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Municípios podem aderir à estratégia de interiorização para fortalecer acolhimento de famílias venezuelanas

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A estratégia de interiorização da Operação Acolhida busca ampliar o número de municípios dispostos a acolher famílias venezuelanas que chegam ao país pela fronteira norte, em Roraima, para garantir proteção, reconstrução de vínculos e inclusão social por meio de uma rede articulada entre governo federal, municípios e Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O objetivo da mobilização nacional é ampliar a rede de municípios parceiros, fortalecendo a capacidade de acolhimento nos territórios e garantindo respostas coordenadas para a proteção social dessa população. A participação dos municípios é decisiva para assegurar atendimento estruturado, inserção nas políticas públicas e condições concretas de integração local.

No âmbito do SUAS, os municípios podem apoiar a estratégia com ações alinhadas ao atendimento da população migrante, incluindo busca ativa, inclusão nos serviços socioassistenciais, acesso ao Cadastro Único, produção de diagnósticos territoriais, articulação intersetorial e iniciativas de enfrentamento à discriminação e à xenofobia. Também cabe às gestões locais promover ações de sensibilização e mobilização para a inclusão socioeconômica e cultural das famílias acolhidas.

Para a Secretária Nacional de Assistência Social, Rosilene Rocha, a interiorização representa uma oportunidade de recomeço para famílias em situação de vulnerabilidade “Receber uma família por meio da interiorização é acolher pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, que muitas vezes enfrentam até a barreira da língua. Essa ação humanitária, voltada à proteção, ao fortalecimento de vínculos e à construção de condições para uma vida com mais autonomia, segurança e dignidade, essas pessoas ficam mais expostas à desproteção e às dificuldades de reconstruir a própria trajetória”, afirma.

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A adesão dos municípios à rede de apoio representa um passo importante para ampliar a proteção social e consolidar uma resposta humanitária baseada em cooperação, cuidado e presença do Estado. Ao acolher famílias, os territórios contribuem diretamente para a construção de caminhos mais seguros e estáveis para quem busca recomeçar.

Municípios interessados em integrar a rede de apoio à interiorização e contribuir para um acolhimento digno, seguro e humanitário podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected]. Também está disponível o painel de mapeamento das pessoas interiorizadas, com dados sobre quantitativos e perfil desse público, acessível aqui

Interiorização

A iniciativa promove o deslocamento seguro e planejado de migrantes e refugiados para diferentes estados brasileiros, com foco no acolhimento digno, na autonomia das famílias e no acesso a serviços, benefícios e oportunidades de integração comunitária.

A interiorização é uma das frentes centrais da Operação Acolhida, estratégia federal voltada à regularização migratória, ao acolhimento e à integração de migrantes e refugiados venezuelanos no Brasil. Na prática, a ação permite que pessoas e famílias saiam de Roraima e sejam encaminhadas a outros municípios, onde podem reconstruir vínculos familiares e comunitários e recomeçar suas trajetórias com mais segurança e estabilidade.

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A estratégia ocorre em diferentes modalidades. A interiorização institucional prevê a transferência de pessoas abrigadas para outros municípios, com apoio à autonomia por até três meses. Já a reunificação familiar permite o reencontro com familiares que possam oferecer moradia e subsistência temporária. A reunião social atende pessoas com vínculo afetivo comprovado e capacidade de acolhimento no destino. Há ainda a modalidade de vaga de emprego sinalizada, vinculada a uma oportunidade formal de trabalho.

Assessoria de Comunicação – MDS 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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BRASIL & MUNDO

Cerimônia em Brasília celebra os 20 anos do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

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Os 20 anos do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) foram celebrados nesta quarta-feira (10) em cerimônia realizada em Brasília que encerrou o Encontro Nacional + 2 anos, promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

O Sisan é um sistema público, de gestão participativa, que promove a articulação entre os três níveis de governo, assim como com a sociedade civil organizada, para a formulação, a implementação e o monitoramento das políticas de segurança alimentar e nutricional (SAN).

José Graziano, que coordenou o desenvolvimento do programa Fome Zero e chefiou a equipe responsável pela sua implantação em 2003, encaminhou mensagem de vídeo celebrando os 20 anos do Sisan. Ele lembrou que o combate à fome é responsabilidade de todos e destacou a participação da sociedade civil no processo. “O melhor remédio para manter a luta contra a fome como uma das principais lutas políticas do pais é a atuação da sociedade civil”, afirmou.

O melhor remédio para manter a luta contra a fome como uma das principais lutas políticas do pais é a atuação da sociedade civil. José Graziano

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, nomeada este ano como Embaixadora da FAO contra a Fome, falou da satisfação de participar da luta pela nutrição adequada  e combate à fome, somando sua voz a de todos aqueles que se dedicam a essa causa.

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“O Brasil lidera pelo exemplo e tem muito a mostrar para o mundo”, afirmou Janja da Silva. Ela citou como exemplo a Aliança Global contra a Fome e à Pobreza, criada em 2024, e o próprio Sisan, como um modelo a ser apresentados a outros países.

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou a importância da integração das várias políticas de proteção social e segurança alimentar, como essenciais para o Brasil sair do Mapa da Fome da ONU, marco alcançado em julho de 2025.

Relembrar a história – Representando o ministro Guilherme Boulos na cerimônia, o secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Josué Rocha, afirmou que celebrar os 20 anos do Sisan é importante para relembrar uma história que não pode ser esquecida.

O secretário-executivo fez referência ao desmonte sofrido pelas políticas e instrumentos de combate à fome no Brasil em anos anteriores, que culminaram como o retorno do país ao mapa da fome em 2022. Nesse período, de acordo com o secretário-executivo da SGPR, a sociedade civil organizada “arregaçou as mangas e deu continuidade a luta”.

Além do marco de sair do Mapa da Fome da ONU o Brasil discute agora o tema fundamental da soberania alimentar. Josué Rocha

Josué Rocha lembrou ainda que a partir de 2023, com a retomada da prioridade do combate à fome, o Brasil levou apenas dois anos para sair novamente do Mapa da Fome da ONU.

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O secretário-executivo ressaltou que para além desse marco, o país discute agora o tema da soberania alimentar. “Esta é uma discussão fundamental que está na ordem do dia. E o Sisan e os Consea (nacional, estaduais e municipais) são novamente fundamentais nessa marcha para o Brasil avançar na soberania alimentar”, afirmou o secretário.

Mesa de honra – Participaram da cerimônia de celebração dos 20 anos do Sisan, a primeira-dama, Janja Lula da Silva, nomeada em 2026 Embaixadora da FAO contra a Fome; a presidenta do Consea, Elizabeta Recine; o ministro Wellington Dias (MDS); os secretários-executivos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Josué Amaral, e do ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Erick Moura; a secretária extraordinária de Combate à  Fome e à Pobreza do MDS, Valéria Burity; além de outras autoridades. Também participaram ex-presidentes do Consea juntamente com militantes históricos do combate à fome e à pobreza no Brasil.

Fonte: Secretaria-Geral

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