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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Conanda realiza 346ª Assembleia Ordinária em Brasília

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O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), órgão colegiado vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), realizou, na segunda-feira (13), a 346ª Assembleia Ordinária, em Brasília (DF). A agenda reuniu conselheiros e conselheiras, representantes do governo federal e da sociedade civil, para discutir temas estratégicos voltados à promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil.

Na abertura dos trabalhos, a presidenta do Conanda, Deila Martins, ressaltou o papel estratégico do colegiado como instância de deliberação e articulação política: “É nesse espaço que conseguimos alinhar esforços, fortalecer o trabalho em rede e avançar na construção de políticas públicas mais efetivas para crianças e adolescentes”.

Durante a assembleia, foram apresentados relatos das comissões permanentes do Conselho e da comissão organizadora da 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Também foram discutidos os avanços dos grupos temáticos em andamento no colegiado.

Outro destaque da pauta foi a pactuação institucional sobre os trâmites de discussão e aprovação do 4º Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, conduzida pelo coordenador da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), Roberto Padilha.

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Em sua fala, Deila Martins destacou a importância da articulação entre os órgãos para garantir a aprovação do documento com a elaboração de um guia de orientação para apoiar a implementação do plano nos estados e municípios, fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) em todo o país: “As resoluções do Conanda têm caráter normativo e orientador, por isso entendemos a importância de sua aprovação por meio de resolução”.

“Estamos em uma etapa final, após a consulta pública, e o objetivo agora é aprimorar o documento com contribuições pontuais, sem alterações estruturais, para garantir sua aprovação no tempo necessário”, concluiu a presidenta.

O coordenador da CONAETI, Roberto Padilha, detalhou o processo participativo para a construção do documento, que incluiu consulta pública e contribuições de diferentes ministérios e setores da sociedade: “O plano traz avanços importantes, como a incorporação de novas formas de trabalho infantil, especialmente no ambiente digital, além de metas e indicadores de monitoramento inéditos”.

Além disso, os participantes deliberaram sobre o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência e a atuação articulada do SGDCA.

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Agenda estratégica

A reunião também se consolidou como espaço de articulação e alinhamento institucional com os Conselhos de Direitos no âmbito nacional, estadual e municipal, fortalecendo a governança das políticas públicas e o controle social.

Para a SNDCA, a participação na agenda é estratégica, pois contribui diretamente para a definição de prioridades, pactuação de ações e monitoramento das políticas em curso visando o aprimoramento da gestão e a efetividade das ações voltadas à garantia de direitos.

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Texto: P.V.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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