

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes do Grupo de Apoio (GAP) da Polícia Militar foram acionadas por volta das 18h25 após informações de que uma pessoa havia sido baleada na Rua Santa Rosa. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Felipe caído no chão, já sem sinais de reação.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas apenas constatou a morte da vítima. Em seguida, a área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A companheira de Felipe relatou aos policiais que o casal passou a tarde na distribuidora e se preparava para deixar o local quando dois homens chegaram em uma motocicleta. Segundo ela, um dos ocupantes desceu do veículo e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Leia Também:  Suspeito de matar companheira morre em confronto no Paraguai

Ainda conforme o relato, ao perceber o ataque, ela correu em direção ao atirador e entrou em luta corporal com ele. Durante a briga, afirmou ter reconhecido o suspeito como sendo seu próprio irmão.

A mulher contou ainda que, enquanto tentava contê-lo, o suspeito tentou atirar também contra ela, mas a arma teria falhado, possivelmente por estar sem munição. Testemunhas informaram à polícia que ouviram cerca de cinco disparos.

Com as informações repassadas pela mulher, os policiais foram até a residência do suspeito, mas ele não foi encontrado.

A Polícia Civil investiga a motivação do homicídio e realiza diligências para localizar o autor do crime.

Propaganda

POLÍCIA

Fantástico revela domínio do CV em garimpo ilegal de MT

Reportagem especial acompanhou operação na Terra Indígena Sararé e mostrou como a facção passou a controlar a extração ilegal de ouro

Publicados

em

A Terra Indígena Sararé, pertencente ao povo Nambikwara desde 1985, possui cerca de 67 mil hectares

Uma reportagem especial de cerca de 14 minutos exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (28), revelou a dimensão do avanço do Comando Vermelho sobre o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso. A equipe acompanhou uma megaoperação das forças federais e mostrou como a facção criminosa passou de segurança armada dos garimpeiros ao controle de um dos principais polos de extração clandestina de ouro do estado, utilizando o minério para financiar outras atividades criminosas.

As investigações da Polícia Federal apontam que a atuação da facção começou em 2023, quando integrantes do Comando Vermelho passaram a oferecer proteção armada aos garimpeiros que exploravam ilegalmente a área indígena. Com o tempo, o grupo criminoso assumiu o controle da atividade e passou a utilizar o ouro como moeda de troca para aquisição de drogas e armamentos em países vizinhos.

“Eles utilizam ouro como moeda de troca, encaminham esse ouro para países vizinhos e recebem de volta entorpecentes ou armamentos”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Rodrigo Vitorino, durante a reportagem.

A Terra Indígena Sararé, pertencente ao povo Nambikwara desde 1985, possui cerca de 67 mil hectares distribuídos entre três municípios de Mato Grosso. Levantamentos apresentados na reportagem apontam a existência de 1.117 pontos de garimpo ilegal na área. Até poucos meses atrás, aproximadamente 2 mil pessoas atuavam na extração clandestina de ouro dentro do território.

Leia Também:  Homem é encontrado morto em chácara e polícia apura causa

A exploração ilegal chegou a formar uma verdadeira estrutura urbana em um dos pontos de mineração, conhecido como Garimpo Cururu.

“Aqui a gente tinha bar, tinha comércio, tinha farmácia. Você tinha toda uma estrutura de um vilarejo”, relatou o coordenador da operação pela Casa Civil, Nilton Tubino.

Segundo a Polícia Federal, além das cavas abertas pela mineração, os criminosos escavaram túneis utilizados para esconder armas, munições e facilitar rotas de fuga durante operações policiais. Imagens obtidas pelos investigadores também mostram integrantes da facção exibindo armamento de grosso calibre e escoltando máquinas utilizadas para abrir novas frentes de garimpo dentro da terra indígena.

Desde março, uma força-tarefa coordenada pela Casa Civil reúne Polícia Federal, Ibama, Funai, Força Nacional e outros órgãos federais para desarticular a estrutura criminosa instalada na região.

De acordo com o balanço apresentado na reportagem, a operação já resultou na apreensão de 153 quilos de ouro, mais de 42 mil litros de óleo diesel, destruição de 33 túneis, quase quatro toneladas de explosivos, 200 acampamentos, mais de 800 motores e 31 máquinas de escavação. Além disso, 72 pessoas foram presas, e o prejuízo estimado imposto ao garimpo ilegal supera R$ 110 milhões.

Na última quinta-feira (25), a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão contra um homem investigado por fornecer máquinas e fuzis aos integrantes da facção.

Leia Também:  Pai é preso por estuprar a filha adolescente e procurá-la

“O armamento de grosso calibre adentrou a terra indígena a partir da presença dos faccionados. Os criminosos utilizam esconderijos para ocultar esse armamento e fugir pela mata quando há atuação policial”, explicou o delegado Rodrigo Vitorino.

Além da atuação do crime organizado, a reportagem destacou os graves impactos ambientais provocados pelo garimpo ilegal. Em alguns pontos, a retirada de terra atingiu o lençol freático, enquanto o Rio Sararé apresenta sinais de contaminação. O uso de substâncias como mercúrio e cianeto pode comprometer a recuperação da área por décadas ou até séculos.

“Pode demorar centenas de anos para que a área volte a se recuperar e permita o retorno de parte da flora e da fauna”, afirmou o agente do Ibama, Sérgio Suzuki.

Um indígena da etnia Nambikwara, que teve a identidade preservada por motivos de segurança, resumiu os impactos da atividade ilegal.

“Arrebentou toda a natureza, acabou. Ficou muito difícil para a gente sobreviver.”

Em nota exibida pelo programa, o Governo de Mato Grosso informou que está construindo uma base policial em um dos acessos à Terra Indígena Sararé para apoiar a atuação integrada entre as forças estaduais e federais e reiterou que permanece à disposição para atuar em parceria com o governo federal no combate aos crimes na região.

Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA