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MTE embarga parcialmente obra na BR-158 após identificar riscos extremos a trabalhadores no Rio Grande do Sul
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, determinou, no último dia 19 de junho, o embargo parcial de uma obra de proteção de encosta na BR-158, entre os municípios de Santa Maria e Itaara, na Região Central do Rio Grande do Sul, após identificar situações de grave e iminente risco à segurança e à saúde dos trabalhadores.
Durante a inspeção, os auditores-fiscais do Trabalho constataram graves falhas na gestão de segurança e saúde no trabalho, incluindo irregularidades em atividades realizadas em altura, na utilização de acesso por cordas, na operação de equipamentos de elevação, nas instalações elétricas e na proteção dos trabalhadores expostos ao intenso tráfego de veículos pesados na rodovia.
A equipe de Auditoria Fiscal do Trabalho encontrou trabalhadores executando atividades em altura utilizando apenas uma corda de segurança, sem apresentação de justificativa técnica para o procedimento; sistemas de ancoragem improvisados; ausência de supervisão adequada; utilização de cestos suspensos em desacordo com os requisitos de segurança; instalações elétricas sem dispositivos de proteção; máquinas e equipamentos com partes móveis desprotegidas; e frentes de trabalho sem segregação física efetiva em relação ao fluxo de veículos na BR-158.
Segundo avaliação técnica dos auditores-fiscais, as condições verificadas poderiam resultar em acidentes graves ou fatais, incluindo quedas de altura, quedas em áreas sem proteção, esmagamentos, amputações, choques elétricos e atropelamentos. A análise, realizada com base na metodologia prevista na Norma Regulamentadora nº 3 (NR-3), concluiu pela existência de excesso de risco classificado como extremo nos fatores analisados.
Diante das irregularidades identificadas, foi determinado o embargo parcial das atividades consideradas críticas para a segurança dos trabalhadores. A medida alcança atividades de acesso por cordas, utilização de cestos suspensos e cestos acoplados, determinadas máquinas e equipamentos identificados durante a fiscalização, atividades com exposição ao risco de choque elétrico e frentes de trabalho localizadas às margens da BR-158.
Permanecem autorizadas as atividades administrativas e aquelas estritamente necessárias à implementação das medidas corretivas exigidas pela fiscalização do trabalho para a eliminação dos riscos identificados.
O embargo é uma medida administrativa prevista na legislação trabalhista e adotada quando são constatadas situações capazes de provocar acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho, com potencial para causar lesões graves ou fatais. Seu objetivo é interromper temporariamente atividades que apresentem risco elevado, permitindo que as condições de segurança sejam adequadas antes da retomada dos serviços.
O levantamento do embargo dependerá da comprovação, pela empresa responsável pela obra, da eliminação ou neutralização das situações de grave e iminente risco identificadas na ação fiscal, após nova avaliação da Auditoria Fiscal do Trabalho.
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PAA aumenta renda de agricultores familiares em até 30% e reduz dependência do Cadastro Único
Agricultores familiares beneficiados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) registraram aumento de até 30% na renda per capita e redução de até 57% na probabilidade de permanência no Cadastro Único. Os resultados são da pesquisa apresentada nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante o lançamento da avaliação de impacto e resultados do programa, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
No evento, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a política deve alcançar uma quantidade maior de pessoas. “É preciso uma jornada que possa alcançar maior escala e possa, a partir daí, colocar produtores e produtoras em condição de uma linha direta com o mercado. E é claro, com isso elevar a renda. Eu estou falando de combate à subnutrição e à desnutrição”, reforçou Dias.
O estudo foi desenvolvido pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). A pesquisa avaliou os impactos das modalidades Compra com Doação Simultânea (CDS) e PAA Leite sobre a inclusão produtiva e a segurança alimentar e nutricional.
Mais autonomia
A pesquisa mostra que os beneficiários da modalidade Compra com Doação Simultânea tiveram aumento médio de R$ 50 na renda per capita, o equivalente a crescimento de 30%. Entre os participantes do PAA Leite, o aumento foi de R$ 32 por pessoa, representando avanço de 19% na renda.
Um dos principais destaques do estudo foi a redução da dependência de políticas sociais. Após seis anos de participação no programa, os beneficiários do PAA CDS apresentaram redução de 57% na probabilidade de permanência no Cadastro Único. No PAA Leite, a redução foi de 25%.
Segundo a pesquisa, 75% dos agricultores participantes do PAA CDS estão inscritos no Cadastro Único, o que reforça o alcance da política às famílias em situação de vulnerabilidade.
Para o secretário nacional de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS, Rafael Osório, o PAA é importante para a agricultura familiar, mas principalmente para os agricultores inscritos no Cadastro Único. “Acessando o PAA, esse agricultor familiar que está no Cadastro Único pode investir na sua produção, pode vir a acessar outros programas, receber assistência técnica e, dessa forma, sair de forma definitiva do Cadastro Único e da necessidade de ter apoio de programas sociais”, destacou o secretário.
Já a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, afirmou que a pesquisa é o começo de uma avaliação que deve ter continuidade nos próximos anos, com o objetivo de gerar indicadores confiáveis para que o governo possa “devolver para a sociedade informações sobre como o PAA vem ampliando a renda de quem vende para o programa, como vem apoiando as famílias na trajetória de saída do Bolsa Família e na trajetória de autonomia econômica e de desenvolvimento”.
Públicos prioritários
Entre 2022 e 2024, houve crescimento da participação dos públicos prioritários definidos pela Lei nº 14.628/2023. A participação de mulheres passou de 53,7% para 58,1%.
Entre os agricultores quilombolas, o percentual cresceu de 4% para 7,6%. Já a participação de indígenas aumentou de 0,7% para 6% no mesmo período.
Gestão do PAA
Em 2024, o PAA alcançou 3.334 municípios brasileiros, o equivalente a 60% das cidades do país. Entre os municípios participantes do estudo, 84% relataram ampliação da busca ativa de agricultores familiares. Outros 76% apontaram avanços na identificação de pessoas em situação de insegurança alimentar.
O levantamento identificou ainda que 29% dos municípios já realizaram levantamentos junto a povos e comunidades tradicionais, ampliando estratégias de inclusão desses públicos. Para 82% dos municípios que participaram do estudo, o programa contribuiu para o amadurecimento dos processos gerenciais relacionados à execução da política pública.
Já 77% dos municípios que possuem programas próprios reconheceram influência positiva do PAA em sua criação ou fortalecimento. Segundo a pesquisa, 86% dos municípios consideram decisivo o suporte oferecido pelo MDS para a execução do programa.
Segundo Lilian Rahal, a pesquisa mostra como o PAA fortalece as políticas de segurança alimentar nos territórios. “O programa está ampliando a capacidade dos municípios de produzir, comercializar e de disponibilizar para a população comida de verdade, retomando os hábitos alimentares que são daquelas localidades de cada região do nosso país e ainda ampliando o consumo de alimentos saudáveis, de comida de verdade, por quem mais precisa”.
Sobre o PAA
Criado para fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis, o PAA permite a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares e a distribuição gratuita à rede socioassistencial e a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como cozinhas solidárias, restaurantes populares e bancos de alimentos.
Os alimentos adquiridos pelo programa chegam principalmente à rede de assistência social e à rede educacional. Em 2024, 40% das entidades que recebem alimentos estavam vinculadas à assistência social e 39,8% à educação, além de organizações de povos e comunidades tradicionais, iniciativas de alimentação e nutrição, serviços de saúde e atendimento a refugiados.
Saiba mais sobre o PAA
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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